ANDRADINA
São cento e oito anos... cento e oito passos,
Tantas estrelas bonitas;
Tantas sementes espalhadas,
Germinando no infinito.
Foi boa a tua lavoura,
Foi mais fecunda a colheita;
E tu, boa agricultora,
Incansável na labuta.
São cento e oito manhãs na historia,
Onde o teu vulto ficou;
Capitalizado na memória,
Deste coração saudoso.
Aqui estou te lembrando,
Pois jamais te esqueci;
Sou teu fruto, vento brando,
Sou um pouco da tua imagem.
O teu tempo aqui passou,
Hoje és luzes de amor;
Norteando os caminhos,
Deste coração navegador
*J.L.BORGES
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