quinta-feira, 11 de junho de 2026

SUCESSO

SUCESSO

Se você procurar o sucesso incessantemente e o quiser a qualquer custo, jamais o encontrará.Em seu lugar, achará a desilusão e a decepção, que o levarão a uma vida de amargura.  
Porém, se acalmar e abrandar a busca, mudando o foco para a essência do ser, o sucesso virá naturalmente.

J. Luis Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/6

FOLHA DE PAPEL


FOLHA DE PAPEL

Quando chegamos ao planeta Terra, somos uma folha de papel em branco. A vida é a escritora que redige a nossa história. Porém, o epílogo — seja bom ou ruim — só depende de nós.

*J.L.Borges.do Brasil ®
2026/06

PONTO CEGO


PONTO CEGO

Um Filósofo dava certa explicação a um dos seus alunos, coloca a alguns metros a frente a beira de um abismo um painel com a figura de um cavalo. 
Pergunta ao aluno:
–O que você vê a sua frente?
–Vejo um cavalo. Diz o aluno.
O Filósofo derruba o painel abismo abaixo, deixando a vista uma cadeia de montanhas, e pergunta novamente ao aluno:
–O quê você vê agora?
–Nada vejo. Responde o aluno.

Moral da historia:
Quando fixamos cegamente o olhar numa única figura, deixamos de ver a paisagem inteira.

*J.Luis Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/06


MEUS AMORES DO PASSADO


MEUS AMORES DO PASSADO 

As imagens de meus amores,  
Meus doces amores do passado,  
Estão fotografadas em minha retina,  
E memorizadas em meu coração.

Jamais as esqueço:  
Estão gravadas em mim,  
Gravadas entre fogo e flores,  
Amores que por mim passaram.

Alguns deixaram em meu peito  
Tristeza e melancolia,  
Outros, a mais plena alegria.

Mas são meus, não os esqueço.  
Se um dia os esquecer,  
De mim também esquecerei.

*J.L. Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/06

AMOR ETERNO


AMOR ETERNO

Eu estava andando em pensamentos.

Pensamentos todos em vão,  
Um por um, tenho certeza. 

E derepente me vi envolto em tua beleza, 
Senti assim com alegria a certeza,
De te amar de alma e coração. 

E assim meu doce bem nos completamos, 
Todo o dia, enfim todo o momento,
E tu me amas, eu também te amo,
Por toda a vida, todo o tempo.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/06

quinta-feira, 28 de maio de 2026

O VULTO


O VULTO 

Quando teu olhar, 
Meu olhar cruza,  
Sinto uma aflição, 
Uma dor confusa. 

Porém teu vulto, 
Como chega, embora vai,  
Deixando este perfume, 
Na noite que se esvai.

Depois que vais embora, 
Que somes na penumbra,  
Meu coração retumba, 
E geme de saudade, 
 
E eu fico aqui tristonho, 
Pois só em sonhos te toco,  
E te beijo com amor; 
Quão louca é esta vontade!

Queria em ti flutuar, 
Porém eu não consigo,  
E vivo aqui cativo, 
Distante de teus beijos. 

Tua boca outra boca toca, 
A minha? Nem pensar,  
E eu fico a sonhar;
Tu és o meu desejo.

Se assim é esta vida, 
Escassa de esperança,  
Eu vou trancar a porta, 
Deste triste coração; 
 
Morrer em vão não vale, 
Retoquei nossas lembranças,  
Transformei-as meu amor 
Em poema e canção.

*J.L.Borgesl ®

VELHAS CARTAS DE AMOR


VELHAS CARTAS DE AMOR 

As cartas de amor que te escrevi,  
São cartas de amor que não mandei;  
Hoje, no silêncio do quarto as reli,  
Confesso, meu amor, que até chorei.

E foram tantas cartas que falavam,  
Relatavam tudo aquilo que sentia;  
Letras trêmulas que confessavam  
O quanto te amava. Que ironia!

As descobri todas esquecidas num envelope,  
De sonhos de amor, rotas e mofadas,  
Me deu uma tristeza desgraçada.

Lembrei de nossos beijos,nossos toques,  
Ó senhora de minha vida e passado,  
E as desbotadas cartas reli em ais dobrados.

J.L.Borges ®
Guaiba 2026/05

MADRUGADA


MADRUGADA  

As três da manhã, a garganta rasa,  
Piso no piso, sorvo o que alivia,  
Água gelada desce em mim fria,  
E ao quarto volto, pássaro, sem asas.

Ela ressona, um fio de ouro à boca,  
Tiro devagar, não a desperto,  
Suspira e busca meu lado quieto,  
E o quarto inteiro minha paz provoca.

Quantas horas cabem num delírio?  
Quantas histórias no quarto escuro?  
Teu peito aflora, gemo e suspiro.

Eu bebo a água, ela afaga meu escuro,  
Mas sorrio ao pensar que ainda respiro   
Na presença dela, o meu futuro.

*J.L.Borges do Brasil ®

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Soneto Petrarquiano 


ENTRE O CÉU E O INFERNO


ENTRE O CÉU E O INFERNO

Eu estava a planejando te encontrar,  
E hoje beijar-te suavemente,  
Mas de repente, eu sei, de repente,  
O mundo em tempestade quis virar.

E tudo que eu planejava se perdeu,  
Na estrada da minha triste agonia,  
A tarde se transformou-se em noite fria,  
E a noite moribunda em mim morreu.

O meu céu transformou-se neste inferno,  
De saudades e longe do verão,  
E assim tornei-me eu mesmo o inverno.

E nesta fuga louca me perdi,  
Num emaranhado, teia de paixão,  
Onde só me importa é morrer por ti.

*J.L.Borges ®
Guaiba 2026/05


terça-feira, 26 de maio de 2026

VIAJANTE DAS ESTRELAS


VIAJANTE DAS ESTRELAS  

PRÓLOGO 

Às três da matina parei de bebericar meu vinho tinto e finalizei o microconto onde eu falo de homens verdinhos em naves espaciais.  
Lentamente chego ao meu quarto, me dispo parcialmente e me preparo para meu descanso merecido.  
Já deitado, as pálpebras pesam, estou quase a ressonar, quando ouço um ruído estranho no quintal.  
Pela fresta da janela uma luz fluorescente inunda o meu quarto neste quase quarto de hora, onde eu estou no meu quarto de dormir.

I. A CHEGADA

Às três quartos da terceira hora a nave desce do céu sobre a terra mansa, sem alarde algum, prepotência ou glória, a mesma hora em que eu tinha parado de beber meu vinho e encerrado a escrita de meu microconto extraterrestre. E lá fora o mundo dorme placidamente nesta noite estrelada.  
A nave pousou onde eu planto e vivo, no pátio de minha casa, no meu chão de verdes gramas, um pequeno pomar e uma horta bem cuidada, com algumas galinhas no quintal.  
Era uma nave relativamente pequena, abri a porta para o receber:  
(dois seres envoltos em um silêncio sideral, eu e o viajante espacial.)  
E na incerteza de guerra ou de paz, nos saudamos mutuamente.  
O estranho viajante foi recebido sem festejo, e sem desconfiança abri a porta, sincero na acolhida, e, erguendo o copo de vinho, fiz uma saudação cordial para quebrar o constrangimento e o gelo.  
Acabamos dando mais de mil risadas.  
(E na noite quieta, calma e estrelada, me vi de novo numa nova história, como os relatos de meus antepassados falando de deuses astronautas.)

II. A NEGOCIAÇÃO

Desceu ele a rampa sob a luz argenta da lua cheia, vindo de um distante planeta em ruínas em estranha astronave.  
Eu, erguendo o copo de vinho quase intocável, estava quase a tremer, não sei se era medo ou se era emoção.  
“Troco meu ouro de Saturno ou meu conhecimento por um pouco do seu ar, da sua água e a clorofila de suas verdes matas”, assim disse-me o estranho, com voz embargada de poeira cósmica e saudade estelar.  
O ouro de Saturno eu não quis pois os tenho aqui no meu planeta, e conhecimento nunca é demais.  
Eu, olhando a terra, comecei a refletir:  
“De que vale o conhecimento pleno se não respeitarmos o planeta azul?” Ofereço a ele o ar, a água e o verdejar das matas, porém não cedo a ele o meu chão, e nem mesmo o meu céu.  
Aqui ainda tenho um mundo pulsante e um futuro que é todo meu; eles querem a água, o ar e o verde das matas, eu os tenho ainda em meu planeta, querem silêncio das florestas, e os grandes rios, eu os tenho.  
Querem começo, eu tenho como recomeçar.  
Ele riu sem ter uma boca, na luz que o embalava.  
E assim me falou:  
“Guardaste o segredo, humano animal, fica em teu planeta, levarei um pouco de teu ar, tua água e o verde de tuas matas, e assim o nosso mundo será salvo por vocês, e o nosso conhecimento deixarei, escrito para a tua posteridade.”

III. A CONFISSÃO DELE

“Fomos deuses do passado que aqui pisaram um dia.  
Deixamos de presente a vocês a invenção da roda, a criação do fogo, e nuvens negras do conhecer tecnológico, que aos poucos foi manchando teu planeta.  
Quase roubamos o canto dos teus pássaros, até que vocês, homens, aos poucos foram assimilando o que a vocês deixamos.”  
E ele continua a sua fala sem ter boca:  
“Tem ainda neste planeta pássaros que cantam, peixes em abundância e tantos outros animais, salva-os.  
Tem rios que espelham céus e que ainda te refrescam nos dias quentes de verões, salva-os.  
Tem ainda as noites estreladas, e os dias de sol ardente, distante de explodir.”  
“Vocês, humanos animais, devem adorar e preservar este planeta, escrito e descrito em mil livros antigos.  
Ele é o verdadeiro lar de vocês, ó gente insensata.”

IV. O RITUAL

E na densa alvorada, eu e aquele pequeno ser repetimos o ritual de bebermos o silêncio em copo de vidro garrafal, aquele vinho tinto, ele bebendo sem ter boca.  
Bebemos pra lembrarmos da terra, o portal que vai direto ao infinito, Terra onde os pássaros ainda aqui gorjeiam, e os peixes em abundância ainda nadam nos rios, e os animais ainda vagam em vastas pradarias.

V. O SONHO DELE

E assim ele me diz:  
“Lá no meu planeta sonhamos com um planeta verde e de águas cristalinas, igual ao seu, em vez de nuvens negras de poluição, um mundo com muitos animais iguais aos daqui.”  
“Sonhamos com o sabiá que eu ouvi hoje aqui neste teu quintal, sonhamos com os rios mansos que batem nas barrancas, sonhamos com cachorros e gatos dormindo à luz do sol. Sonhamos com o que a gente tinha e que não mais vê.”

VI. A LIÇÃO

Há cinco mil anos eles vieram ensinar, hoje ele volta pra aprender a beber a nossa água sem medo, e aprender a dormir sem temer o fim do mundo.  
Aprender que "futuro" é saber que acordará no dia seguinte.  
A ruína do planeta deles é o nosso espelho, se a gente continuar a poluir o nosso planeta, será o nosso fim.  
Se a gente continuar a extinguir os animais, outro final, se a gente continuar a trocar nossas matas por campos de pastagens e lavouras colossais, daqui a poucos anos seremos nós a procurar outro planeta para chamar de nosso.

VII. RESSURREIÇÃO

Se nossa terra secar e o céu ficar mosqueado, se os pássaros calarem-se e o verde virar lenda, ainda terei a fala que o cosmos quer que entendamos: "Planta uma árvore onde pousa os teus pés".  
A salvação não vem até nós em naves douradas. Ela nasce do chão da consciência que a gente ainda cultiva. Energia limpa, que da terra deriva:  
sol no telhado, vento nas vidraças e pés no chão.  
Nossos planetas deverão aprender juntos a serem autossustentáveis, sem queimar o amanhã, sem jogar chumbo nas águas, sem expelir fuligem no ar, sem nuvem negra e chuva ácida, só paz do ar respirável.  
Ele levará a salvação que está aqui, nós ficamos com a lição:  
Começar a cuidar do nosso quintal para o planeta todo ser salvo, todos devemos fazer a nossa parte, e assim fecharemos o ciclo com chave de ouro: A Terra e o cosmos, um só tesouro.

EPÍLOGO - O DESPERTAR

De repente me vejo deitado em minha cama, o copo vazio de vinho descansado no criado-mudo ao lado,  
e os manuscritos de meu conto um pouco revirados.  
Será que foi real o que aconteceu comigo agora há pouco ou foi um sonho?  
O relógio dá agora a “quarta” badalada.

J.L.Borges do Brasil ®  
Guaíba, 2026/02



DEUSA ENCANTADA


DEUSA ENCANTADA  

Teu corpo é o ninho macio do beija-flor,  
Tua boca, doce açucena da mata,  
Teus beijos têm sabor o da amora,  
Teus seios são dois favos de mel.

Teus cabelos, folhas de palmeiras ao vento,  
Teu olhar, estrela guia na alvorada,  
Teu caminhar, ondas beijando a praia,  
Tua voz macia, canção do sabiá.

Tuas suaves mãos que me acariciam,  
Pétalas de flores em verdes pradarias.  
Sabes, amor, teus labios tem o perfume

De rosa selvagem no jardim dos sonhadores,  
Que ainda sentem no peito o ardente  
Pulsar de um coração apaixonado.
*
J.L.Borges.do Brasil ®
2026/05



ELES ESTÃO PARA CHEGAR


ELES ESTÃO PARA CHEGAR

Eles estiveram aqui a mais de cinco mil anos atrás, ensinaram os sumerios, os assirios, os babilônios, e até os egípcios, talves tenham até inspirados os hebreus na sua crença do deus único, e depois voltaram a seu lugar de origem, porém como qualquer viajante, sua viagem é demorada, mas eles irão voltar, serão recebidos como os antigos povos os receberam, não sei.
Mas eles voltarão. 

*J.L.Borges.do Brasil ®
2026/05

VIAJANTES

VIAJANTES 

Há cinco mil anos desceram do céu,  
E aos sumérios a escrita entregaram,  
Aos babilônios os astros explicaram,  
E aos hebreus criaram um só Deus?

Partiram depois ao seu plano sideral,  
Mas como todo viajante aventureiro,  
Prometeram voltar, agora ao mundo inteiro,  
Num ciclo de luz e paz universal.

Serão recebidos com festejos ou medo?  
Nós somos a porta de entrada,  
E o céu nos observa em silêncio e segredo...

E quando a noite estiver estrelada,  
Veremos de novo o antigo desenredo:  
Pois eles voltarão numa nova alvorada.

J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05

PÉ DE GUERRA


PÉ-DE-GUERRA

Ao amanhecer, pé por pé, 
A cobra rastejante  
Tenta dar uma rasteira, 
No rato que está rateando.

Enquanto isso ao meio dia , 
O perneta joga sua perna cibernética  
Naquele saci peralta que tentou,
Passar a perna no perneta.

Ao entardecer, nos confins sem fim, 
De um tempo adormecido, 
O pé de vento gélido e cortante  
Dá um pé na bunda daquele penetra,  
Que penetrou na virgem floresta.

E a noite, na novela das nove, 
O ceguinho percebeu cegamrnte,
Que a arma do vilão falhou, 
Por falta de bala no tambor, 
Que bate um samba nas vielas.

*

J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


ECO SURDO


ECO SURDO*

Que liberdade é essa que não percebe  
Que a voz que vem de minha cabeça  
Clamando por liberdade, é a minha voz?

Que paz é essa que não percebe  
Que a voz que vem de minha cabeça  
Implorando por paz, é a minha voz?

Que amor é esse que não percebe  
Que a voz que vem de minha cabeça  
Suplicando por amor, é a minha voz?

De nada adianta eu lutar por liberdade, paz e amor  
Se não for ouvido.
Clamar! Implorar! Suplicar!  
Se não for compreendido.

*
J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05




ÁFRICA


ÁFRICA

Olhar negro e luz difusa,  
Tempestade e dor insana;  
Trabalhar jamais recusas,  
Sete dias por semana.

Escasso riso e lágrimas ardentes,  
Que derramas na saudade,  
De teus filhos hoje ausentes,  
Muito além da eternidade.

Queria em teu solo levitar,  
Tu fazes parte de minha história;  
Quisera em mil livros te lembrar,  
Te guardar em minha memória.

África, mãe de meus instantes,  
Poeira, sangue, amor distante.
*
J.L.Borges do Brasil ®
2026/05


O MIADO DO GATO


O MIADO DO GATO 

Miados na noite  
Me deixam com frio;  
Sinto calafrios,  
Em meio a açoites. 

A vida madrasta,  
É erva daninha; 
Me sinto sozinho, 
Em escuras vidraças,   

No ruído dos prantos  
Que ferem meu peito,  
Eu perco o encanto,  
Vivo insatisfeito.

E o gato miando  
Me leva à loucura:  
Sou alguém procurando,  
Na noite, a ternura.

Mas nada encontro,  
Somente o escuro;  
Num canto, um pranto,  
Um canto imaturo.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


NEGRINHA


NEGRINHA

Tu não miava, tu conversava.  
Onde eu ia, teu passo ia atrás.  
Sombra pequena, felina e brava,  
Dormia em mim e acordava em paz.

Tinha peraltice no negro do olhar,  
Sabedoria animal, de quem não fala.  
Entendia meu silêncio sem cobrar,  
E me ensinava sem dar aula.

Dias vazios sem teus passos no chão,  
A casa aprendeu o som do vazio.  
Te levaram depressa, sem razão,  
E o mundo sombrio ficou mais frio.

Tu vieste com a água, há dois anos,  
Quando a cidade num caos virou rio.  
Não te escolhi nos meus planos:  
Tu que me escolheste, fui teu desafio.

Negrinha, cor da noite sem luar,  
Um caudal de paz e de ternura; 
Onde eu ia, tuas patas iam par em par,  
Esperta, afável, miado e travessura.

Entendia o amor que estava em mim,  
Dormia em cima do meu peito.  
Fazia peraltice, enfim...  
Me ensinava a amar sem ter defeito.

Mas a rua sem piedade te levou,  
Depressa demais,foi pouca a despedida.  
Alguém insano não soube quem atropelou:  
Mas levou com certeza um naco da minha vida.

Mas gato escolhe. E tu me escolheste.  
Na lama, no medo, no aguaceiro.  
Se *tem* céu, tu chegaste lá primeiro,  
E já deves sentir falta de meu cheiro.

Sei que gato não morre, só some.  
Vira estrela, vira vento, e mais...  
Se eu chamar em sonhos teu nome,  
Sei que tu voltas, e volta minha paz.

“Volta em meus sonhos, Negrinha.  
A porta à tua espera continua aberta.  
Aqui ainda chove, e eu sozinho,  
Sinto esta saudade cruel que hoje aperta.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05



DESESPERO


DESESPERO

Eu corro, corro, morro,  
Sem te alcançar jamais,  
Na cruz do meu socorro,  
Tua luz entre os cristais.

Eu busco, busco, busco,  
Um amor só pra mim,  
No lusco-fusco brusco,  
Te abraço e beijo enfim.

São tantos os recomeços  
Do nosso amor infindo,  
Amor que não tem preço.

Eu corro, busco e quero  
Este amor nefasto e lindo,  
O maior dos desesperos.

J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2926/05



O GRILO


O GRILO

O grilo trila de noite,  
Depois que estou deitado.  
Qual é a sua, seu grilo?  
Será que estás grilado?

Ouvi um grilo na noite,  
De um carro desgovernado.  
Será que o motor grilou,  
Ou eu que estou errado?

São tantos grilos na vida,  
Que fico estupefato.  
Um fato, comédia, lida,  
Um texto, um medo grifado.

E o grilo na noite some,  
Porém fico acordado.  
A insônia me consome,  
Louco sou,estou grilado!

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


AS GUERRAS E AS GUELRAS


AS GUERRAS E AS GUELRAS

O mais importante na vida do peixe, 
Não são as guerras que nos devastam; 
São as guelras que respiram vida.

(Enquanto brigamos, ele nada.)

Nós inventamos as guerras; 
Os peixes evoluíram suas guelras.
Qual dos dois é o mais certo, 
O homem ou o peixe?

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05



O PAVIO DA VELA


O PAVIO DA VELA

A vida é igual à luz de uma tênue vela,  
qualquer brisa, por mais suave que seja, pode apagá-la.

*J.L.Borges do Brasil ®



AFASTAMENTO


AFASTAMENTO

Quando algo ou alguém te faz mal, o melhor procedimento é o afastamento. 
O próprio Jesus fala em um trecho bíblico: “Pai, afasta de mim este cálice”.

Então para que se calar se você está, de uma maneira ou de outra, sendo judiado, massacrado, espremido, excluído, reduzido ao pó por algo ou alguém que só satisfaz a quem lhe convém, aos seus que giram ao seu redor, tal qual microplanetas?

Este afastamento que tento expressar no branco do papel está em você, está em mim. Só basta compreender. Fechar os olhos é deixar o mal te escravizar.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05

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FININHO


FININHO

— Boa tarde, amigão. Quanto tempo, hein?
— Pois é…
— Como tá a vida, amigão?
— Se levando. E tu, tudo tranquilo?
— Tranquilo, sim. Mas mudando de saco pra mala, lembra do Seu Barriga…
— Seu Barriga? Não lembro, quem é.
— Aquele nosso faixa que no auge dos trinta chamavam de Alan Delon…
— Continuo boiando, meu chapa…
— Aquele que jogou com a gente no time do nosso bairro. Era ponta-esquerda dos bons…
— Ah, o Fininho! O que houve com ele?
— Parece que pegou dengue Tá mal.
— Coitado! Mas escuta, por que agora é chamado de Seu Barriga?
— Sei lá o porquê…

*Jorge Luis Borges ®
2026/05


DE VOLTA AO PÓ


DE VOLTA AO PÓ

Hoje acordei pensando em você,  
Senti aquela vontade de te rever;  
Aquela vontade fútil de perceber,  
Um tolo desejo, estranho e démodé.

E vi na cabeceira da minha cama fria  
Aquela nossa foto presa no passado;  
Nós dois bem juntinhos, o rosto colado,  
Era um tempo encantado, feito de magia.

Depois de um instante em que a saudade  
Quis meu peito machucar sem dó,  
Recompus-me e voltei à cruel realidade:

Estou só, e sozinho eu viverei  
Divagando até voltar ao pó,  
Mas jamais, meu amor, te esquecerei.

*J.L.Borges do Brasil ®

-

domingo, 17 de maio de 2026

O PIÃO


O PIÃO

Tem gente que é igual ao pião,  
Gira... gira, e não sai do lugar,  
Seu discurso é recheado de ideias,  
Que nem vale a pena escutar.

Falam alto prometendo o mundo,  
Mas não passa de enganação;  
Num rodopiar sem sentido,  
Acreditando ele ser a solução .

“Seu movimento é teórico”,
Afirmo com convicção,  
Cai sozinho se é largado,  
Seu giro é preso na ilusão.

Deixemos que esta gente,  
Rodopie até cansar;  
Para depois cair no marasmo,  
E se por no seu lugar.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


A FLOR DA TRANQUILIDADE


A FLOR DA TRANQUILIDADE

A vida é bem mais tranquila,  
Se não esperarmos promessas,  
O sucesso tem que ser plantado,  
Ele não cai do céu em nosso colo.

Devemos agir com prudência ,  
Para que a vida produza seus frutos;  
Não ficarmos esperando  
promessas fabulosas:  
As fábulas estão escritas em livros de ficção.

No livro da vida está  
escrita somente,  
A nossa nua realidade  
cotidiana;  
Devemos sim é ousar  
vivermos em paz,  
Cultivando a flor chamada tranquilidade.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


quinta-feira, 14 de maio de 2026

O LAGARTO E A GALINHA


O LAGARTO E A GALINHA

A dona Galinha era muito distraída. 
Certo dia esqueceu onde botou os ovos escolhidos para a nova ninhada.  
Procura e nada. 
Nervosa, começa a cacarejar loucamente. 
O Lagarto, que a procura do seu almoço, passava por ali, ouviu os cacarejos e perguntou o motivo. Ela, soluçando, explicou.  
O Lagarto, astuto, prontificou-se a procurar. 
A ingênua galinha aceitou.  
Os dois se puseram a procurar os ovos perdido.
O lagardo os achou, nada contou a galinha ,dizendo que tinha desistido, fingiu ir embora, porém ficou à espreita.  
Quando a galinha saiu, o Lagarto voltou ao ninho e devorou todos os ovos da incauta galinha.

Moral da historia 
“Confiar em quem tem fome é pedir para virar almoço “

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05

VENTOS E AÇOITES


VENTOS E AÇOITES


Serei eu um boêmio,  

Sonhador, inquieto, errante,  

Andando em caminhos, 

Utópicos, eu sozinho,

Em mar de elefantes?


Já reli mil histórias,  

Perdidas no vento,  

De meus pensamentos,  

E as minhas memórias?  

Marcaram momentos.


Hoje aqui fico escrevendo,  

E revendo os meus dias,  

Que fugiram nas noites  

De ventos e açoites,  

Em mil poesias.


*J.L.Borges do Brasil ®

Guaiba 2026/05



DESCANSO


DESCANSO

Ser humano é carregar   
Dois andares nas costas,  
O da mente e o do corpo.

Hoje os dois falam igual:  
“Descansa.  
Amanhã tem mais”.

Humano cansa.  
A mente cansa de pensar.  
O corpo cansa de seguir.

O corpo pode esperar.  
A mente pode pauar.  
O amanhecer amanhã volta. 

Hoje, vou só respirar.  
Deixar o silêncio falar alto, 
Enquanto eu descanso.

Vou desligar o celular,  
E deixar a noite fluir lá fora   
Pra quem quiser namorar.

*J.L.Borges ®
Guaiba 2026/05


VIVER E AGRADECER


VIVER E AGRADECER

Devemos aproveitar cada minuto do dia que nos foi dado para vivermos bem e, sabermos agradecer a Deus por estarmos vivos.
Saber que cada amanhecer é uma dádiva suprema.

*Jorge Luis Borges ®
2026/05

A TEIA DO TEMPO

A TEIA DO TEMPO

A teia do tempo tece horas, minutos, segundos.  
Fio a fio, ela tece silenciosamente uma vida inteira, sem pressa, sem pausa, até o último suspiro.

*J.L.Borges do Brasil ®

terça-feira, 12 de maio de 2026

O LEME CEGO


O LEME CEGO

O extremismo não recruta gente má.  
Recruta gente boa que crê no extremo.  
E dá pra ela a certeza de estar certa.

Vem a lavagem, meticulosa, gota a gota.  
A racionalidade apaga.  
O olhar cega pra tudo que não seja a causa.

Cega, ela assume o leme.  
De um navio grande, desgovernado.  
Chamado poder cego.

Não é maldade que guia o naufrágio.  
É convicção.  
E por isso o estrago é inevitável.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05




AS BOAS IDEIAS

AS BOAS IDEIAS

É na quietude da noite,
Que as boas ideias florescem.  
De dia, o mundo grita.  
De noite, ele cala.

E é no silêncio noturno  
que o combustível acende   
E move as boas ideias,  
e o pensamento vira realização.

A boa ideia não nasce no barulho. 
Ela nasce no vazio da noite  
e preenche a nossa imaginação.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


A LÍNGUA

A LÍNGUA

A língua é o órgão mais perigoso do corpo humano.  
O que ela ergue em um ano, derruba em um minuto.  
A paz que ela levou décadas para conseguir, vira guerra em poucas horas.  
Fala de fraternidade e ódio, fidelidade e traição ao mesmo tempo.  
É capaz de decantar o amor em prosa e verso e ao mesmo tempo disparar flechas com o veneno da dúvida.  
Este é o poder da língua, cabe a você escolher como usar.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


O LADO EXTREMO DO PODER


O LADO EXTREMO DO PODER

O extremismo não recruta pessoas más para o representar, recruta pessoas que acreditam no sistema.
Estas pessoas depois de uma meticulosa lavagem cerebral tornam-se cegas perante a racionalidade e acabam perigosamente assumindo o leme de um grande navio descontrolado, chamado de poder cego.
O lado cego do extremismo pega gente decente, convence que a causa é justa, e transforma virtude em combustível para fomentar o fanatismo. 
O recrutado não vira mau, vira cego, e acha que está salvando o mundo, a racionalidade vai sendo corroída até ele não enxergar contradição. 
Iludido ele assume o leme achando que está no rumo certo, ledo engano, está é sem bússola e mapa, sem enxerga porto algum algum para poder atracar.
Esta pessoa acredita no pensamento extremista, achando estar fazendo a coisa certa, assim ela acaba sendo uma pessoa perigosa, ela não tem freio de culpa. 
O extremismo corrompe pelo convencimento, não pela maldade, e quando convence, o desastre é inevitável .

*Jorge Luis Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05

A CASCA DO OVO


A CASCA DO OVO 

Sigamos o exemplo do pinto que rompe sua casca para o mundo; ficarmos trancados dentro de nós é a escravidão do desconhecimento.  
Permanecer na casca é isolar-se de tudo, é fugir da realidade.  
Existe um mundo à nossa espera, depende só de nós esta grande aventura.  
Romper a casca liberta, permanecer nela escraviza. ousar é a chave.

*J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05


sábado, 2 de maio de 2026

EU, SENHOR DE MIM



EU, SENHOR DE MIM

“Nós somos escravos de nossos desejos e fantasias, e senhores de nossos sonhos, e emoções. 
Viver escravo não é um bom viver, viver bem é ser senhor de si mesmo”

O desejo e a fantasia são cavalos indomáveis e rebeldes, se a gente os monta, eles nos levam por lugares desconhecidos a nós.  
Os nossos sonhos e emoções são os únicos reinos onde a gente governa. 
Lá o báculo é nosso, a escada não é algo que nos amedronta e podemos subir sem ter medo de lá no alto encontrar algo bisonho.

Ser senhor de si não é não sentir vergonha, é sentir orgulho e saber ainda que escolher pra onde vai o leme é a melhor das escolhas, não uma obrigação.
O escravo passará o resto de sua existência futil obedecendo, enquanto que o senhor de si decide qual o melhor rumo seguir.

*J.L.Borges.do Brasil ®  
Guaíba,04/2026 

BOA VIDA SEM AMAR

BOA VIDA SEM AMAR 

Nas minhas loucuras de um apaixonado,  
Vaguei alucinado pelas ruas da ilusão;  
Um beijo molhado, suspiros de paixão,  
Um sutil olhar, cativo e embriagado.

Foi aí que caminhei caminhos sem volta,  
Quando me apaixonei por alguém errado,  
Que nada me entregou e me deixou de lado,  
Mostrando que a paixão é dor, e isso revolta.

Eu agora estou menos apaixonado,  
Pois sei que não vale a pena  
Enfim me estressar.

Pra que então em vão me apaixonar,  
Se a vida é mais amena,  
Eu não estando enamorado.

*J.L.Borges.do Brasil ® 
Guaíba, abril de 2026

A MOÇA DE MOÇAMBIQUE

A MOÇA DE MOÇAMBIQUE  

A linda deusa da Beira,  
Na beira do coração;  
Onde o sonho faz morada  
E reacende a paixão.

A linda deusa da Beira,  
A moça de Moçambique;  
É namorada do mar,  
E eu? Sou navio a pique.

E por ela apaixonado,  
Procuro a luz de um farol  
Para ser meu porto seguro.

…E vem ela com o sol!  
Naquele jeito encantado,  
Pra iluminar meu futuro.

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaíba, abril de 2026


quarta-feira, 29 de abril de 2026

VAGA-LUMES

*VAGA-LUMES*

Os milhões de vaga-lumes que ficam vadiando nas noites quentes de verão, será que são suspiros do sol, que sente falta da noite, ou raios de um sol desconfiado que esta vigiando a lua faceira?
Eu ainda não sei quem serão estes pequenos seres que vagam nas noites longas de Guaíba e depois no amanhecer vão embora sem avisar.
Alguns dizem que são almas dos pequeninos que partiram prematuramente e que querem encontrar o caminho do céu, pois perderam-se na noite e somem a cada manhã, numa fuga constante do dia.
Outros dizem que são lagrimas de jovens estrelas mundanas que na distancia inviolável do tempo, choram de saudade, pela estranha falta das estrelas do mar.
Para mim estes pequeninos seres brilhantes que piscam teimosamente alem da minha visão, são partículas da minha saudade, envelhecendo comigo.

                                                    *J.L.Borges.do Brasil ®

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

FÁBRICA DE ILUSÕES

FÁBRICA DE ILUSÕES

Nosso cérebro é uma fábrica de ilusões e nossos pensamentos materializam o que ele produz, tanto para o bem como para o mal.  
Embora sejamos senhores dos nossos pensamentos, podemos nos tornar seus escravos.  
E, neste contexto, devemos ficar atentos ao que pensamos, pois fabricamos o que pensamos.

*J.L.Borges.do Brasil ®

A CANETA


A CANETA

O mundo precisa de pessoas que descrevem e escrevem o amor e a paz no papel, usando a sua arma eficaz que é a caneta. 
Seja com tinta preta ou azul, não importa a cor, o que importa é o amor que dela é emanado.

*J.L.Borges.do Brasil ®

MEUS TRÊS AMIGOS

MEUS TRÊS AMIGOS

O tempo é amigo do vento,
O vento desenha nuvens,
Nos céus de meus pensamentos,
E a vida continua…

É nestes simples momentos,
Que percebo valer a pena,
Viver esta vida apenas,
Sem lapidar os lamentos.

Lamentar não vale a pena,
E sim cativar as nuvens,
Que bailam em meus pensamentos. 

E o vento? Jovem menino!
Ah! O vento é amigo do tempo,
E os dois do velho destino.

*J.L.Borges.do Brasil ®

SONHOS DE AMOR


SONHOS DE AMOR

Ponho-me a pensar,
Em sonhar com você;
Tentar lhe amar,
Sem me arrepender.

Transformo este sonho,
Em um quadro tão lindo,
Desenhos medonhos,
Fantásticos! Infindos!

Depois de algum tempo,
Acordo pensando,
Por breves momentos,
Neste sonho encantado.

Este sonho de amor 
Que partiu com o vento;
Me deixando febril, 
E apaixonado…

*J.L.Borges.do Brasil ®

terça-feira, 21 de abril de 2026

MEU BRASIL


MEU BRASIL

Meu Brasil e um país, 
Sem educação, 
Sem opinião,
E sem moral.

É um pais, pobre país 
Que anda cego, 
Na contramão, 
Da sua história.

Não tem memória o meu pais,
Sórdido reu, corrupto juiz, 
(Cobra sem quizo) 
A estender a mão. 

Pobre criança é o meu pais, 
Sem forma e norma,
Mas pra que forma 
Se é parca a mesa?

Quanta incerteza,
Aborto os planos,
No quarto ano,
A me enganar.

O futuro meu pobre irmão  
É bscuro e sem valia.
Também sem fatia.
Enfim: sem solução! 

*J. L. Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/04

domingo, 19 de abril de 2026

O TRAVESSEIRO

O TRAVESSEIRO

Nos finais das madrugadas 
Quando o sono vai embora;
E nestas horas que converso,
Com o meu velho travesseiro.

Travesseiro ! Travesseiro !
Meu conselheiro de fato;
A ele revelo os fatos 
Da minha vida passageira.

Bom conselheiro que me ouve 
Sem resmungos, sem suspiros;
Falo a ele meus delirios,
Sonhos não realizados.

A madrugada se vai,
E vem o sol da manhã;
Esqueço o meu travesseiro, 
E pego a realidade pela mão. 

J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/04

sábado, 18 de abril de 2026

UM SONHO SURREAL


UM SONHO SURREAL  

Saí de Guaíba num dia qualquer, talvez em um domingo com cara de sábado.
Cheguei a Porto Alegre como se fosse pela primeira vez e larguei displicente o meu carro em uma rua qualquer.  
Entrei num grande prédio, tipo um centro comercial,estação rodoviária, estação de trem, tudo junto misturado.
Tinha restaurante a beira das escadas, jovens mulheres vendendo sonhos, crianças vendendo esperança e alguns velhos senhores vendendo experiencia, tinha elevadores panorâmicos mostrando janelas flutuando junto as nuves cor de papel, estes elevadores subiam e desciam num vai e vem frenético, a minha frente vi corredores que não tinham fim. 
Tinha de tudo, do imaginável ao inimaginável.
Na hora de voltar pra casa, me perdi, o prédio virou rotatória, rodava, rodava, e eu não achava a saída. 
Das janelas transparentes olhei para a rua, meu tinha carro sumido,cr assim fiquei preso naquele estranho prédio vendo ônibus, trens e carros passarem lá fora, correndo bolidamente por todas as direções indo a todos os lugares.
Falei com algumas pessoas. “Quem é você?”, perguntaram. Tive que assinar o nome pra provar que eu era eu.
Então o céu abriu. 
Nuvens brancas viraram um dragão espacial talvez e dele sauram uns seres estranhos e começaram a separar as crianças dos idosos “Experiência para cá, inocência para lá “ diziam aqueles seres estranhos,
Uns fugiram a 100 por hora, tentei fugir também, não consegui, meus passos tornaram-se passos de chumbo.
Me levaram pra uma escada caracol muito estreita, que subia sem fim, tentei escapulir. 
“Sobe andando ou sobe pendurado nestes ganchos”, disseram, que sensação horrível e impotente.  
Tentei levar minha mala, eles ão deixaram.  
Comecei a subir sem a minha bagagem.
O que tinha lá em cima eu não sei,porque acordei deste sonho surreal

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/04




REDES SOCIAIS

REDES SOCIAIS 

Nós somos peixes envoltos nas redes sociais, muito cuidado para não nos tornarmos comidas dos mal intencionados, muito cuidado mesmo!

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/04

UM DOMINGO BAGUAL


UM DOMINGO BAGUAL

Estou aqui em meu ranchinho,
Eu, meus guris e minha prenda;
Eu a sorver um mate amargo,
Evpit pitando um bom palheiro. 

Depois do chimarrão um trago 
E a meu lado a linda prenda ;
Estes momentos gauder,
Só quem é daqui que entende..

Mais tarde o fogo de chão,    
Pra assar uma gorda costela;
Não repares este meu jeito,  
Sou assim mesmo minha gente.

E a tarde sestiaremos nos pelegos,
Eu, os guris e a minha prenda;
Eu de bombacha pra não facilitar,
Ela de saia de renda.

E assim passaremos este domingo bem bagual, 
Esperando outros domingos baguais.

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/04

NOSSAS DORES


NOSSAS DORES

A dor física é real, porém algum tempo de tratamento poderá afastar esta dor, mas a dor mental, que pode ser real ou apenas uma fantasia, o seu tratamento é complexo e dificil. 
Oração e meditação é o melhor dos remédios.

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/04

quinta-feira, 16 de abril de 2026

ESPÍRITOS DE LUZ


ESPÍRITOS DE LUZ 

Se Deus é um ser celestial sem um corpo definido, porém envolto em luz, paz e amor; acredito que foi o homem quem criou o seu deus , a sua imagem e semelhança, espíritos de luz jamais pregam o caos.
E esse exemplo está exposto explicitamente nos atos e nas palavras de Jesus.

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/03

SONHOS ÍNTIMOS


SONHOS ÍNTIMOS 

Nunca revele a ninguém seus sonhos mais íntimos, para não expor a sua nudez perante aquela pessoa.

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/03

REGALO


REGALO

Cada um dá oque tem, a galinha por exemplo nos dá seus ovos, e a cobra nos dá seu veneno.

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/03

O RUÍDO


O RUÍDO

O mal adora o ruido pelo fato do ruido deixar as pessoas mentalmente confusas.

J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/03

PREOCUPAÇÃO ZERO


PREOCUPAÇÃO ZERO

Não se preocupe em demasia para não perder horas de sono, esta perda não é como a de um objeto qualquer que você acaba achando e assim o recupera, as horas perdidas de sono são irrecuperáveis e fazem mal ao corpo e a mente.

*J.L.Borges.do Brasil 
*Guaiba 2026/03

O PIOR DOS LADRÕES


O PIOR DOS LADRÕES 

O pior dos ladrões não é aquele que te rouba furtivamente, mas sim aquele que rouba tua confiança. 

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/03

MURAL DE NOSSA EXISTÊNCIA


O MURAL DE NOSSA EXISTÊNCIA

A vida é composta de pequenos fragmentos como se fossem pedras brutas e outros lindos cristais, devemos colá-los diariamente para no final termos um belo mural de nossa existência. 

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/03

O EU REAL E O EU ILUSÓRIO


O EU REAL E O EU ILUSÓRIO

Existem dois eus dentro de nós, o eu real e o eu ilusório, olhando por este prisma constato que eu sou realidade e tudo ao meu redor é ilusão .

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/03

quarta-feira, 15 de abril de 2026

A FÁBULA DO CORNO MANSO



     FÁBULA DO CORNO MANSO 

     Era uma vez...  
     Assim poderia começar este drama de amor, traição e desespero; porém começa assim: com duas malas, uma chave que não entra e um detetive comedor de pastel.
     Depois de um dia exaustivo na repartição pública onde trabalha, Cornélio chega em casa. 
     Seu dia, como de costume, transcorreu em sua rotineira normalidade: um amasso na faxineira, uma bolinada na ascensorista, culminando com uma secção de beijos no canhote da secretaria entre o carimbo e o café requentado.
     O final do dia seria como todos os finais de dias na vida de Cornélio, se não fossem as duas malas estáticas à sua espera em frente à porta do apartamento, parecendo dois cães de guarda sem latido.
     Desconcertado, ele tentou abrir a porta, a chave não entra na fechadura. “— O quê será que aconteceu?” Pensa ele, bate na porta e um sonoro “chispa daqui!” retumba de dentro do apartamento, acompanhado de um barulho de vidro quebrando e de um papagaio gritando: “— Corno! Corno!”
     Confuso, ele pensa o que aconteceu, pensa e conclui: “— A Dadinha descobriu algo. Talvez as sacanagens na repartição, ou minhas escapadas à casa da Mônica regadas a cervejas, uísques e strip-tease com ventilador de teto”.
     “— Bem feito”, pensa com seus botões. “Quem mandou eu trair aquela maravilhosa criatura, sempre me adulando, me fazendo chamego e com um ciúme contagiante de mim”.
     Cabisbaixo, com o peso da consciência pesando sua cabeça, já meia rala pela flor do tempo, pega suas malas e, em passos de chumbo, parte rumo ao desconhecido que tornou-se de repente a rua do seu bairro.
     Enquanto isso, três quadras acima, o Detetive Arquimedes Fofoca mascava um pastel de vento e anotava num caderninho sebento: “Caso Dadinha x Cornélio. Objeto: par de chifres. Status: mútuo. Honorários: pagos adiantado pela própria vítima”.   
     Fofoca era o único detetive da cidade especializado em adultério consentido, traição quântica e galho metafísico, tinha sido contratado pela Dadinha há duas semanas, quando ela desconfiou que o marido estava sendo traído por ela mesma.
     Cornélio caminha em passos trôpegos, até parece que tomou um garrafão de cachaça falsificada de Santo Antônio, chega no terceiro bar que encontra, não chegou nos dois primeiros porque poderia encontrar conhecidos da redondeza, e ele não queria partilhar com ninguém a sua desgraça, pede ao garçom para colocar um CD de Gardel e lhe servir uma dose dupla, não; tripla de Green Valley. Blue Label nem pensar, fim de mês é dureza total, e neste bar com atmosfera Argentina, ele pensa na tanga da mulher e suspira.
     Na mesa do canto, Dona Cassandra, a vidente do bairro, lia o futuro em uma borra de café.viu Cornélio entrar e já sentenciou:      
     “— Esse aí vai tentar se matar de desgosto, mas o coitado nem sabe que é corno desde 1997”.   
     Cassandra era cliente antiga do Detetive Fofoca e trocava informações por consulta grátis.
     Depois da quarta dose tripla, Cornélio paga o garçom e sai com suas duas malas carregadas de roupas e desesperança, no bolso, um bilhete que Dadinha enfiou na mala: “Se for pra morrer, morre longe das minhas margaridas”.
     Depois de pensar e descansar num banco solitário de uma praça qualquer — imaginamos talvez a praça Guia Lopes — pega um táxi e ruma para a rodoviária. “— É isso aí, vou pra Tapes”, pensa ele. Lá vou ficar o fim de semana na casa do irmão, para refletir e pensar o que fazer da vida, vida que sem Dadinha não dá, não dá...
     Chega à rodoviária, desce do táxi, olha à sua esquerda e a passarela parece que está lhe chamando... Lhe chamando, num repente muda de ideia e pensa:      
     “— Por que partir para um lugar que brevemente ne fará voltar para esta vida fútil sem Dadinha, se pode posso partir para outro lugar desconhecido e eterno, sem mulheres, sem vinho e fim...”
     Decidido, sobe na mureta da passarela, quando se prepara para saltar rumo ao vazio, ouve um grito: “— Pare!” Olha ao lado e vê o Detetive Arquimedes Fofoca, de pastel na mão e caderninho na outra, que casualmente estava de passagem, na hora errada, num lugar incerto e no momento certo.
     Com calma, o detetive tenta persuadir Cornélio a não fazer semelhante loucura, conversa vai, conversa vem e nada do infeliz desistir do insano e trágico ato, até que Farofa tem uma ideia: 
     “— Cornélio, quem sabe eu ligo para a Dadinha, tu promete não se jogar até ela vir, promete? E de quebra eu te conto quem botou o primeiro chifre em quem. 
     O infeliz concorda, Fofoca liga para Dadinha e pede para ela levar o papagaio como testemunha, em seguida manda mensagem para Dona Cassandra para ela participar daquele ato de quinta categoria de teatro fuleiro.
      Meia hora depois lá estão as convidadas, e Dadinha, apavorada e arrependida, com o papagaio no ombro gritando, que grita “— Falsa! Falsa!”
     Ela fala melosamente:
      “— Benzinho, não faz isso, tu talvez não saiba amor, mas eu te coloquei um par de chifres, não um par de asas, desce daí, senão tu vai cair de ponta cabeça e furar o teto de algum carro lá embaixo, desce daí meu bem que eu te deixo voltar pra casa e de agora em diante vou ser só sua Dadinha e de mais ninguém.”
     Dona Cassandra em lágrimas completa, lendo a borra que trouxe num copo: e diz:
     “--Vejo milhares de galhos à redor de vocês dois, “com certeza comprarão algum sitio com muitas e muitas árvores e muita cabeça de gado também”. 
     Cornélio pensa, pensa e aceita a proposta da mulher, afinal ele era corno e não sabia, e ela é corna e talvez não saiba, melhor viverem juntos, do que ele morto e ela livre por aí a dar com pau. 
     O Detetive Fofoca carimba o caso como “solucionado com galhada recíproca” e cobra só meia taxa porque teve final feliz.
     E os quatro viveram felizes por muitos e muitos anos de suas galhadas vidas: Cornélio e Dadinha no regime utópico de traição autorizada às terças e quintas; detetive Fofoca casou com a vidente Cassandra, virou síndico do prédio e abriu uma agência chamada “Investigações Conjugais & adivinhações Ltda”.
     É claro que de vez em quando Cornélio e Dadinha davam suas escapadinhas para não perderem o costume, e como o ditado diz, cachorro comedor de ovelha só matando. 
*J.L. Borges do Brasil ®
Guaiba 2004/09



UMA FRUTA CHAMADA BUNDA


     UMA FRUTA CHAMADA BUNDA 

     As frutas têm sabores especiais e próprios. 
     Cada tipo de fruta eu comparo a um tipo de mulher. 
     Todas são gostosas e apetitosas, só depende da ocasião, do extrato bancário e do nível de desespero.
     As peras, por exemplo, parecem uma jovem menina, imatura, curiosa e perigosa. 
     Seu sabor tem gosto do pecado inconsequente e de boletim de ocorrência, mordida errada e tu explica pro delegado por que tá chupando fruta de menor.
     A maçã é uma fruta que parece-me uma mulher sensual e pecadora, até na criação do mundo ela mostrou sua outra face, causou demissão em massa do Paraíso e ainda botou a culpa na cobra. 
     Este magnífico fruto parece-me uma jovem mulher a descobrir e a ensinar volúpias, com pós-graduação em sociologia.
     A melancia, calma e misteriosa em seu semblante verde sereno, mas em seu interior jorrando o vermelho pecado, parece-me uma mulher devassa e insaciável na casa dos quarenta. 
     Atende ligação, resolve B.O. do filho e ainda pergunta se tu quer com ou sem semente. 
Experiência é tudo.
     As uvas fazem-me lembrar jovens executivas bem-sucedidas, que em fim de semana saem em busca de prazeres e aventuras. Gostam de uma boa sacanagem e de serem sorvidas uma a uma, languidamente, entre um gole de espumante e uma live de coach quântico.
     Existem outras frutas que são que nem aquelas mulheres, sérias e retraídas. 
     A fruta-do-conde é um exemplo claro, desconfiada e difícil de ser colhida neste pomar dos prazeres,desconhecida para alguns, tese de mestrado para outros, tem que marcar hora, levar currículo e passar por entrevista com RH.
     Outras são de difícil acesso, quase que intocáveis por natureza, mas quando conseguido se vê que são de um gosto inigualável e afrodisíaco, como a manga. 
     Se tu chupar manga de camisa branca, tu assume o risco. 
Se chupar na praia, vira influencer,se chupar no ônibus, vira inimigo público n°1.
     A acerolai parece aquela mulher cheia de pelinhos por fora e doce por dentro, exige luva, atenção e coragem, tu tem que descasca-la com paciencia, mas depois que prova entende por que o pessoal insiste, é a fruta com curso de defesa pessoal incluso.
     A bergamota é a gringa intercambista, cascuda, ácida, exótica. 
     Chega falando que faz meditação e que tu tem energia pesada, no final tu descobre que ela é doce, mas já gastou teus cartão e tua paciência traduzindo sentimento.
     A jaca é a tia gorda, pois além de escandalosa é cheirosa a dez quadras, seu riso alimenta o bairro inteiro e ainda sobra pra levar marmita, Jaca é evento de sábado a noite.
     E a jabuticaba então. Esta patricinha das redes sociais, bonita, roxinha de vergonha, e por sinal bastante fotogênica, mas se tu não comer em dois dias azeda, cria mofo e te dá prejuízo, vive de aparência e refrigeração. 
É suculenta na intimidade mas péssima no relacionamento longo.
     Enfim, são tantas as frutas com sabores e aparências tão diversas que é difícil enumerá-las todas num simples rascunho deste cotidiano diário. 
     Neste universo inexorável, povoado de tantos seres estranhos, onde a imaginação atravessa fronteiras e funde-se com a realidade, existe uma fruta que é muito apreciada pelos homens, “é a fruta chamada bunda”.
     A fruta chamada bunda é particularmente iguail umas às outras, dois volumosos gomos exibem uma pele sedosa e macia como a pele do pêssego, mas com formas e cores variadas.   
     Existem aquelas bundas tagarelas que não param de falar, tipo bunda Iphone, bunda Android, bunda Nokia tijolão de 2003”.
     Existem bundas róseas angelicais, quase isentas de pecado, este tipo anatômico deve ser sorvido com muita calma e cuidado, com termo de responsabilidade, testemunha e padre de plantão, se tu morder sem benzer, dá sete anos de azar no amor.
     As cor de cuia são misteriosas e convidativas, sempre prontas a saciarem a fome do sedento viajante que as procura, elas vem com chimarrão, cobertor e conselho: “— Sorve-ne, guri, mas reza antes”.
     As bundas pálidas da cor da lua cheia, ou iguais às claras de ovos, são muito tímidas, mas depois de sorvidas perdem o controle e entram em ebulição, viram labaredas em dia de jogo, começam tímida e terminam sambando em cima da mesa.
     As escuras, iguais noite sem luar, são frutas devassas e profanas, devem ser sorvidas com muito frenesi e ardor, sem medo de ser feliz.. 
     Enfim, existe uma gama de formas e cores de bundas, todas apetitosas para nosso variado paladar. 
... ... ... ... ... ... ... ... 
     Eu, particularmente, gosto de bundas arrebitadas e compactas, não importa a cor. 
Seu sabor eu defino de acordo com o momento e ocasião. 
     Não pode ser muito jovem, por ser perigosa que nem pera verde: dá cadeia, processo e manchete no jornal. 
     E nem muito madura por causa de futuras complicações, às vezes ocorridas devido a incidentes de percurso tipo marido ex-lutador de MMA, filho de delegado ou dono de desmancheou ou boca de fumo.
     Esta exótica fruta para mim tem que ser que nem a maçã: macia, polpuda. 
Este tipo de fruta gosto de tocar suavemente e saboreá-la delicadamente, sem medo das consequências futuras, mas com advogado de sobreaviso.
     Estas frutas às vezes são comidas em locais definidos. 
     Geralmente são que nem bergamotas: sempre tem alguém querendo um gomo também, e o gomo do vizinho sempre parece mais doce, mais suculento, com menos fiapo. 
     Tem aquelas que se compra ocasionalmente, esta fruta tem sabor de perigo e apreensão, estas são que nem laranja, difíceis de descascar, vêm com casca grossa, alvará e taxa, mas depois de descascada... Ah, depois de descascada tu entende por que o pessoal paga motel por hora.
     Outras bundas são que nem as executivas uvas, são as de fim de semana casuais, regadas a vinho e luxúria, sempre prontas a um prazer degenerado, de preferência em grupos, com planilha de Excel e ponto eletrônico. 
     Tem outras que são que nem melancias, quarentonas cativantes, sempre dispostas a se doarem, principalmente a alguém faminto e com problema de coluna, sustenta, cuida e ainda leva no médico,é fruta com SAC.
     E existe aquela bunda parecida com a maçã, sedosa, aveludada, macia e prometedora de sabores e prazeres inimagináveis. 
     Esta deve ser degustada num ambiente calmo e particular... com ar-condicionado, lençol de 800 fios.
... ... ... ... ... ... ... 

     São tantas as frutas apetitosas neste nosso universo íntimo de gostos e prazeres diversos que é realmente difícil enumerá-las e descrevê-las num simples rascunho deste nosso cotidiano diário, porém tem uma que se destaca: é a fruta chamada bunda.

*J.L. Borges do Brasil ®
Guaiba 2003/11