Mostrando postagens com marcador Guaiba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guaiba. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

ROTA 67


ROTA 67


Foram muitas,mas muitas as estradas, 

Que nesta vida danada percorri;

Hoje aqui eu me lembro de algumas,

Com espinhos e pedras em seu caminho.


Em agumas delas eu andava tão sozinho,

Destas lembro, pois jamais as esqueci;

Eram tempos de uma vida tão malvada,

Que nem gosto de lembrar.


Houve tempos de estradas turbulentas,

Um mixto de escuridão e temoestades;

Que agitaram meu doido coração, 

Destes tempos eu não tenho nem saudade.


Algumas rotas apontavam a um caminho,

Que pareciam que iam dar ao sonhado paraíso;

Tolo engano deste homem inocente,

Era ao encontro do inferno que elas iam.


Mas depois de andar por muitas estradas,

Consegui encontrar a rota certa;

E hoje aqui,minha porta sempre aberta,

Pois a felicidade sempre vem me visitar.


Minha estrada hoje é calmaria plena, 

Consegui acertar meus velhos passos;

E caminho firmemente nesta estrada,

Sem medo de cair, pois me encontrei.


*Jorge Luis Borges

Guaiba…11/2023

ZERO A ESQUERDA

   ZERO A ESQUERDA


   Certo dia estava eu em um bar tomando uma gelada,e estava dando no televisor do estabelecimento uma reportagem sobre o Senegal, um sujeito que estava a meu lado comenta comigo que o Senegal devia ser longe daqui.

   Eu lhe falei que nem tanto,era só ir pela estrada velha que sai daqui de Guaiba,passar pela Barra do Ribeiro, Tapes, Arambaré; etc que logo chegaria no Senegal.

   O sujeito então me fala que devia então ser um pouco antes do Uruguai, daí lhe falei que era um pouco mais longe, era logo depois do Uruguai. 

   Pelo que percebi o sujeito em matéria  de geografia era um zero a esquerda.

   Espero que só em geografia para o bem da sua prole que é bem numerosa.


   *J.L.BORGES 

   Guaiba…12/2023

quarta-feira, 29 de maio de 2019

AMOR,DEVASSO AMOR


AMOR, DEVASSO AMOR

Deixa-me apagar este teu fogo,
Afagar esta chama tempestuosa e envolvente,
Onde teus beijos é um molhado gozo,
Raios e trovões, desejos indecentes.

Deixa-me suavizar sua ânsia de amar,
Eu não sou barco, eu sou navegador;
Flutuando sobre as ondas traiçoeiras de teu mar,
Que quase naufrago nos açoites deste amor.

Um amor devasso que acaricia e me destrói,
Quando com ternura hipnótica meu coração rói,
Nesta fome nefasta e incontrolável.

É assim que me invades com brandura,
E igual fera alada, inocente e indomável,
Sem dó e piedade meu corpo e alma mói.

*JORGE LUIS BORGES

sexta-feira, 17 de maio de 2019

MILENA

MILENA

Milena, dulce milena,

Escucha, presta atención;

Si es tuyo mi corazón,

Sé que amarte vale la pena.

Milena, yo a tu lado,

Soy un hombre soñador;

Siento ser grande este amor,

Quiero ser tu namorado.

Sé que nada es comparable,

A esta risa hermosa,

Su sonrisa inigualable.

Siento una calma infinita,

Este amor tan deseable,

Al sentir tu beso afligido.

* JORGE LUIS BORGES

sábado, 30 de março de 2019

QUANDO YASMIN ENLOUQUECEU


“QUANDO YASMIM ENLOUQUECEU”

Quando yasmim enlouqueceu,
Na rua pos-se a correr;
Sorria sem perceber,
O tempo em que vão viveu.

Quando yasmim enlouqueceu,
Pensava o mundo ser dela;
Imaginou uma janela,
No mundo em que em vão sofreu.

Quando yasmim enlouqueceu,
Quiz ser uma bela fada;
¿Ou tola deusa encantada?

Imaginou-se a flutuar,
Tanto viveu a sonhar,
Que foi assim que morreu…

*JORGE LUIS BORGES

FELIZ ANIVERSÁRIO SUZANI


FELIZ ANIVERSÁRIO SUZANI

Feliz aniversário minha vida,
Feliz aniversario minha flor;
Feliz aniversário minha querida.

Feliz aniversário meu amor.

Este dia é especial meu doce bem,
É o teu aniversário Suzani;
Te amo como nunca amei ninguem,
Desejo a paz de Deus junto a ti.

Feliz aniversário Suzani,
De Deus és meu presente, este bom plano;
Te quero sempre aqui, junto de mim,
Te quero sempre aqui por muitos anos.

*J.L.BORGES

sábado, 23 de março de 2019

OITENTA ANOS DE VIDA


“OITENTA ANOS DE VIDA”

Chegar aos oitenta anos,
É uma grande conquista;
Uma dadiva de Deus.

Chegar aos oitenta anos,
É tornar-se mais humano;
É conquistar os céus.

Chegar aos oitenta anos,
É lapidar a pedra bruta,
Que chamamos ilusão.

Chegar aos oitenta anos,
É sair da caverna da obscuridade;
É navegar no oceano da razão.

Chegar aos oitenta anos,
É uma aventura suprema,
Que alguns perseguem.

Chegar aos oitenta anos,
É um dom que muitos querem,
É um poucos conseguem.

Chegar aos oitenta anos,
É abrir as portas da vida,
A renovações.

Chegar aos oitenta anos,
É como aspirar novos ventos,
Novas emoções.

*JORGE LUIS BORGES

ÁGUAS


“AGUÁS”

As mesmas nuvens que alagam cidade e afundam navios, são as mesmas que alimentam os rios e saciam os peixes...

*J.L.BORGES

quarta-feira, 20 de março de 2019

MENINA DA MINI SAIA

MENINA DA MINI SAIA

Menina, louca mulher,,

Suave...Desinibida;

Com minúscula mini saia,

Rebelde, de bem com a vida.

Menina que joga-me beijos,

Ardentes, vem me acalmar;

Sereia dos meus desejos,

Vontade louca de amar.

Menina destes momentos,

Tão louco,corres pra mim;

Me faz ter ciúmes do vento

Que beija teu corpo sim

Menina que não devolve,

Meus suspiros na negra estrada;;

É sonho que se dissolve,

Quando a manhã chega encharcada.

      *JORGE LUIS BORGES

sexta-feira, 1 de março de 2019

BORBOLETAS


BORBOLETAS

Eu vejo neste céu um ponto colorido,
Uma fada distraída, alem da ilusão;
Talvez na busca incerta de uma brida inibida,
Que a leve mansamente na Alba imensidão.

Num vôo desconexo lá vai o frágil ser,
Buscando um momento de luz e de calor;
Em busca de um jardim, florido onde viver,
A onde a eternidade alguns chamam de flor.

Seu vôo é complexo, parece até criança,
Brincando de futuro, sorrindo com o destino;
Eu vejo, e vejo bem, na paz que o amor alcança,
As lindas borboletas, no riso do menino.

Também eu sou menino, e quero borboletas,
Voando em minha mente, talvez em minha alma;
E esta amor que tenho, esta ânsia violenta,
Singelas violetas, na paz que aqui alcança.
                                          
J.L.BORGES

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

VESTIDO AZUL


VESTIDO AZUL

Este vestido aqui pendurado,

Solitário e jogado em um canto qualquer,

É um vestido azul desbotado,

Que um dia envolveu a mulher,

Aquela que eu julgava ser a minha querida,

Ser sempre o meu bem querer.

Pobre vestido azul decotado,

Que certa vez foi do meu amor,

Vestido aqui esquecido, pois ela partiu,

Foi embora e eu desprezado,

Estou sozinho, eu e minhas lembranças,

Trancado neste armário de dor.

Eu quero jogar ele fora,

Uma faxina em meu quarto farei,

Uma faxina em meu coração;

Mas como joga-lo? Se ele abrigou a mulher,

Aquela que sempre amarei,

Mas que de presente me deu solidão.

Pobre vestido azul desbotado,

Desprezado como eu por aquela,

Mulher, e como eu aqui jaz em vão jogado,

Neste catre onde bebo, nesta cela,

Onde sorvo meus medos e esta saudade,

Nefasta saudade que tenho por ela.

*JORGE LUIS BORGES

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

SONHO


SONHO


Sua voz é musica no ar,

Tudo é real quando estou com você;

O seu jeito de ser nesta forma tão doce,

Faz mostrar que a vida é assim.

Até acho que estou te amando,

O meu sonho maior é você;

A sua forma singela de ser,

De me envolver nesta ânsia de amor.

Só me encontro quando estou com você,

E este sonho tão lindo me faz;

Perceber que o amor é assim,

Sentimento que me faz ser maior.

Vem pra mim, eu só quero você,

Acordar com você a meu lado;

E descobrir que este sonho encantado,

É real quando estou com você.

                                        
*J.L.BORGES

domingo, 21 de outubro de 2018

FELIZ ANIVERSÁRIO SUZANI


FELIZ ANIVERSÁRIO SUZANI

Feliz aniversário minha vida,
Feliz aniversario minha flor;
Feliz aniversário minha querida.

Feliz aniversário meu amor.

Este dia é especial meu doce bem,
É o teu aniversário Suzani;
Te amo como nunca amei ninguem,
Desejo a paz de Deus junto a ti.

Feliz aniversário Suzani,
De Deus és meu presente, este bom plano;
Te quero sempre aqui, junto de mim,
Te quero sempre aqui por muitos anos.

*J.L.BORGES

sexta-feira, 13 de julho de 2018

ANDRADINA

ANDRADINA

São cento e oito anos... cento e oito passos,

Tantas estrelas bonitas;

Tantas sementes espalhadas,

Germinando no infinito.

Foi boa a tua lavoura,

Foi mais fecunda a colheita;

E tu, boa agricultora,

Incansável na labuta.

São cento e oito manhãs na historia,

Onde o teu vulto ficou;

Capitalizado na memória,

Deste coração saudoso.

Aqui estou te lembrando,

Pois jamais te esqueci;

Sou teu fruto, vento brando,

Sou um pouco da tua imagem.

O teu tempo aqui passou,

Hoje és luzes de amor;

Norteando os caminhos,

Deste coração navegador

  *J.L.BORGES

quarta-feira, 21 de março de 2018

VOZES DA NOITE

VOZES NA NOITE

Eu ouço na noite escura um cão que late,

Meu coração bate e a lua espia,

Um bêbado cambaleante, e o gato mia.

A noite sai, sorrateira me sorrindo,

Me sorrindo, sorrindo tal qual nuvem ligeira,

Enquanto a madrugada suspira um dia lindo.

   *J.L.BORGES

NO AMANHECER

NO AMANHECER

O vento chegou ligeiro,

Beijando a relva orvalhada;

E os vaga-lumes apagam os lampiões.

*J.L.BORGES

quarta-feira, 14 de março de 2018

OS CHUPA-SANGUE

OS CHUPA-SANGUE

Quase me esqueço, há muito tempo,

Houve na floresta uma assembléia;

O gafanhoto era o orador,

E as lombrigas eram a platéia.

Tantos insetos no palanque,

Discursos, aplausos e ovações;

Na urna o voto indireto,

Depois aos poucos as nomeações.

Todos presentes no mosqueiro,

Do mais pacifico ao mais feroz;

O fura bosta é o tesoureiro,

O saga-pedo, o porta voz.

Bicho da seda, o alfaiate,

Fazendo trazes e pergaminhos;

O seu ferrugem um bom repórter,

Nas estrelinhas das entrelinhas.

A centopéia, a secretaria,

A jovem crisálida, a redatora;

O Zé caramujo o coordenador,

A dona mutuca a corregedora.

As tontas mariposas professoras,

Os bichos de pés, nobres cientistas;

As lesmas ágeis doutoras,

Os bicho de paus eram analistas.

Tantos insetos conselheiros,

Do ajudante ao comissário;

Alguns insetos eram anarquistas,

Outros insetos, proletários.

E aquela multidão crescente,

Grudados em suas tetinhas;

Um chupa-chupa indecente,

Num mundo de ervas daninhas.

A mosca das frutas ambiciosas,

Pegam logo um ministério;

O zangão zangado, marqueteiro,

Fez de sua nomeação grande mistério.

Todos felizes na assembléia,

O seu barata insatisfeito;

Como não tinha faculdade,

Se contentou a ser prefeito.

Dom escaravelho tornou-se bispo,

Dom louva deus, velho cardeal;

Sr. Aranha, sábio rabino,

Nos velhos templos da capital.

As vespas tornaram-se obreiras,

As moscas azuis, sacerdotisas;

E as borboletas sonhadoras,

Por opção as poetizas.

E nas mesquitas, quantas lagartas,

Clamando em coro o tal corão;

As tenras minhocas estremecidas,

Em penitencia na oração.

Seu pirilampo virou vigário,

Seu pernilongo virou pastor

Mestre cascudo, um operário,

Que derepente virou reitor.

Seu caramujo, chefe da guarda,

Seu muriçoca o capitão;

Bicho cabeludo, outro soldado,

Junto aos cupins na guarnição.

Taturana virou segurança,

Dona joaninha a assessora;

Seu vaga-lume, brilhante juiz.

Dona formiga, a promotora.

Dona pulga, procuradora,

Chico piolho um vereador;

A sangue sunga, uma deputada,

O carrapato um senador.

Bicho barbeiro , capitalista,

O Zé mosquito, um delegado;

Senhor grilo o caixa dois,

Chato e birigui advogados.

Traças, trapaças em tantas partes,

Redigindo atas, cartas e bilhetes;

O percevejo nomeou as efêmeras,

Secretarias de gabinetes.

Zeca pulgão o inspetor,

Dona cigarra a intendente;

Seu formigão, governador,

E abelhão, o presidente.

Dona abelha, jovem rainha,

Primeira dama da presidência,

E tantas larvas adormecidas,

As suas aias por experiência.

Depois dos cargos adquiridos,

Muita comilança pela floresta;

Depois dos cargos já preenchidos,

Muitos rojões na longa festa.

E assim ficou nossa floresta,

Marca ferrenha da ferradura;

A nossa fria democracia,

Se acoreou com a dita dura.

 *J.L.BORGES















quinta-feira, 8 de março de 2018

MULHER


MULHER

Mulher não é sexo frágil,
É ledo engano, falsa convicção;
Mulher é joia rara, é pura fibra,
É flor suave sua doce imagem;
Mulher é espirutualidade,é razão.

Se as nações fossem por elas comandadas,
A paz tão sonhada não seria mera utopia,
Seria sim,realidade plena;
Mulher é suavidade, contagiante alegria,
Mulher é dura rocha, alma serena.

Se náo posso venerar todas as mulheres,
Que habitam este mundo tão complexo,

Tento torna-las mais querida,
Eternizadas em meus versos.
Obrigado mulher! Devo a vos a minha vida.

*J.L.BORGES

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

CORES

CORES

Luz que resplandece em brancos montes,

Na solidão azul dos verdes mares;

Vem suave a repintar luares,

És o cristal a musicar em tantas fontes.

E tu consegues fazer dia a negra noite,

A onde a tempestade de ilusão invade;

O viajante, e nos provoca açoites,

Naquele fim de dia, naquela tarde.

  *J.L.BORGES