sábado, 7 de julho de 2018

A SAGA DO SANGUESSUGA

“ A SAGA DO SANGUESSUGA”

O tempo voraz não quer ir embora,

O vento da paz não sai do lugar;

Que luta ingrata! Rasgando estas horas,

Que dor inexata teimando afagar.

São afagos raríssimos, caricias em meus ombros,

Tributos caríssimos é o que querem em troca;

Nós damos tijolos e eles os escombros,

Nefastos enganos que a caixa retoca.

Retoca pinturas de séculos atrasados,

Grotescas figuras de corvos e feras;

E o tempo voraz caminha a seu lado,

E o vento da paz sumindo da terra.

E sempre assim depois que conseguem,

Ganharem o sim do povo cordeiro;

Que lobos malditos! Que sempre prosseguem,

Na saga infinita do poder e dinheiro.

*J.L.BORGES


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