“ A SAGA DO SANGUESSUGA”
O tempo voraz não quer ir embora,
O vento da paz não sai do lugar;
Que luta ingrata! Rasgando estas horas,
Que dor inexata teimando afagar.
São afagos raríssimos, caricias em meus ombros,
Tributos caríssimos é o que querem em troca;
Nós damos tijolos e eles os escombros,
Nefastos enganos que a caixa retoca.
Retoca pinturas de séculos atrasados,
Grotescas figuras de corvos e feras;
E o tempo voraz caminha a seu lado,
E o vento da paz sumindo da terra.
E sempre assim depois que conseguem,
Ganharem o sim do povo cordeiro;
Que lobos malditos! Que sempre prosseguem,
Na saga infinita do poder e dinheiro.
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário