AS BORBOLETAS
Com a chegada do outono,
Melodia imposta ao vento;
A beijar tantos jardins,
As borboletas.
Dedicadas violetas,
Nos jardins de tantas praças;
Rosas frágeis e violentas,
A flutuar no azul do céu.
Sem tatuagens nos braços,
E sem pulseiras de pratas;
Do espaço jogam pétalas,
Brincam de eterno bailar.
Na voz difusa dos ventos,
Na voz confusa das flores;
Serão gnomos ou fadas,
Com sua orquestra de cores.
*J.L.BORGES
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