sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ONDE O SOL NUNCA SE POEM

ONDE O SOL NUNCA SE POEM

Onde o sol nunca se põem,

Lá estarei a tua espera,

Te cobrirei de estrelas,

Te darei mil primaveras.

Tudo é lindo a teu lado,

Até a noite se completa;

Na dança frenética dos astros,

Naquela praia deserta.

Onde milhões de ondas dançam,

Tentando beijar teu corpo;

Sereia dos meus encantos,

Deusa deste meu conforto.

Onde o sol nunca se põem,

É lá que estarei, querida;

Prazer profundo que acende,

Esta chama adormecida.

Onde o silencio é incapaz,

De abafar este meu grito;

De amor, de dor e de calma,

Plasma em meu infinito.

Verbo encarnado e pecado,

Solidão que se compõem;

E assim sempre te amando,

Onde o sol nunca se põem.

     *J.L.BORGES

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