JUNHO
Devagar junho está chegando,
Com ele vem o minuano arteiro;
De a cabresto vejo repontando,
Meu velho pala, quente e lampeiro.
Desparsita, meio espraiada,
Como não quer nada, a branquear os campos;
Lá vem as tontas, são tantas geadas,
Não dão aviso, vem aos solavancos.
Nestes momentos dorme cedo o dia,
Pra alegria das tardes faceiras;
Tantos instantes, rompantes, ventanias,
Nas noites frias acendo o braseiro.
*J.L.BORGES
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