sexta-feira, 1 de junho de 2018

JUNHO

JUNHO

Devagar junho está chegando,

Com ele vem o minuano arteiro;

De a cabresto vejo repontando,

Meu velho pala, quente e lampeiro.

Desparsita, meio espraiada,

Como não quer nada, a branquear os campos;

Lá vem as tontas, são tantas geadas,

Não dão aviso, vem aos solavancos.

Nestes momentos dorme cedo o dia,

Pra alegria das tardes faceiras;

Tantos instantes, rompantes, ventanias,

Nas noites frias acendo o braseiro.

*J.L.BORGES

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