CATAVENTO
Meu cata-vento ventila a dor,
Suaviza este verão;
Afasta a dor deste calor,
A solidão em meu coração.
Meu catavento trás o vento,
Afasta denso este calor;
Meu catavento, meu pensamento,
Esta voltado ao meu amor.
Na primavera da rosa flor,
Vou jogar beijos e catar ventos;
Nas ondas agrestes do Arpoador,
Vou cavalgar estes momentos.
E na conquista deste mulher,
Que surge rompante como um pesadelo;
Sou bouquet amarelo de mal me quer,
Feito tatuagens em seus cabelos.
Ela vem cada vez mais prosa,
Vem incendiar minha escuridão;
Sua luz ardente ilumina de rosa,
Minha alma sedenta e meu coração.
Mas neste momento meu catavento,
Abranda o fogo desta paixão;
Acalma o gozo no pensamento,
Da mulher selvagem neste verão.
*J.L.BORGES
1989
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