MILIONÉSIMO DE SEGUNDO
(Se a história da Terra fosse 1 dia de 24 horas, nós estaríamos aqui agora.
Entre o 1º e o 2º milionésimo de segundo.)
… … … … … … … … …
Hoje vi um documentário sobre a linha do tempo da Terra. Fiz a conta da minha vida.
Resultado: tenho 1,3 milionésimo de segundo.
Toda a humanidade atual, junto, talvez chegue a 2 milionésimos.
Na escala do tempo e do espaço... somos nada. Nada. Nada. Nada.
E aí eu penso: pra quê tanta soberba? Tanto egoísmo? Tanta maldade?
Somos pó. Pó infinitamente minúsculo.
Pó vindo de estrelas distantes, no limiar do universo.
Somos só um piscar. E dentro desse piscar já nasceram civilizações inteiras, viveram e sumiram.
É pra ver como somos insignificantes.
No tempo geológico, somos um tênue espirro atômico.
Navegados pelo espaço como poeira de uma estrela com "renite" que nos expeliu.
O carbono do corpo, o ferro do sangue, o cálcio dos ossos...
Tudo foi forjado no coração de sóis que explodiram há bilhões de anos.
E daí? Pergunta algum cético. E eu prossigo.
A Terra juntou esse pó, deu água, deu tempo. E o pó ganhou vida.
Da vida surgiu a inteligência.
E essa inteligência começou a perguntar: de onde viemos? Para onde vamos?
E começou também a se autodestruir. Pode isso?
A Terra ficou bilhões de anos sem precisar de ninguém.
Não precisou da gente. Somos nós que precisamos dela. Sacou, cara pálida?
Neste contexto de 1 a 2 milionésimos de segundo, que tal olhar o céu e achá-lo maravilhoso?
Que tal olhar este planeta que nos abriga e achá-lo maravilhoso?
"Papo de sonhador olhando estrela”, alguns dirão. Tudo bem. Mas vamos continuar esta dissertação real.
Não somos o centro da história da Terra. Nem do universo.
Somos a milionésima parte da história da Terra que ganhou consciência.
E é por isso que devemos amar e proteger este planeta que nos dá vida.
Dar o exemplo.
Para que milhares de gerações, daqui a "uma hora" na idade da Terra,
ainda possam caminhar neste planeta e pensar como eu penso agora.
Neste milionésimo de segundo.
*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba, 07/2026
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