DE VOLTA AO PÓ
Hoje acordei pensando em você,
Senti aquela vontade de te rever;
Aquela vontade fútil de perceber,
Um tolo desejo, estranho e démodé.
E vi na cabeceira da minha cama fria
Aquela nossa foto presa no passado;
Nós dois bem juntinhos, o rosto colado,
Era um tempo encantado, feito de magia.
Depois de um instante em que a saudade
Quis meu peito machucar sem dó,
Recompus-me e voltei à cruel realidade:
Estou só, e sozinho eu viverei
Divagando até voltar ao pó,
Mas jamais, meu amor, te esquecerei.
*J.L.Borges do Brasil ®
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