PÉ-DE-GUERRA
Ao amanhecer, pé por pé,
A cobra rastejante
Tenta dar uma rasteira,
No rato que está rateando.
Enquanto isso ao meio dia ,
O perneta joga sua perna cibernética
Naquele saci peralta que tentou,
Passar a perna no perneta.
Ao entardecer, nos confins sem fim,
De um tempo adormecido,
O pé de vento gélido e cortante
Dá um pé na bunda daquele penetra,
Que penetrou na virgem floresta.
E a noite, na novela das nove,
O ceguinho percebeu cegamrnte,
Que a arma do vilão falhou,
Por falta de bala no tambor,
Que bate um samba nas vielas.
*
J.L.Borges do Brasil ®
Guaiba 2026/05
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