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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

PALAVRAS, APENAS PALAVRAS

PALAVRAS, APENAS PALAVRAS


Alguns praticam a retórica do falar mal,

Dizem que o sofismo e o bom falar;

Quem fala mal dizem eles", são legais",

O insofismável é o falar bem, Isso dá o quê falar.


E assim no blá blá blá das frases sem sentido,

O certo é encaixar palavras incorretas;

Então no disque e tal,

Vamos disseminar palavras,

Sem contexto e sem sentido,

Isso que importa aos magos de plantão.


O politicamente correto engorda a consciência,

Com aquela inconsistência que os tolos reconhecem;

Então pra que descomplicar,

Se o complicar é bem melhor, 

E só aos tedenciosos interessa.


E assim estas mentiras.

Se tornam vacas magras,

Devorando as vacas gordas, 

As mães do verdadeiro;

Num mundo tão grosseiro,

A verdade e frágil planta,

Que morre pouco a pouco,

Na seca das mentiras.


*Jorge Luis Borges

 Guaíba (Rs) Brasil 

 01/2022


RABO DE FOGUETE

RABO DE FOGUETE


Nossa vida é uma odisséia menina,

Vou cavalgar em teu foguete;

Chegareii as dez em ponto na esquina,

Da Julio Verne com a Morretes.


Esta paixão é a mais complexa loucura,

Uma flor ardente de amor e emoção,

O teu foguete vai se perder lá nas alturas,

Das noites quentes deste nosso verão.


Vem agora e bem depressa menina,

Está aventura que recomeça é a mais louca, 

Historia de amor, tesão e adrenalina,

Ao beijar loucamente a tua boca.


Vamos voar neste foguete a trezentos, 

Até terminar o etanol e a gasolina;

Tu fissurada de amor, e eu sedento,

Vou te esperar lá na esquina.


*Jorge Luis Borges

 Guaíba...Rs...01/2022



MEU FOGUETE

MEU FOGUETE


Nossa vida é uma loucura menina,

Vem cavalgar em meu foguete;

Partirei as dez em ponto da esquina,

Da Julio Verne com a Morretes.


Esta vida é uma aventura te afirmo,

Ao tatuar em ti minha paixão;

Um fogo ardente e sem tino,

Nestas noites de verão.


Vem comigo agora menina,

Está aventura e muito louca, 

Sinto a mais complexa adrenalina,

Ao beijar suavemente a tua boca.


Vamos voar neste foguete a trezentos, 

Quilometros por hora, quanta emoção! 

E sem culpa e sem pecado isentos,

Onde oque importa e vale mais é a tesão.


São mil cilindradas de adrenalina,

E o foquete berra e ronca na estrada;

E tu gemendo em meu cangote menina,

Enquanto meu foguete devora a madrugada.


*Jorge Luis Borges

 Guaíba...Rs...01/2022


quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

DÁDIVAS QUE A VIDA OFERECE

DÁDIVAS QUE A VIDA OFERECE


Não peça muito da vida para não acabar recebendo pouco;

ou quem sabe nada recebendo.

A vida tem dessas coisas, ela detesta ser pressionada e também detesta gente que tudo quer.

Peça a vida somente o necessário, 

o excesso pode ser demais, e voce acabar recebendo de presente um sonoro não.


*Jorge Luis Borges

 Brasil



TEMPO

TEMPO

Part.1


Existe um tempo aleatório,

No limite do reinício;

O tempo fausto em que a noite,

É o portal do precipício. 


Existe o tempo do nada,

Tempo de tudo e de todos;

Da estagnação a fluidez,

Aquele amor belo e novo.


Existe o tempo do caos,

O tempo da harmonia;

O tempo da intolerância,

Da tolerância sadia.


Tempo do ódio e do  amor;

Da miséria e da abundância;

Existe o tempo das trevas,

Escuridão...luz e inconstância.


TEMPO

Part.2


E tem o tempo da condenação,

Absolvição da fogueira;

Abolição da ilusão,

Fraternidade e barreiras.


Existe o tempo da inveja,

Tempo da sinceridade;

O tempo do vento suave,

Minhas mentiras e verdades.


Do passado rumo ao futuro,

Tempo do inicio ao fim;

Tempo do mar e da terra,

Do não e também do sim.


juntamente com a fera,

Tempo da a água e do fogo;

Deserto e fertilidade,

Primavera, prazer e gozo.


TEMPO

Part.3


E o tempo surreal,

Da  lucidez ao perdão;

Tempo do boato ao fato,

Inverno,outono e verão.


Existe o tempo irreal,

Contemplação a loucura;

Onde a nossa sanidade,

Da morte e apenas fissura.


E tem o tempo da vida,

Namorando a eternidade;

Tempo da paixão distante,

Onde a lavoura é saudade.


Existe o tempo de sonhos,

O tempo da realidade;

Da doença beijando saúde,

Maculando a mocidade.


TEMPO

Part.4


Tem o tempo da água e do vinho,

Onde o infinito é tenue luz;

Num finito tempo concreto,

Um abstrato que não mais seduz.


E tem o tempo ilusório,

Tempo errado ou correto;

Primo irmão do verdadeiro,

E tem o tempo irrisório.


Tempo incrível, talvez crivel,

E lá no pulo do gato;

O duradouro é perecível,

O resto é mero relato.


Existe o tempo  pobreza,

Tempo da caça e caçador,

Tem o tempo da vil riqueza,

Certeza e falta de amor.


TEMPO

Part.5


E na inacreditável beleza,

Uma acreditavel aposta;

Da presa e do predador,

Do jeito que o tolo gosta.


Do disperso ao controlável,

Do aceitavel escravo liberto;

Da soberba ao humilde tempo,

Onde o incerto é o mais certo.


Existem tempos de tantas mentiras,

Outros tempos de inverdades;

Tempo de grandes incerteza,

Onde o incerto é aceitável.


E tem o tempo maculado,

De mãos dadas com a pureza;

O imaculado intocável, 

Palpável igual brasa acesa.


TEMPO

Par.6


Tem tempo de frio e calor,

Ou carência da fartura;

Tempo louco e a lucidez,

Onde a respidez e aventura.


O tempo do feio ao belo,

Flagelo a porta da gente;

Onde o social capital,

E verme em boa semente.


E tem barulho e silencio,

Do estranho deus desconhecido;

Gerando duvidas, e a certeza,

Será que ela é boa amiga?


Vou somar débito ao crédito,

Misturar lágrimas e  sorrisos;

Da perda herdarei meus ganhos,

Meus  infernos e paraisos.


TEMPO

Part.7


E assim no tempo da glória,

Meus fracassos, ledo engano;

Tem os tempos em que a derrota,

É rio sonhando oceanos.


E tem um tempo de fé,

Onde a descrença faz morada;

Existe um tempo de lamento,

No canto da passarada.


Onde o genesis e repintado

Em quadros apocalípticos

De um apocalipse insoluvel,

Onde somos surdos-mudos.


E tem o tempo do pó,

Onde a matéria contrai-se;

Confundindo guerra e paz,

Do fim ao inicio de tudo


*Jorge Luis Borges

Guaíba.Rs.01/2022




terça-feira, 11 de janeiro de 2022

A CRIAÇÃO

A CRIAÇÃO

Part.1


De Deus a Adão,

Da cobra a Eva;

Da erva ao bom fruto,

Foi assim a criação…


Do nada absoluto ao início,

Do precipício a placidez;

Do vácuo ao som,

Da estagnação a fluidez.


Do caos a harmonia,

Da intolerância a tolerância;

Do ódio ao amor,

Da miséria a abundância,


Das trevas a luz,

Do condenação a absolvição;

Da avareza a fraternidade,

Da negatividade a abnegação.


A CRIAÇÃO

Part.2


Da inveja a sinceridade.

Da não ao sim;

Do passado ao futuro,

Do inicio ao fim.


Do céu a terra,

Da terra ao mar,

Do mar ao fogo.

Do fogo ao ar.


Do surrealismo a lucidez,

Do erro ao perdão;

Do boato ao fato,

Do inverno ao verão.


Do real ao irreal,

Da loucura a sanidade;

Da morte a vida,

Do efêmero a eternidade.


A CRIAÇÃO

Part.3


Do sonho a realidade,

Da doença a saúde;

Do finito ao infinito,

Do maligno a virtude.


Do deserto a fertilidade,

Do abstrato ao concreto;

Da água ao vinho,

Do errado ao correto.


Do ilusório ao verdadeiro,

Do incrível ao crivel;

Do fictício ao verdadeiro,

Do duradouro ao perecível.


Da pobreza a riqueza,

Da caça ao caçador;

Do inacreditável ao acreditavel,

Da presa ao predador.


A CRIAÇÃO

Part.4


Do enfermo ao saudável,

Do disperso ao controlável;

Do escravo ao liberto,

Da soberba a humildade.


Da mentira a verdade,

Da pobreza a riqueza;

Do maculado ao imaculado

Do intocável ao palpavel.


Do frio ao calor,

Da carência a fartura;

Da loucura a lucidez,

Da respidez a ternura.


Do feio ao belo,

Da seca a enchente;

Do social ao capital,

Do verme a semente


A CRIAÇÃO

Part.5


Do barulho ao silencio,

Do estranho ao conhecido;

Da duvida a certeza,

Do inimigo ao amigo.


Do débito ao crédito,

Da lágrima ao sorriso;

Da perda ao ganho,

Do inferno ao paraiso.


Do fracasso a gloria,

Do ônus ao bônus;

Da injúria ao juramento,

Da derrota a Vitória.


Do genesis ao apocalipse

Do insolúvel ao solúvel;

Do pó a matéria,

Da guerra a paz.


Part.6


Da morte a ressureição,

Do recomeço ao final;

Da dúvida a certeza,,

A volta, a morte do mal.


Do derradeiro a luz,

Do último vem o primeiro;

No fim da caverna a estrada

Do fantástico ao verdadeiro.


Depois vem o fim dos tempos,

Novos ventos e calmaria;

A noite depois o dia,

Da ceifa ao criador.


Quem sabe um novo Adão,

Depois uma nova Eva;

Da cobra a novos pecados,

E o retorno da criaçao.


*Jorge Luis Borges

Guaíba.Rs.01/2022