Mostrando postagens com marcador 2019/01. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2019/01. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de março de 2019

O POETA E O PINTOR


O POETA E O PINTOR

O poeta pinta letras,

O pintor pinta instantes.

O poeta cria frazes,

O pintor cria momentos.

O poeta faz das frazes seus poemas,

O pintor,dos momentos o poema…

*JORGE LUIS BORGES.

REVOLVER


REVOLVER

Frio,

Imóvel,

Estático,

Impassível,

objeto incômodo

Sem vida e conciência,

Descansando na cômoda.

A causa,

Consequencia,

A mera discusão,

O desacerto banal,

A falta de compreensão,

O dedo a apertar o gatilho,

Um corpo estendido no cháo.

*JORGE LUIS BORGES

VESUVIO


VESÚVIO

Doce cruel deus rebelde,

Refúgio de outros deuses,

Vomitando sobre as cidades;

Enquanto nuvens andantes,

Entre o céu, a terra e o mar,

Clamam aos  deuses piedade…

*JORGE LUIS BORGES


VESÚVIO

Doce cruel deus rebelde,

Refúgio de outros deuses,

Vomitando sobre as cidades;

Enquanto nuvens andantes,

Entre o céu, a terra e o mar,

Clamam aos  deuses piedade…

*JORGE LUIS BORGES

CANÇÃO DA CHUVA


CANÇÃO DA CHUVA

Meu Deus,

Faça com que esta chuva intrusa,

Deixe esse amor em paz,

Não me tire a ilusão de amar com paixão.

Não há mais um sonho doce,

Que um amor real,

Dançando a  canção da chuva,

Com o som da sua melodia a cair.

Deixe a  chuva banhar-se contigo

E a frescura das tuas lágrimas,

Enxaguar e limpar a minha alma pura.

Alma que te amará com frenesi,

Sem medo da chuva deixar de cair;

Alma que será  tua, até o amanhecer.

*JORGE LUIS BORGES

ATLÂNTICO


ATLÂNTICO

Ouço um poema quântico,

Da rocha e da vaga,

No litoral do Atlântico.

Atlântico a levar mágoas,

Ao refúgio das baleias,

Onde o arpão rasga a àgua.

Caminho das caravelas,

De mercadoria humana,

Correntes...cruzes e velas.

*JORGE LUIS BORGES

SÚPLICA A CHUVA QUE CAI


SÚPLICA A CHUVA QUE CAI

Por favor, chuva intrusa,

Chuva reclusa em meu coração,

Deixe este amor em paz,

Lave com serenidade amena,

Esta torpe ilusão,

De querer amar sem ter retorno.

Não há sonho doce sem a paixão,

Pare então chuva de chorar,

E de molhar o telhado do meu coração,

Vá molhar outro solitário coração,

E deixe a fluidez de tuas lagrimas,

Outra alma inundar sem piedade.

*JORGE LUIS BORGES

ÍNDICO


ÍNDICO

Indicas tu de onde vem o sol,

Banhas tu as costas africanas,

Enquanto o leão ruge nas savanas.

Indicas tu de onde vem a lua,

Aquela mesma lua prata,

Que ilumina Luanda e suas noites nuas.

És tu o mar das caravelas,

Uma cruz cravada em teu negro solo,

Uma lágrima..muma dor...uma vela.

És tu que olhar de diamantes,

Enquanto o negro arrasta sua corrente,

A tanto tempo, a todo instante.

*JORGE LUIS BORGES.

QUOTIDIANO


QUOTIDIANO

Pirotecnicamente,
O paciente inconsequente
Pira,
A enfermeira,
Faceira,
A agulha retira...

Freneticamente,

O ausente paciente,
É impaciente no pranto.
A dor  serpente,
repelente,
encanta...

Apressadamente
O quotidiano devora,
o agora;
No frio escuro,
O impaciente futuro
chora...

*JORGE LUIS BORGES

                 

CACOS DO PASSADO


CACOS DO PASSADO

Vamos revolver o passado,

Tentarmos juntar nossos cacos;

Colar? Jamais, pois o quebrado,

É apenas cacos e sempre será cacos.

Ao juntarmos nossos cacos encontraremos,

Aqueles momentos hoje esquecido;

E quem sabe até lembrsremos,

Aqueles beijos que há tempos estão perdidos.

Nossos cacos do passado reviveremos,

Igual lembrança da criança que partiu,

A um futuro onde a posta mal se abriu.

Mas que depois nos convida e então entramos…

E nos vemos num ediondo oceano,

De lembranças que a tempos nós perdemos.

*JORGE LUIS BORGES

PINTURA DE SONHOS


PINTURA DE SONHOS

Nem tudo que é belo é bom,

Nem tudo que é feio é ruim;

Talvez o mistérioso dom,

Da vida é o eterno fim.

Nem só o amor constrói,

Nem só a guerra destrói;

As vezes a paz que é precisa,

Esconde este sonho que  mói.

Porem a vida consegue,

No retoque de uma pintura;

Magias de um mundo alegre,

Na tela fosca da ternura.

O antigo se completa,

Com o moderno e a criança;

Luz leve desta esperança,

Na dor que a tantos afeta.

                           
*J.L.BORGES

PANDORGAS DA HARMONIA


PANDORGAS DA HARMONIA

Na suavidade inocente,
Onde o sono trás harmonia;
Sonha o menino contente,
Bons sonhos de nostalgia.

Trás no rosto a esperança,
De um futuro promissor;
Estampa de uma criança,
Sem sofrimento e sem dor.

Trás na face a alegria,
Imensidão de bonança;
Cristalizadas no dia.

Sonha criança inocente,
Com as pandorga da harmonia;
Trazendo a paz transparente.
                                         

*J.L.BORGES

AGRADECIMENTO


“AGRADECIMENTO”

Agradeço a meu bom Deus,
Por ter minha boca para beijar;
Ter meus braços para abraçar,
A suave noite para sonhar.

Agradeço a meu bom Deus,
Por meus olhos ao mundo ver,
Ter minha voz para cantar,
Ter a vida para viver.

Agradeço a meu bom Deus,
Por ser poeta e fazer versos
Na lavoura da inspiração

Agradeço a meu bom Deus,
Pelos momentos de amizade;
Luz que me afasta da solidão.

*J.L.BORGES

A MENINA QUE ESCREVIA VERSOS


“A MENINA QUE ESCREVIA VERSOS”

A menina que escrevia,

Na poeira do tempo,

Versos de amor e nostalgia.

Onde a eternidade exigente,

Em pinceladas de estrelas,

Os seus versos reescrevia.

Versos doces de momentos,

De bons ventos que os apagavam,

E os sopravam na alma.

Nas entrelinhas dos sonhos,

Seus versos tornaram-se estrelas,

A viajar no universo.

*JORGE LUIS BORGES

A MENINA QUE ESCREVIA NA POEIRA


“A MENINA QUE ESCREVIA NA POEIRA”

Sua mão pincelava letras,

Nas estradas e calçadas;

Rabiscos de amor, saudade,

Mas que o vento levava.

Ela escrevia na poeira,

Do tempo, suas fantasias;

Memórias de outros tempos,

Tanta paz… e nostalgia.

Eram retratos poéticos,

Que sobre a  poeira montava;

Tantos ladrilhos de estrelas,

E a noite suspirava…

Poemas de bons momentos,

Que o vento apagava;

E soprava em forma de versos,

...E a menina sonhava.

Nas entrelinhas dos sonhos,

Tornam-se luzes então;

A viajar no universo,

No limiar da emoção.

Hoje lá estão seus versos,

Ou serão constelações?

Tal qual estrelas, impressos,

Brilhando na imensidão.

*JORGE LUIS BORGES

ANDES


“OS ANDES”

São tantas montanhas estranhas,

A escalarem os céus,

Para ao dol estarem…

*JORGE LUIS BORGES

ROCHOSAS


ROCHOSAS

Sobem além das nuvens,

E vigiam pradarias,

A modada dos Sioux…

*JORGE LUIS BORGES

INIMIGO MEU


INIMIGO MEU

Feliz é o homem que tem uma inimizade declarada,

Infeliz é oque tem uma amizade irrustida.

A falsa amizade nada agrega nesta vida,

O bom é tu saberes da  inimizade declarada.

Eu temo pelo sangue desta gente,

Sangue que escorrerá pelas calçadas;

Quando cativarem a amizade irrustida,

E abrirem guarda da inimizade declarada.

*JORGE LUIS BORGES

O CÃO DA FAMILIA GOUVEIA

       
         O CÃO FAMÍLIA GOUVEIA

         Luis GustavoGouveia e Suzi Alburquerque Gouveia formavam um belo e bem sucedido casal, estavam juntos há 5 anos, e nunca se preocuparam em terem

Filhos, também pudera, eram muito atarefados para com isso se preocuparem, ele médico, ela professora; Luis Gustavo o dia inteiro entre hospital e consultório, Suzi dando aulas em turno integral, além de ótimos rendimentos, gostavam deveras o que faziam e não se preocupavam com filhos.

         Em compensação possuíam há 5 anos um belo pastor alemão, presente este de casamento dados por Jorge e Louise, amigos e padrinhos do casal.

         Naquela rotina atribulada o cão era os dengos da casa, nos finais de semana era banho, era tosa, biscoitos caninos, passeio no parque...no inicio da noite, na casa era o

cão  no colo dos dois, as corridas pelos cômodos , o animal bem ensinado, levava o chinelo do seu dono, só com um assovio e com um bater de palmas entregava-lhe o

Jornal, até parecia substituir aquele filho que eles não tinham e nem cogitavam ter.

         O totó era igual a filho a filho mesmo, com registro e tudo,”Bettowen Alburquer-

que Gouveia”; Bag para os íntimos, registrado no papel e escrito na bela coleira de couro.

         Certo dia Suzi acorda com algumas tonturas e ânsia de vômitos, ela não se preocupa muito e nem fala ao marido, “Deve ser estresse” pensa ela, porem aos poucos começa aquela tontura e ânsia de vômito diariamente, resolve fazer um exame, e: ”Bingo “grávida, a noite fala ao marido que fica exultante com a boa noticia,

o cão no colo do homem dá um salto e vai refugiar-se na lavanderia, fato este nem notado pelo casal.

         Com esta gravides inesperada a rotina do casal vai mudando gradativamente, a atenção com o Bettowen sendo transferida a Suzi, o cão, retraído  a observar os aconte

cimentos, só não muda a rotina da diarista, todas as segunda, quartas e sextas feiras,

limpando a casa e cuidando do cão.

         A gravides de Suzi já esta bem adiantada e cuidados redobrados, mas a rotina do trabalho inalterada; certa noite o casal chega em casa, Luis Gustavo entra, Suzi ao entrar tropeça no tapete e é amparada pelo marido, o cão que estava próximo a tudo observa, Luis Gustavo de pronto retira o tapete da entrada da casa, fala Suzi que irá deixar um recado a diarista para que no dia seguinte ela não o coloque de volta a

entrada da porta, o cão ouvindo tudo.

         No outro dia o tapete no mesmo lugar, Luis Gustavo liga furioso a diarista e reclama de seu esquecimento, ela jura que fez conforme o pedido do homem, segue

a rotina da casa, na quarta a volta do trabalho, o tapete ausente, o cão a tudo observa,

na sexta feira o retorno do trabalho, o tapete novamente a entrada da porta, mais

uma vez o homem telefonando a diarista e reclamando de seu esquecimento, ela jur

que tinha retirado o tapete conforme a sua ordem, assunto encerrado, no outro dia nada de tapete no local indesejado, segue os dias e o problema parecia resolvido.

         Suzi já esta com 7 meses de gravides, quase na hora de se ausentar de seu trabalho, barriga em destaque naquele corpo harmonioso, os cuidados redobrados, e agora o esquecimento total do pobre cão, que choramingava constantemente, e abanava o rabo em busca de atenção.

         Na sexta feira a diarista faz como de costume seu rotineiro trabalho, final de tarde vai embora.

         Luis Gustavo e Suzi retornam de seus trabalhos, a Suzi afrente abre a porta, enquanto que o marido coloca o carro na garagem, de repente um baque surdo e o tombo imprevista da jovem gestante, o tapete escorrega para o lado, ela no chão, o sangue pingando entre suas pernas, o cão a observar tudo, Luis Gustavo socorrendo a

esposa, internação urgente e a triste noticia, aborto causado pela queda da mulher, tristeza total do casal.

         No outro dia a demissão da incrédula diarista que jurava por todos os santos que jamais tinha colocado aquele maldito tapete a  porta da casa, Bettowen na entrada da sala assistindo a tudo e dando baixos ganidos que pare cima de satisfação.

         Depois da recuperação de Suzi e de sua resignação, a rotina volta ao normal , aquela rotina antes da gravides, nos finais de semana, banho e tosa, biscoitos caninos, passeios no parque, a noite na casa o cão no colo dos dois, as corridas pelos cômodos da casa, um assovio, e ele levando o chinelo de seu dono, o bater de palmas, e ele lhe lavando o jornal.

         Assim a felicidade juntamente com a  antiga rotina volta ao seio daquela casa, e a diarista jurando e afirmando a todos que nunca tinha recolocado o tapete na entrada da casa, ela tinha plena certeza que fora o cão...

*JORGE LUIS BORGES

 

MEU CORCEL 74

     
         MEU CORCEL 74

         Eu tenho um corcel 74, muito inteiro por sinal, é uma raridade.

         Certo dia resolvi ir com ele até a Venezuela, peguei a estrada do sul ate chegar ao norte do Brasil foi muito cháo, mas lá cheguei, e chegando lá em Pacaraima me deparei com o inusitado; la policia da Venezuela no troncal 10 me barrou troculamente…

         -Usted no puede ingresar en Venezuela con su vehículo…

         -Porquê, pergunto eu…

         -O senor presidente Maduro vá hacer estalar su vehículo…

         -Mas porquê, perguntei novamente.

         -Porque su vehículo y verde…

         *JORGE LUIS BORGES