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sábado, 30 de março de 2019

O SONHO DA LAGARTIXA

       
           O SONHO DA LAGARTINHA

         Era uma vez uma lagartinha que sonhava em ser dragão.

         Sempre que ela via o grilinho, seu amiguinho, a ele falava o seu sonho um tanto maluquinho, ele pacientemente a ouvia, porem nada falava sobre este dantesco sonho da lagartinha.

         A sonhadora lagartinha, logo que clareava o dia, saia de seu casulo e ia para seu galho predileto, onde tinha verdejantes e apetitosas folhas e lá fazendo sua refeição matinal, ficava a olhar o céu azul com suas brancas nuvens e milhares de pássaros a revoarem sobre a floresta, e enquanto saboreava sua apetitosa refeição, suspirava seus desejos mais intimos.

         Certa tarde a lagartinha sentiu uma enorme angustia, uma aflição sei lá o porque em seu coraçãozinho e recolhe-se mais cedo a seu casulo, para o espanto de seu preocupado amiguinho.

         Lá ficou ela enclausurada por vários e vários dias, até que certo tempo depois eis que surge à porta do casulo uma exuberante borboleta multicolorida, era a lagartinha que; para o espanto e alegria de seu amiguinho , como num passe de mágica transformou-se numa magnífica borboleta.

         E assim, num ruflar de asas, a feliz borboleta joga-se de corpo e alma ao céu azul em busca de belas flores no jardim da encantada floresta, que ela somente via em seus sonhos.

         Moral da história: Nem tudo que sonhamos é realizado de acordo com nossos planos, mas o realizável deve ser aceito com alegria.

         *J.L.BORGES.

A GAROTA DO BLUZÃO AZUL

       
        “A GAROTA DO BLUZÃO LILÁS”

         O homem apressado caminha na avenida úmida e cinzenta, envolto em pensamentos , ela divaga acontecimentos efêmeros naquela Borges efervecente e nua.

         Era uma tarde relativamente fria e o sol de Agosto vez por outra saia de tráz das nuvens carrancudas e dava uma leve espiada naquela gente que caminhava na avenida tal qual formiga, pessoas que andavam apressadas que nem o homem solitário naquela avenida cinzenta.

         Enquando o homem caminha, aliás: flutua na longa rua cinzenta e fria, seus pensamentos o levam a im porto mais alegre do que o de agora, pois embora o nome seja sugestivo, ultimamente é um porto nada alegre, sei lá se tem algum porto, pois nem rua da praia esta cidade tem.pensa o homem que é interrompido de seus devameios por uma voz juvenil:

         -Moço espere, o senhor perdeu este papel, fala a garota ofegante ao homem que caminhava apressado e pensativo na avenida umida e cinzenta de uma cidade antes nada alegre que nem rua da praia antes possuia, pois num milionésimo de segundos torna-se um porto mais alegre com uma sereia a enfeitar suas ruas.

         Os olhares se cruzam, se chocam,originando-se daquele choque casual uma esplosão nuclear; ele chega até a ficar tonto com  a beleza estonteante da garota.

         -Obrigado moça, fala o homem nada moço que ainda se refaz daquele impacto estonteante; ainda bem que você achou, é um endereço muito importante para mim.

         O homem a olha novamente, agora já refeito do choque inicial, fica pensativo e questiona à seus botões: qual será a idade da menina, 17, 18 anos? Com certeza não passa de 20 anos.

         Seus olhar ainda sonhador fotografa a imagem angelical daquela garota, corpo miúdo e esguio, mais parece uma gazela a levitar em verdes pradarias, cabelos lisos e compridos a dançarem ao vento, embora uma toca a lhe proteger do frio, lábios ligeiramente carnudos e vermelhos, ele os imagina uma apetitosa maçã e aquele olhar cor da noite sem luar a refletir em dua pecadora inocencia a imagem daquele homem solitário e sonhador, nela tudo exalava inocéncia. Era simplesmente um quadro de Van Gog.

         Ela sorri ao homem pensativo, ele lhe retribui com um sorriso que mais parecia um pedido de socorro pelo tempo que inexoravelmente passou. Ela diz estar ofegante pois correu para alcança-lo, suas sacolas pareciam pesadas.

         O homem pensou em oferecer uma carona, tentou falar, mas balbuciou apenas um “ muito obrigado” que em troca a menina lhe retribui suavemente um “de nada” numa voz que mais parecia um coral de arcanjos.

         Seu meigo olhar tocou ternamente no fundo da alma do homem, ela o olha profundamente como se fosse um últiml olhar ao homem (e foi), e atravessa com passos de chumbo a rua perdendo-se na multidão, ele vê ao longe a silueta daquela garota de bluzão lilás…

                   *J.L.BORGES

       

QUANDO EU PARTIR

   
               QUANDO EU PARTIR

         Quando eu partir, gostaria que fosse como eu nasci, quero apenas um pano cobrindo minha nudez, pois sou meio envergonhado. A cor do pano não importa, eu não estarei vendo.

         Não quero que chorem quando eu partir, lágrimas me deixam triste e acabo chorando tambem.

         Sugiro uma música de fundo para alegrar o ambiente, quando eu partir; náo importa o gênero musical, mas por favor, me poupem; detesto funk ou pancadão.

         Quando eu partir quero boas risadas, mas não riam de mim, eu sou sensivel, e se de mim rirem eu poderei ficar magoado.

         Se quizerem podem brindar este evento que estarão participando, evento este que com certeza não terei tempo de os convidar, apenas uma pequena observação:

Não é chik brindes com cachaças e similares, nada contra, porem chik e brindes com vinhos e champagne.

         Este negocio de velas não é minha praia, alem de ser ecológicamente incorreto pode acontecer uma tragédia que nem naquela história do Mixaria “ Tragédias no sitio” e eu detestaria partir feito churrasco mal passado.

         Quando eu partir não façam feriado, isso e mais uma desculpa para faltarem o serviço, continuem vossas vidas como se nada de extraordinário tivesse acontecido, conformem-se e vão se acostumando, vocês tambem partirão…

         *J.L.BORGES

TESTAMENTO

      
                  “TESTAMENTO”

         Quando eu partir gostaria que fosse como eu masci, quero apenas um pano cobrindo minha nudez, pois sou meio envergonhado. A cor do pano não importa, eu não estarei vendo mesmo.

         Não quero que chorem quando eu partir, lágrimas me deixam triste, e acabo chorando tambem.

         Sugiro uma musica de fundo para alegrar o ambiente, não importa o gênero musical, mas por favor, me poupem; detesto funk e pancadão.

         Quando eu partir quero boas risadas, mas não riam de mim, eu sou sensivel, e se de mim rirem eu poderei ficar magoado.

         Se quizerem podem brindar este evento, evento este que com certeza não terei tempo de os convidar, apenas uma pequena observação: não é chik brindes com cachalas e similares, nada contra; porem é chik brindes com vinhos e champagne.

         Este negocio de velas não é minha praia, alem de ser ecologicamente incorreto pode acontecer uma tragédia que nem naquela história do mixaria”Tragédias no sítio” alem disso não quero virar churrasquinho.

         Quando eu partir não façam feriado, isso é mais uma desculpa para faltarem o serviço, continuem vossas vidas como se nada tivesse acontecido, conformem-se e vão acostumando, vocês tambem partirão.

                 *J.L.BORGES

QUARTO DE SOLIDÃO


QUARTOS DE SOLIDÃO

Estar só neste quarto,

É um parto ficar;

São fatos inexatos,

Preciso te amar.

Num quarto de hora,

Em meu quarto de sono;

Se assim te encontrar,

“Já era” o abandono.

E o quarto de vinho,

Me deixa de quatro;

Eu de quatro por ti,

Me entorto em meu quarto.

Me encontro sozinho outra vez,

Com esta dor e as horas;

Num quarto de mágoas,

São quatro para as trez.

Te aguardo nas luas,

Nas quartas de agosto;

Num quarto sem águas,

Sorriso no rosto.

Mais um vinho agora,

Sorvo com a solidão;

No meu quarto de sono,

Onde a dor me devora.

*J.L.BORGES

PALAVRAS


PALAVRAS

São frágeis palavras apenas,

Tal qual fumaça ao vento;

Malucas palavras, me dão até pena,

Num tempo caduco de ais e lamentos.

Palavras que pedem castelos

De sonhos que o mundo negou;

Desilusões em um dantesco flagelo,

Que a vida carrasca marcou.

Palavras...palavras, nefastos suspiros,

Malfadados suspiros que há tempos retumba;

A onde teus idiotas e doídos delírios,

São doidas queixas a retocarem a penumbra.

Palavras, são apenas palavras,

Que o destino pos sobre nós;

E que a água do amor não mais lava,

As mágias que trazemos na voz.

*J.L.BORGES

ANJO DA GUARDA


“ANJO DA GUARDA”

És você jovem estrela no céu,

Onde as noites são sempre iluminadas

Por anjos iguais a você,

Que iniciaram uma nova jornada.

De você sinto falta, confeço

Mas sei que estás num belíssimo lugar;

Onde a vida não é desigual,nem perversa,

Onde a virtude é o dom de amar.

Você partiu, bruscamente se foi,

E deixou aqui esta grande saudade…

Meu querido, jamais te esquecerei,

Te amarei por toda a eternidade.

Belo anjo, uma nova estrela no céu,

Nossa estrada iluminando;

Sei querido, és um anjo da guarda,

Protegendo-nos, sempre nos vigiando.

*J.L.BORGES

sexta-feira, 29 de março de 2019

VIDA,BELA VIDA


VIDA, BELA VIDA

Se a vida é assim tão bela,

Por quê nascemos chorando?

Se talvez fossemos eternos,

Nós nasceríamos cantando…

Se a vida é assim tão bela,

Dou basta a prantos de dores;

Chega desses sofrimentos,

E as vezes sonhos de horrores.

A vida será mais bela,

Se cultivarmos mais a fé;

Para suavizar nossas almas,

Não ser a vida que é.

A vida será mais bela,

Se abandonarmos o sofrimento;

Afagarmos nossos espiritos,

Sermos iguais águias ao vento.

A vida será mais bela,

Se ajudarmos mais o povo;

Sorrirmos tais quais crianças,

Eu quero nascer de novo…

*J.L.BORGES

PAI ETERNO


PAI ETERNO

Eram pesados os meus caminhos,

E reinava a solidão;

Com duras pedras, tantos espinhos,

E muita dor no coraçáo.

Estes caminhos, tão solitários,

Onde os dias eram escuros;

Num viver frágil, futil e precário,

Vida ilusório, num eu sem futuro.

Dormia só no triste ninho,

Sentindo medo e muitos ais;

Mas hoje eu sei, não estou sozinho,

Tenho o amor do eterno pai.

Ao encontrar o pai eterno,

Da minha alma afastei esta tristeza;

Meu viver agora é mais fraterno,

A boa paz é minha riqueza.

Doce pai, meu bom futuro,

Com seu dom em transformar;

As noites frias, noites escuras,

Num belo dia a iluminar.

Agora sorrir, de novo consigo,

Na explendida paz de meu senhor;

Sem temer a espada do inimigo,

A sua inveja, o seu rancor.

Com o pai eterno junto de mim,

Caminho firme na boa estrada;

Farta é a lavoura, lindo é o jardim,

Em meu viver, minha jornada.

Sinto o gosto da nova vida,

Esta abundancia de leite e mel;

Paz alcançada, doce e querida,

Esta minha alma, este meu céu.

*J.L.BORGES

VIDRAÇAS DA MINHA ALMA


“VIDRAÇA DA MINHA ALMA*

Não quebrais a vidraça da minha alma,

Com as pedras da tua ausencia descabível.

Não manchais a vidraça da minha alma,

Com as nódoas deste teu ciúme inconcebível.

Deixai a vidraça da minha alma limpida,

Com o perfume de teu amor necessário.

Deixai a vidraça da minha alma livre,

Para podermos viajar ao mundo do imaginário.

*J.L.BORGES

MULHER,A VOZ DA RAZÃO


“MULHER, A VOZ DA RAZÃO”

:Ouçai a mulher,

disse-me certo dia meu coração.

:Ouçai a mulher,

Antes de tomar uma decisão.

A mulher fala com a alma,

Ela fala com emoção;

:Ouçai a mulher com calma,

Ela é a voz da razão.

*J.L.BORGES

Dedico a todas as mulheres do fundo de meu coração.

Sem esquecer minha esposa e minha avó que a tanto tempo partiu…

J.L.B.R

MULHER,A VOZ DA RAZÃO


“MULHER, A VOZ DA RAZÃO”

:Ouçai a mulher,

disse-me certo dia meu coração.

:Ouçai a mulher,

Antes de tomar uma decisão.

A mulher fala com a alma,

Ela fala com emoção;

:Ouçai a mulher com calma,

Ela é a voz da razão.

*J.L.BORGES

Dedico a todas as mulheres do fundo de meu coração.

Sem esquecer minha esposa e minha avó que a tanto tempo partiu…

J.L.B.R

COMPANHEIRO NOSSO


COMPANHEIRO NOSSO

A sorte existe?
Sim, ela anda lado a lado com os competentes.

O azar existe?
Sim, ele é amigo dos incompetentes.

Escolher qual dos dois andará contigo,
Depende só de ti e de ninguem mais.

*J.L.BORGES

COMPANHEIRA


“COMPANHEIRA”

A felicidade nunca é plena,

E nem eterna;

São momentos transitórios.

A infelicidade duradoura inexiste,

São instantes apenas ilusórios.

A alegria e a tristeza,

São amigas, as duas primas

Caminham juntas sempre;

Enquanto houver vida sobre a terra,

Elas serão nossa semente.

Felicidade, sentimento tão confuso,

Um difuso sentimento alucinado;

Infelicidade, sentimento complicado,

Uma não vive sem a outra,

Caminham sempre lado a lado.

A felicidade é a mãe da alegria,

A infelicidade tia, e genitora da tristeza;

Todas elas sentam a minha mesa,

E saboreiam os alimentos que preparo,

E a todas eu procuro alimentar.

*J.L.BORGES

TREM DA VIDA


TREM DA VIDA

Tudo na vida paga-se o preço,

Algumas vezes no final,

Outras vezes no começo.

Alguns pagam com valiosos brilhantes,

Outros pagam com gestos, afetos;

Aqueles inesquecíveis bons instantes.

Porem tudo no final é sempre assim,

Alguns ganham em troca um bom não,

Outros recebem um triste sim.

E o trem da vida segue na estrada,

Em seu apitar o trem nos diz,

Quão bela nesta terra é a jornada…

*J.L.BORGES

O CANTO DA SEREIA


“O CANTO DA SEREIA”

É sempre o mesmo encanto na televisão,

Automóveis turbinados, um mais bonito que o outro;

Oferecendo status, bom gosto e emoção,

Já cai neste engodo, preciso vomitar.

É sempre a mesma cena na televisão,

Um banco melhor que o outro te oferecendo o mundo;

Felicidade a juros baixos, quanta sedução,

Eu já acreditei, não vás acreditar.

É sempre a mesma coisa na televisão,

Cervejas geladíssimas, mulheres e o corpo nú;

Homens bens sucedidos, ilusória tentação,

Um dia eu tentei, e fui me embebedar.

É sempre o mesmo ritual na televisão,

Pastores pregam a fé e clamam alto a Deus;

Dizendo ser melhor a sua religião,

Não basta a vossa fé, o céu tens que comprar.

É sempre o mesmo canto na televisão,

Enquanto o dinheiro ser teu falso deus;

E o mundo tu comprares, que tola ilusão,

Não sei meu tolo irmão, a onde tu irás.

*J.L.BORGES