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quinta-feira, 18 de abril de 2019

LA FALTA QUE USTED ME HACE

LA FALTA QUE USTED ME HACE

Su sonrisa femenina,
Muchas veces se ha expandido,
Dentro de mi lenta risa;
Su estilo de niña,
Hecho flor, hecho perfume,
Muchas veces aquí florido.

Su mirada joven de estrellas,
Muchas veces iluminó,
Mi mirada loca para tenerla;
Que nunca más te tocó,
Porque su mirada anda lejos,
Cargado de estrellas.

Su voz ronca de celos,
Muchas veces me ha embalado,
En una música nupcial;
Su lengua de perfume,
Muchas veces me bañó,
Como fuente de cristal.

Su risa, su mirada,
Su voz, todo se fue,
Su estilo de niña,
Su beso nunca más;
Sólo ahora me di cuenta,
La falta que usted me hace.

* JORGE LUIS BORGES

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

METAMORFOSIS

metamorfosis

Cuando te veo mudo de tono,

Me da una locura ...

Cuando te beso siento el lápiz labial,

Iluminando tu dulce boca.

Mi amor, usted me hace perder el sueño,

Usted me da mucha ansiedad;

Lejos de usted me siento tristón,

Me siento loco de deseo y de nostalgia.

Cuando te quiero no me conozco,

Cuando te espero me agitar;

Si usted no viene yo mañana,

En este insomnio sueño despierto.

Viene mi amor, yo te necesito,

Yo necesito tu comodidad;

Tu paraíso es mi paraíso,

Me refugio intensamente en tu cuerpo.

En la metamorfosis de mis besos,

Siento tu gusto salado en mí;

Siento la marca de tu deseo,

En la llama intensa que no tiene fin.

* J.L.BORGES

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

MUJER QUE PASA EN LA VENTANIA

MUJER QUE PASA EN LA VENTANIA

La mujer que pasa en la ventanilla,

Dejando algo suelto al viento;

Un poco de cariño, algún momento,

O la fragancia de la nostalgia.

Se lleva consigo lo que desea,

Deja el viento de la soledad;

En este sentido,

Deja la tristeza.

La mujer que pasa en la ventanilla,

Dejando atrás su imagen;

Que se confunde con el paisaje,

Verde metal de una espera fría.

En este sentido,

De alguien tan triste;

Alguien solo que no resiste

Se queda soñando ...

* J.L.BORGES

quinta-feira, 19 de abril de 2018

PRUEBAS

PRUEBAS

La música de tu voz me envuelve,

Tus brazos son mis tentáculos;

Mi corazón efervescente se disuelve,

En el mar insano de tus obstáculos.

Siento el futuro en mi pecho,

Tu risa mi presente en evidencia;

Tu mirada, tu manera,

Este dolor se transforma en experiencia.

Tu mirada envolvente me hechizado,

Tu cuerpo suave de una geisha;

Me embala en la fragancia y la pereza,

En este deseo intocable y sin queja.

En las Arias escarlatas del verano,

Yo sentí los aromas de tus besos;

Una luz que enciende mi corazón,

E inyectó el perfume del deseo.

En el caso de que,

Un amor en esta botella del futuro;

Tu luz en mi pecho está brillando,

Poco a poco me alejo de la oscuridad.

* J.L.BORGES

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

PINTOR DE FANTASIA

PINTOR DE FANTASIA

Meus beijos não tem fim,
Me banho em teu riacho;
Cuidado que eu te acho,
Que eu te agarro sim.

Na musica que eu te fiz,
Te embalo em meu balanço;
Na dança que te quis,
Flutuo em teu descanso.

Se tu me faz feliz,
Alcanço o paraíso;
Naquele teu sorriso,
A paz que eu alcanço

Confundo tua imagem,
Serena de gazela;
Na jovem paisagem,
Que eu tento repintar.

Rabisco nesta tela,
Azul do meu futuro;
A luz que eu procuro,
Tua chama a iluminar.

*J.L.BORGES
Gravatai.1986

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

TUDO TERMINOU

TUDO TERMINOU

Ponha a tua cadeira na varanda,
E venhas por favor olhar o céu,
Que está cheio de estrelas a nos chamar,
A nos convidar para vir com a primavera,
Com aquela brisa e aquele sol que quer nascer.

Ponha teu sorriso junto ao vento,
Para secar estas lagrimas tão teimosas,
Que me ferem, me fazem chorar,
Chorar como esta musica que toca,
No fundo de minha alma sem você.

Ponha o pensamento longe...Longe...
A flutuar num mundo inteiro sem amor,
Ponha este amor no espaço louco,
Pra que amor,
Se eu não tenho nem você?

Ponha a tua graça e o teu sorriso,
Trancados em um cofre a sete chaves;
Esqueças tudo aquilo que te disse,
Esqueças os meus beijos e os meus carinhos,
Por favor, vá embora!

 *J.L.BORGES
1986

domingo, 3 de dezembro de 2017

LEMBRANDO VOCÊ

LEMBRANDO VOCÊ

Hoje acordei tão triste,

Mais triste que esta chuva,

Que cai lá fora;

Senti no peito esta dor que insiste,

E lembrei de você que foi embora.

A saudade bateu mais forte,

Junto com esta ansiedade teimosa;

Senti no ar o perfume,

Da mulher que foi embora,

Me deixando aqui sozinho.

Mas eu juro que não choro,

Apesar da chuva cair insistente;

Fazendo eu lembrar os momentos,

Que passamos num amor ardente,

Que hoje em lembranças devoro.

Eu sei que a chuva irá passar,

E estas lembranças também passarão;

Pois tudo acaba...tudo passa...

Esta tristeza irá terminar,

Entre as cinzas desta solidão.

  *J.L.BORGES
Gravatai.1986

NUNCA ESQUEÇA DE MIM

NUNCA ESQUEÇA DE MIM

Não me esqueça jamais,
Num canto qualquer,
Sejas sempre você,
O que você quiser,
Mas não se esqueças de mim.

Não se esqueças do riso,
Que ofertei a você,
Pois eu nunca te esqueço;
Sou tua espera e momento,
Sou aquele começo.

Nos somos amigos,
Na suprema procura,
Todas as horas te encontro,
Numa rua qualquer,
A sorrir para mim.

Só você é minha parte,
Incompleta a brilhar;
Uma porta aberta,
A espera que eu entre,
No teu coração.

*J.L.BORGES
1986

NOTURNO EM PRETO E BRANCO

NOTURNO EM PRETO E BRANCO

Boa noite realidade,
Musa negra a me mirar;
Eu vou dormir,
Vou tentar me esquecer,
Aprender a sorrir,
Aprender a perder.

A noite me envolveu,
Com seu manto de luz,
Lá do alto as estrelas,
Tentam em vão me espiar,
E o sono me cega,
Vou tentar é sonhar.

Boa noite cotidiano,
Que passou lentamente;
Vou tentar em meus sonhos,
Te buscar brevemente,
Doce estrela dourada,
Tola estrela cadente.

Veio a noite e ficou,
Me trazendo sua calma,
Não cansou minha alma,
Pois me trouxe sua paz,
Trouxe a luz lenta e fria,
Do teu negro olhar.

 *J.L.BORGES
Camaquã.1986

NECESSIDADE

NECESSIDADE

Em dias de solidão,
Dá vontade de sorver a madrugada;
Pintar uma noite estrelada,
Vaga-lumes rasgando a escuridão.

E a vida estanca no mormaço,
No espaço cadenciado do verão;
Lentamente recordo uma canção,
Esquecida e perdida em meu regaço.

No cansaço em descompasso sigo a vida,
Que percorre aos poucos esta estrada;
Paraíso esta jovem encantada,
Linda fada que por mim nunca é esquecida.

Em dias de solidão a nostalgia,
Faz lembrar do amor que não passou;
E sozinho, densamente estou,
Tentando captar esta alegria.

Pois minha alegria é você ai distante,
Onde talvez eu esteja brevemente;
Abraçando com saudade o corpo quente,
Solidão irá partir talvez bem antes.

 *J.L.BORGES
Camaquã.1986

MENSAGEM

MENSAGEM

Surgiu a luz de um novo caminho,
Abriu-se a ponte da democracia,
Não ando mais sozinho,
Pois todo o meu caminho,
É uma selva que me satisfaz.

Esta luz é uma paz tamanha,
Me dá um tédio, uma alegria estranha;
Estou galgando novos rumos,
E a paz é um remédio,
A paz é uma montanha no infinito.

A nostalgia segue sempre,
Levando mensagens diferentes;
Estou nesta astronave,
Tentando levitar,
E a vida segue em frente sem parar.

Já ouço a voz deste meu futuro,
Anunciando que virá;
E as ruas coloridas,
Por cartazes incandescentes,
Anuncia o amanhã.

*J.L.BORGES
Camaquã.1986

ESTRANHO SENTIMENTO

ESTRANHO SENTIMENTO

Estranha esta luz do teu sorriso,
Um sorriso que vem do infinito;
Trazendo na dor o paraíso,
Trazendo no rosto o olhar bonito.

Estranho este amor que nunca cansa,
Estranha esta paz que me seduz;
A um caminho de vida, esta criança,
Esta manhã tangente, a sua luz.

Estranho este começo, esta vontade,
Na verdade isto é recomeçar;
Trazendo no peito uma saudade,
A realidade de poder sonhar.

E no começo da vida o que é estranho,
É a vontade de fazer feliz;
Esta alegria é o meu sonho,
O anseio que eu sempre quis.

 *J.L.BORGES
1986

CAMINHADA

CAMINHADA

A vida que segue,
Parece uma brisa;
Que algum rosto alisa,
Parar não consegue.

A vida que passa,
Trazendo a rainha;
Tristeza só minha,
Trazendo esta graça.

E tu minha rainha,
Sorriso me trás;
Na vida esta paz,
É uma erva daninha.

Sem ter outra vida,
Eu fico com aquela;
Alem da janela,
Na estrada perdida.

A vida que encanta,
Ilumina o lugar;
É um pássaro a cantar,
Para o sol que levanta.

Levanto também,
Na luz estrelada;
Aspiro a alvorada,
Da vida que vem.

*J.L.BORGES
Gravatai.1986

terça-feira, 28 de novembro de 2017

SOL


SOL

O silencio da manhã,
Muita esperança me traz;
O canto do sabiá,
Nesta manhã satisfaz.

Vejo o sol cadente e plácido,
A procura de mais paz;
Deixo o vento madrugada,
Na estrada para traz.

Só aspiro este sorriso,
Que vem do pó da estrada;
Sou fragrância da esperança,
Nascida na madrugada.

E o sol vem colorindo,
Este dia de esperança;
Sou feliz aqui e agora,
Desta paz eu sou criança.

O silencio da manhã,
Traz a paz para o futuro;
Meu presente é ter o sol,
Brilhando no meu escuro.

 *J.L.BORGES
Gravatai.1986

LUA CHEIA


LUA CHEIA

Lua cheia de graça,
Com sua placidez que me seduz;
Nas ruas por onde passas,
Com sua cálida luz.

Lua clara e radiante,
Com raios que me provocam;
Me trás saudade num instante,
Os beijos que me sufocam.

Lua que sempre vejo,
Nos céus a me vigiar;
Com beijos que não desejo,
Vontade de não sonhar.

Lua esguia e altiva,
Que me agita e me provoca;
Fazendo-se minha cativa,
Depois foge e não me toca.

Lua cheia, alta e fria,
Que anuncia um novo tempo;
Trás na estampa um novo dia,
Carimbos expressos ao vento.

  *J.L.BORGES
Gravatai.1986

LUZES DA SOCIEDADE


LUZES DA SOCIEDADE

As luzes da sociedade me ofuscam,
Ao longo desta inerte estrada;
A poluição sonora me contaminou,
Desativou minha alma mal lavada.

Algumas lembranças fazem parte do presente,
Só sei o que sinto neste momento;
O sabor do meu pecado,
Toma conta do meu pensamento.

As luzes da sociedade me contaminaram,
Me fazem ficar perdido neste escuro;
Igual um cego eu tropeço nestas pedras,
De um caminho que eu nem sei o que procuro.

A dádiva de ser feliz e estar aqui,
Com alguém que saiba me amar;
Só você me intima nesta magia,
Nesta arte de receber e de doar.

Ando tristonho se não tenho seus caprichos,
Tua mania de querer e de me levar;
A lugares onde nunca me acho,
Sou fracasso se não tenho seu olhar.

*J.L.BORGES
GRAVATAI.1986

TARDES DE SETEMBRO


TARDES DE SETEMBRO

No final da tarde,
Todas as luzes são reais;
Todas as saudades ao caretas,
Todos no transito são banais.

No final da tarde,
Todos os sinos são normais;
Todos os hinos são cadentes,
Todas as estrelas imortais.

No final da tarde,
Toda a paciência é contida;
Toda a mulher é terna,
Desfilando ao longo da avenida.

No final da tarde,
Toda a pressa tem seu preço;
Todo o final tem um retorno,
Na esquina de um novo recomeço.

No final da tarde,
O sol teima em adormecer;
Para acordar noutra manhã,
E outra tarde conhecer.

 *J.L.BORGES
Porto Alegre.1986

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

LOBO SOLITÁRIO


LOBO SOLITÁRIO

Flutuo nas ondas,
Alem das montanhas;
Aspiro nos bosques,
Uma paz tão estranha.

Minha sede de estar,
Sacio nos rios;
Que correm sem pressa,
A um mundo vazio.

No mar sou a vaga,
O vago luar;
De ilhas e frestas,
De um mesmo olhar.

Sem pressa me perco,
Num grande deserto;
Que nunca me encontro,
Queria estar perto.

Das grandes cidades,
Sem ter solidão;
Perdido nos bares,
Eu brindo a ilusão.

*J.L.BORGES
Gravatai.1986

   

UMA MENINA A CAMINHAR NA RUA


UMA MENINA A CAMINHAR NA RUA

Uma menina caminha,
Na rua lavada;
Levando sozinha,
Uma estrela apagada.

Eu daqui admiro,
Esta musa incerta;
Sem querer então miro,
Esta porta aberta.

Meu coração vagamente,
Ameaça em meu peito bater;
E a nua paixão inocente,
Sem querer ameaça nascer.

Vejo a menina na rua agitada,
Fotografo-a na minha retina;
Linda e pura esta fada levada,
Doce e bela esta louca menina.

  *J.L.BORGES
Camaquã.1986

LUZ NEGRA


LUZ NEGRA

Minha estrada é tão vazia,
É tão escura a sua luz;
Que eu caminho lentamente,
Ao encontro da minha cruz.

Liberdade está distante,
Vida eterna oquê será;
É uma flor frágil insegura,
Que em meu peito nascerá.

Teu amor me dá sentido,
Tua presença emoção;
Vou seguindo tão sozinho,
Levo junto a solidão.

Talvez leve tua imagem,
Cravejada de sorrisos;
Vou levá-la ao infinito,
Deste mesmo paraíso.

Minha estrada é tão vazia,
Que eu nem sei se é mais estrada;
Talvez seja um atalho,
Uma luz negra e mosqueada.

Vou seguindo lentamente,
Ao encontro da tua luz;
Uma luz que me enfeitiça,
Me embriaga e me seduz.

*J.L.BORGES
Gravatai.1986