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quarta-feira, 24 de julho de 2019

O TEMPO E O VENTO


O TEMPO E O VENTO

A vida passa rápida,

Passa tão veloz o tempo;

Tudo isso é passageiro,

Passa os sonhos, os tormentos.

A vida passa veloz,

Tão veloz, igual o vento;

Passa até o nosso amor,

Passa a dor, passa o lamento.

Tudo passa neste mundo,

Passa a água, o pensamento;

Passa a noite, passa o dia,

A alegria vai com o tempo.

Tudo passou para mim,

O vento, o tempo, a vida;

Passou até a lembrança,

Da tua imagem querida.

                          
  *J.L.BORGES

sábado, 12 de maio de 2018

CARTA DE UM JOVEM DO INTERIOR NA CIDADE GRANDE

CARTA DE UM JOVEM DO INTERIOR NA CIDADE GRANDE

         ...Você falou que a sua rua, continua no mesmo lugar, a minha também; você falou que as vezes, na sua rua tem poeira, mas na minha não tem.

         Na minha rua tem o pior, desastres, medos e o desamor, a velocidade é fatal,

temos monstros de quatro pés, de olhos brilhante, que rasgam a escuridão, que gritam freneticamente, que engolem distancias,  E seres humanos.

         Você falou que ai, As pessoas são alegre, felizes aqui nada disso existe, aqui tem somente robôs humanos, autômatos que vive, tristes; que não sabem amar, que não sabem chorar, e muito menos ter fraternidade.

    Você falou que ai, o sol é sempre cálido,a lua é sempre bela, é que as estrelas sempre brilham; aqui o sol é pálido, sem vontade de me aquecer, a lua fugiu de mim, e as estrela perderam o brilho.

         Você falou que ai, o frio fortalece a alma, e congela a maldade; aqui não, pois o frio, congela a ama da gente.

         Você também falou que o vento, beija teu corpo meigo, aqui é triste, pois ele atravessa o corpo da gente, como um punhal ferino.

Você fala que ai os pássaros cantam, as águas são límpidas, os campos sempre verdes, o céu azul, com nuvens brancas. aqui só ouço som mecânico,as águas são turvas,os campos? Não os vejo, o céu muito menos, só arranhas céus, e nuvens poluídas.

         Você fala que o ar, por ai é sempre puro, que há lindas matas, com arvores robustas, há paz.

         Aqui o ar é pesado, pois há tempos deixou de ser puro, matas, arvores e paz já não existem; só uma tímida cerca viva,

nos fundos de meu pátio, meu quintal em miniatura. pois tenho quintal,

         Assim como você tem, só que o meu é pequeno, tímido, não tão verde quanto o teu,

o meu esta perdido entre a selva, a selva de pedra que cerca a gente, que nos aprisiona, sufoca, deixando a gente assim, sem vontade de viver, só com vontade de fugir; e vou fugir,

vou chegar até ai, neste teu paraíso, teu éden terrestre.

                               *J.L.BORGES

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

EU QUERIA

EU QUERIA

Eu queria estar contigo,
Neste dia tão sombrio;
Eu queria teu amor,
Neste dia tão vazio.

É frio e faz muito frio,
Estou aqui tão sozinho;
Precisando de teu amor,
Precisando de teus carinhos.

O vento sopra tão forte,
A chuva teima em molhar,
Eu com frio neste canto,
Vivendo sem teu olhar.

O vento sopra em minha porta,
A chuva molha meu corpo;
Eu triste aqui isolado,
Vivendo sem teu conforto.

Eu queria estar contigo,
Meu eterno e grande amor;
Tu me darias carinho,
Eu te daria calor.

*J.L.BORGES
Camaquã.1977

domingo, 29 de outubro de 2017

Estranho encontro

ESTRANHO ENCONTRO

Nunca pensei que um dia,
Eu pudesse encontrar você;
Nunca pensei que um dia,
Meu coração por você fosse bater.

Rosa Maria, garota de São Sepé,
Tão linda você é;
Me jogo a teus pés,
Pois quero teu amor.

Tanto tempo sem te ver,
Sete meses, longos meses
Agora que te encontrei,
Não te deixarei jamais.

Isto tudo foi apenas um sonho,
Ela namora um amigo meu;
Eu fiquei na saudade,
Lembrando os olhos dela.
                                        
*J.L.BORGES
Camaquã.1984

terça-feira, 24 de outubro de 2017

S.O.S

S.O.S

Em busca de paz,
S.O.S para meu espírito,
Para todos nos.

Em busca de paz,
A sirene insiste,
A sinaleira fecha,
A moça volta,
O passaro se solta,
Para respirar liberdade.

Em busca de paz,
Os preservativos,
Os preventivos contra incêndios,
Cinto de segurança,
Guarde policial,
Alarme, ladrão,
Atiça o cão.

Em busca de paz,
Calmantes,
Uma dose no bar,
Uma dose no braço,
E em poucos instantes,
Você está angustiado,

Porque não encontrou a paz.
                      
*J.L.BORGES
1977

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

JUNHO

JUNHO

Mês de junho é assim,

Onde muito frio existe;

Apesar de ser assim,

Nada de mal nele existe.

Mês de junho é sem cor,

Também é sem calor

Apesar de ser assim,

Nele existe muito amor.

É tão bonito ver,

A geada branca cair

Mês de junho é assim,

É um mês no inverno a florir.

O sol brilhando timidamente,

As manhãs argenta clareia;

A lua no céu profundo,

Mês de junho, lua cheia.

  *J.L.BORGES
Camaquã.1977

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

LÁGRIMAS DE AMOR

EU SONHO CONTIGO*

FERIDAS DO AMOR*

FALSO AMOR

CHAGAS DE AMOR

CHAGAS DE AMOR

Eu estou aqui sozinho
Tendo como companheira;
A dor e a incerteza,
Que me arrasam por inteiro.

Minha amiga é a tristeza,
Minha companheira é a solidão;
E nesta duvida e incerteza,
Sofre a alma e o coração.

Eu sinto as chagas do amor,
Nesta minha alma vazia,
Que tão só e sem carinho,
Vai morrendo dia a dia.

Eu sinto o meu ser ferido,
Pois esta cruel dor;
Que vai torturando minha vida,
Isto são chagas do amor.

  *J.L.BORGES
Camaquã.1977

CAMINHANDO


CAMINHANDO

Alem do espaço sideral,
Eu vou perdido no nada;
Vou andando sem querer,
Em alguma Láctea encantada.

As estrelas me imploram,
Um pouco de meu olhar;
Não dou atenção a elas,
Eu só quero caminhar.

Caminho perdido aqui,
Nesta vida que achei agora;
Procurando aquela estrela,
Que tão triste por mim chora.

Caminhando nesta noite,
Sem saber onde parar;
Sem saber porque estou,
Aqui só, a caminhar.

 *J.L.BORGES
Camaquã.1977

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

SOL DE VERÃO


SOL DE VERÃO

O vento está soprando,
O mar louco murmurando;
Eu vivo sempre cantando,
Alguém estou procurando.

O sol esta dourado,
Pois é um sol de verão;
Que com seu brilho encantado,
Clareou o meu coração.

É uma vontade de viver,
Ter um amor, uma vida;
É a vontade de correr,
Nesta estrada dolorida.

É a vontade de estar,
A teu lado meu bem;
É contigo sonhar,
Ou com outra também.

É um sol tão ardente,
Este sol de verão;
Este sol puro e quente,
Denso sol meu irmão.

É a vontade de pegar,
Este sol na minha mão;
É a vontade de afastar,
Esta vil solidão.

Meu desejo de verdade,             
É pegar esta lua;   
É beijar com vontade,
Esta boca tão tua.

A minha alma sorriu,                  
leve está meu coração;
Esta dor ja partiu,
Neste sol de verão.

*j.L.BORGES
Camaquã.1977

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

MEU SEGREDO

MEU SEGREDO

Meu segredo está contido,
Em uma certa poesia;
Que eu fiz neste caderno,
Uma vez, num certo dia.

Se você a quer descobrir,
Folheie as folhas da vida;
Assim para você direi,
Esta verdade sofrida.

Mas porem eu tenho medo,
De um dia te perder;
Ao saber este segredo,
Segredo que iras saber.

“Se um dia eu vencer,
Você me abençoará...”
O segredo está aqui,
O segredo, qual será?

Tentarei agora esquecer,
Este poema, este enredo;
Por que senão fatalmente,
Confessarei meu segredo.

*J.L.BORGES
Camaquã.1977

O CASARÃO

O CASARÃO

No meio da relva verde,
Cercado de cerração;
Da cor deste meu olhar,
Percebo este casarão.

No vento frio, no calor,
Com alma, sem coração;
Perdido na bruma fria,
Descansa este casarão.

As vezes abrem-se as portas,
E as janelas do casarão;
O vento chora baixinho,
No meio da solidão.

Outrora era prazer,
Em meio da alegria;
Agora vive a morrer,
Perdido em noites frias.

*J.L.BORGES
Camaquã.1977

POEMA250977

POEMA 250977

Que partida bem jogada,

Nervosismo e muito mais;

Bola alta, bola baixa,

E o inter sempre atrás.

Veio um pênalti, que tristeza!

Pois Tarcísio então errou;

Mas o Grêmio, que timão!

Foi em frente, não se entregou.

Corta luz, Eurico, Tadeu,

Bola rápida, pé em pé;

Passe de Iura, área aberta,

E assim gol de André.

Grêmio forte, imortal,

Tricolor, tu es campeão;

Estejas bem, estejas mal,

Es pra mim sempre campeão.

 *J.L.BORGES

Camaquã.1977

FADA DOURADA

FARY DORATO

REGRESSO A CAMAQUÃ