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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

DIALOGO CON MADRE

DIALOGO CON MADRE

"Madre, che rumore che è,
Viene dal mare?
_No mio figlio è un uccello,
Lascia che le tue ali mettano il broncio.

_Non sarà il vento della madre,
Il vento freddo soffia?
_No mio figlio, se non è un uccello,
È qualcuno che inizia a cantare.

_ E questa madre lampeggia,
Tutta quella luce da versare?
"Figlio è la presenza della luna,
Questo è nel cielo per brillare.

"Madre, non sarà quella la luna,
Stai cercando di baciare il mare?
_No mio figlio, è la ragazza,
Come nuda si bagnerà ...
                            
* J.L.BORGES

DALL'ALTRO LATO

DALL'ALTRO LATO

Sono qui in silenzio,
Su questa spiaggia di fronte al mare;
Guardando il mio orizzonte,
E iniziando a sognare.

Sogno di te piccola,
Questo è dall'altra parte;
E io qui solo,
Ma per te innamorato.

Sentendo questo amore nel petto,
Così forte, costante e folle;
Penso a te
Attraverso l'oceano

Le onde scoppiettano duramente,
Bagnare tutto il mio corpo;
In questo momento il sole,
Lui è il mio fedele compagno.

E tu sei lontano,
Non riesco a trovarti;
Perché tu sei dall'altra parte,
Dall'altro lato del mare.
                             
* J.L.BORGES

CORAÇÃO DE LUTO

CORAÇÃO DE LUTO

Hoje minha alma,

Está de luto;

Pensando em você,

Sua voz eu escuto.

Sem o seu amor,

A dor em mim existe;

Pensando em você,

Amor, vivo triste.

Assim vou vivendo,

Sem ser amado;

Sempre a sofrer,

Sendo desprezado.

Assim vou vivendo,

Sempre a te amar;

Sem ter seu amor,

Sempre a chorar.

        
*J.L.BORGES

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

NOITE DE SOLIDÃO

NOITE DE SOLIDÃO

É noite,

Sim, lá fora é noite;

Também aqui é noite.

Tento disfarçar.

A noite tento apagar,

Com suas luzes fluorescentes;

Porem nada resolve,

Nada adianta.

A escuridão me envolve,

Envolve meu coração;

Está tão escuro meu peito,

Mal consigo respirar.

É noite na minha vida,

Noite de tédio e insônia;

Sinto uma tristeza danada,

Em meio a solidão.

*J.L.BORGES...1977

O TEMPO E O VENTO


O TEMPO E O VENTO

A vida passa rápida,

Passa tão veloz o tempo;

Tudo isso é passageiro,

Passa os sonhos, os tormentos.

A vida passa veloz,

Tão veloz, igual o vento;

Passa até o nosso amor,

Passa a dor, passa o lamento.

Tudo passa neste mundo,

Passa a água, o pensamento;

Passa a noite, passa o dia,

A alegria vai com o tempo.

Tudo passou para mim,

O vento, o tempo, a vida;

Passou até a lembrança,

Da tua imagem querida.

                          
 *J.L.BORGES

O RESTO É SILENCIO


O RESTO É SILENCIO

No silencio da tarde,

Um grito ecoa;

Minha alma lavada,

Parece que voa.

No meio do jardim,

Consigo sonhar;

E fingindo alegrias,

Pareço voar.

Tudo é silencio,

Bate quieto o coração;

O amor bate na porta,

Mas estou na solidão.

Já nem sei mais quem sou,

Serei Jorge ou Florêncio?

Há gritos de dor,

O resto é silencio.

*J.L.BORGES

terça-feira, 9 de outubro de 2018

MUSICA AO LONGE

MÚSICA AO LONGE

A vida é espinho, é flor,

A vida é doce ilusão;

Aquela musica ao longe,

Só me trás recordação.

Recordação tão suave,

Do nosso puro amor;

Que se foi com a nossa música,

Ao longe deixando a dor.

Recordo daqueles tempos,

Eternos dias de outrora;

Longo tempo, música ao longe,

Vem a tarde, foi-se a aurora.

Gostava de andar de barco,

De carruagem, de bonde;

Nada disso mais existe,

Somente música ao longe.

Eu me encontro perdido,

Mas estou, estou a onde?

Eu só ouço debilmente,

A nossa música ao longe.

Eu já fui príncipe, fui rei,

Já não sou barão nem conde;

Outrora muito escutei,

A nossa música ao longe.

Eu te amei, te amo tanto,

Mas você de mim se esconde;

Você que tanto escutou,

Aquela música ao longe.

Agora que estou sozinho,

Gosto tanto de escutar;

Aquela música que ao longe,

Você vivia a cantar.

                                
 *J.L.BORGES

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

SOLIDÃO


SOLIDÃO

Solidão é a saudade de alguém querido,

É viver sem alegria

Num pedaço de mundo perdido,

Ao longo de um longo dia.

Solidão é uma alma doente,

É um coração sofrendo;

É uma vontade querendo,

É uma ansiedade na mente.

Solidão é amar sem ser amado,

É a paixão sem reciprocidade

É a magoa de uma grande dor,

É a carência da felicidade.

Solidão são as tristes horas vazias,

É o silencio em forma de pensamento;

É a saudade e a dor num só momento,

Vontade que vem tardia.

Solidão é o horizonte obscuro,

É viver o passado recente

É planificar o futuro,

Sem saber viver o presente.

Solidão é ter pouca esperança,

É lamentar a falta de sorte;

É pensar que não é forte,

Vivendo só de lembrança.

Solidão é uma alegria sem potencia,

É a falta de um amigo presente;

É não saber de sua própria existência,

É o que sinto na mente.

                                                    
 J.L.BORGES






ELEGIA A RIO GRANDE



ELÉGIA A RIO GRANDE

Rio grande colorado,
Chispa sempre viva;
Me embala, me cativa,
És meu sol dourado.

Sangue dos veteranos,
Coração altivo e ardente;
O teu fulgor está em mim,
Como uma luz incandescente.

Rio grande amarelo,
Teus louros é meu ouro;
Teus campos, tuas matas,
Pra mim são tesouro.

Rio grande, teu verde,
Teus campos é meu lar;
Nos vales, nas serras,
O gaúcho a cantar.

A luz da aurora,
No céu é rubi;
Me sinto perdido,
Se estou longe daqui.

Rio grande negro,
Pupilas morenas;
Doce como o mel,
Negro como as penas.

Rio grande castanho,
De duro torrão;
Ardente como a erva,
De um chimarrão.

Rio grande tu estás,
Em mim, em meu pensamento;
O minuano canta teu nome,
Eu laço teu nome ao vento.

Rio grande branco,
Tuas neves a cair;
E eu da varanda,
Me ponho a sorrir.

Rio grande vermelho,
Rio grande encarnado;
Teu azul é infinito,
Teu mundo é encantado.

No silencio dos campos,
Eu sempre a cantar;
No espaço, teu berço,
O quero-quero a chamar.

Com flor ou com frutos,
Com viva alegria
A noite é prateada,
Argento é o dia.

Rio grande bonito,
É lindo o luar;
As vezes em devaneio,
Me ponho a sonhar.

Aqui eu estou,
Rio grande querido;
Minha terra natal,
Torrão doce e amigo.

No outono ou no verão,
No inverno ou na primavera
Gosto de correr pelos campos,
Gosto de pisar nesta terra.

Azul tão celeste,
São as águas do rio,
Rio grande tão claro,
Rio grande sombrio.

Meu Rio grande do sul,
Teu céu cor de anil
Meu lar, és meu pampa,
Tu és meu Brasil.

Meu rio grande antigo,
Minha brasa, meu carvão;
Tu estás sempre dentro,
Do meu coração.

No sopro do minuano,
O amor se espande;
No voar da perdiz,
Tu és sempre Rio grande.

Rio grande do sul,
Do sol, do luar;
Embora onde esteja,
De ti vou lembrar.

*J.L.BORGES
Camaquã 1977

A MENINA DAS TRES BONECAS

MENINA DAS TRÊS BONECAS

Tens o sorriso suave,

Tens voz terna e franca;

Menina das três bonecas,

Amarela, azul e branca.

Tudo em ti inspira candura,

Garota pura, frágil e bela;

Menina das três bonecas,

Branca, azul e amarela.

Um dia bela menina,

O futuro iras encontrar;

Passará o amarelo e o branco,

Mas o eterno...No azul irá ficar.

J.L.BORGES

Camaquã 1977

SONETO DE INSPIRAÇÃO


SONETO DE INSPIRAÇÃO

Não te amo como uma criança,

Nem como um homem, nem como um demente.

Amo como amo meu todo,

Amo teu olhar, amo teu sorriso.

Amo tua voz calma,

Amo teu corpo que é um perigo;

Perigo que me chama amar,

Amo teu beijo quente.

Amo-te pelo que é, pequenina e doce,

Menina pura e carinhosa;

Teus olhos, teus gestos,

Tua voz doce e dengosa.

Amo tua carne e teu espírito,

Estás fotografada na minha retina;

Antes de te amar estava perdido,

Agora amor, consegui me encontrar.

Tu és linda e sabes que te amo,

Vem para mim sem medo pois te quero;

Quero voar ao céu e roubar uma estrela,

Para te ofertar com todo o meu amor.

                                     
*J.L.BORGES


A GAROTA SONHADORA

A GAROTA SONHADORA

Lívia olha da janela,

O mar morto sem luar;

Menina doce e bela bela,

Com alguém triste a sonhar.

O seu corpo esta sem dono,

Ela deseja ser amada;

Fim de noite, no mar morto,

Já aponta a madrugada.

Agora tudo é mistério,

O seu sonho se acabou;

Lívia, triste menina,

Na janela então chorou.

Sobre o mar morto,

A madrugada rompeu;

Lívia volta a sorrir,

Seu desejo já morreu.

                          
 *J.L.BORGES

domingo, 7 de outubro de 2018

EU QUERIA


EU QUERIA

Eu queria fazer uma poesia,

Que não lembrasse você;

Que só falasse em alegria,

Mas não consigo...Por quê?

Que falasse da noite escura,

Das estrelas, do sereno;

Que lembrasse da candura,

Do meu ego tão pequeno.

Que falasse do vento,

Que está aqui a ventar;

Da lua que no firmamento,

Está plácida a iluminar.

Que falasse do dia ensolarado,

Como o rei sol a me aquecer;

Lembrasse o meu mundo encantado,

Onde eu sabia viver.

Que falasse da chuva fria,

Que falasse do insano mar;

Que lembrasse as tardes sombrias,

Quando eu vivia a cantar.

Mas eu faço poesias de amor,

Que só me fazem sofrer;

Sinto no peito esta dor,

E esta dor é você.
                                                  
 *J.L.BORGES
Camaquã 1977

AMOR OU LOUCURA


AMOR OU LOUCURA

Amor, amor ou loucura,

Eu não posso imaginar;

Vivo a vida com ternura,

Contigo vivo a sonhar,

Eu não posso mais conter,

Este amor tão violento;

Sem você não sei viver,

Minha vida é um tormento.

Vivo a vida te amando,

Tendo pesadelos porquê;

Contigo vivo sonhando,

Vivo a vida por você.

Eu não posso mais conter,

Este amor, esta procura;

Sem teus beijos vou morrer,

Será amor ou loucura?

                                
*J.L.BORGES

sábado, 6 de outubro de 2018

EU QUERIA


EU QUERIA

Eu queria estar contigo,

Neste dia tão sombrio;

Eu queria teu amor,

Neste dia tão vazio.

É frio e faz muito frio,

Estou aqui tão sozinho;

Precisando de teu amor,

Precisando de teus carinhos.

O vento sopra tão forte,

A chuva teima em molhar;

Eu com frio neste canto,

Vivendo sem teu olhar.

O vento sopra em minha porta,

A chuva molha meu corpo;

Eu triste aqui isolado,

Vivendo sem teu conforto.

Eu queria estar contigo,

Meu eterno e grande amor;

Tu me darias carinho,

Eu te daria calor.
                               
*J.L.BORGES

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

CANÇÃO VERÃO


CANÇÃO VERÃO

Lá vem a temporada do sol,

Das nuvens tontas;

Do vento demente,

Da chuva descrente.

Lá vem a temporada do dia,

Da vida perdida numa alegria;

Do sol perdido no lençol,

Sem estrelas, sem lua.

Lá vem a temporada dos raios,

Ultra-violetas, solares;

Temporada do calor,

Do mar carrancudo.

Lá vem a temporada da vida,

Temporada do verão;

O verão que um dia foi algo real,

Para este coração tão meu.

                              
 *J.L.BORGES

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

POR QUEM CHORAS MEU CORAÇÃO

POR QUEM CHORAS MEU CORAÇÃO

Por quem choras meu coração?

Por quem imploras meu coração?

Estou triste, mas não se porque,

Será que ela é a culpada desta tristeza?

Eu prometo não chorar mais,

Esquecer esta dor que me abate;

Vou tentar encontrar minha paz,

Esquecer o porque da tristeza.

Nunca mais chorarei,

Não quero sentir este punhal;

Que em fere, me queima,

Não quero mais te amar, não quero.
                       
*J.L.BORGES

VOVÓ


VOVÓ

Uma lagrima frouxa,

Escorregou em teu sorriso,

Olhando a flor da noite,

Teus olhos choraram.

Teu rosto sorriu um pouco,

Mas teu meigo coração;

Adormeceu em duvidas,

E a flor trazia um perfume doce...

O passado batia ternamente,

Tua cadeira embalava,

Em busca de paz.

Sonhos voltando,

Os anos passando,

Pra não voltar mais.

                           
*J.L.BORGES

OLHAR ATEU

OLHAR ATEU

Meus olhos tristes,

O quê Deus te deu?

Só a dor existe,

E o olhar ateu

Olhar de incertezas,

Não chores mais;

Esta tristeza,

Não me dá paz.

Meus olhos tristes,

O quê Deus te deu?

A saudade existe,

No olhar ateu.

Não chores mais,

Olhar ateu;

Eu quero a paz,

Que Deus me deu.

 *J.L.BORGES

GRITO DA ETERNIDADE

GRITO DA ETERNIDADE

Vamos sorrir, amigo,
Vamos saber viver;
Eu vivo a vida contigo,
Ensina-me a te conhecer.

Vamos pelo mundo andar,
Por esta estrada a florir;
Vem, me ensine a sonhar,
Que eu te ensino a sorrir.

Vamos por estes campos caminhar,
Por este paraíso imenso;
Vem, eu te ensino a amar,
E pensar o que eu penso.

Eu penso em tudo que é bonito,
Eu penso na tua bondade;
Vem, vamos dar o grito,
O grito da eternidade.

Tu já pensastes amigo,
Onde passarás a eternidade:
Em verdade, em verdade te digo,
Para ter amor é preciso ter bondade.
                            
*J.L.BORGES
Camaquã 1977