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quarta-feira, 9 de maio de 2018

LA FONTANA DELLA GIOVENTÙ

LA FONTANA DELLA GIOVENTÙ

Tu sei la ragione del mio successo,

La ragione per essere felici è averti;

Camminava fianco a fianco lungo la strada,

La mia strada è illuminata da te.

La tua presenza mi conforta e mi incoraggia,

La tua voce è una canzone per me;

Il suo bacio avvolgente mi attrae,

Mi trasporta in un'altra dimensione.

Ti amo e basta,

Tu sei il mio pane quotidiano;

La mia colazione che tonifica,

Portami in un nuovo mondo con te.

Nell'infinità dei tuoi occhi viaggio,

E nel cielo della sua bocca levitare;

Mi perdo nell'universo del tuo corpo,

E mi trovo nella fonte della giovinezza.

Una fonte antica e inesauribile,

Dove la sete non tenta di spegnere;

Solo per tornare ogni giorno,

E annegami in questo mondo che è così nostro.

* J.L.BORGES

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

PAIXÃO E CIÚME

PAIXÃO E CIÚME

Paixão e ciúme,

Singelo e sem graça;

Por mim você passa,

Deixando o perfume.

Deixando a vontade,

Estampada no olhar;

Uma luz a brilhar,

Nascendo a saudade.

Paixão tão calada,

Ferindo meu peito;

De amor imperfeito,

Da alma lavada.

Me sinto tão triste,

Com vontade de vê-la;

Se olho uma estrela,

A saudade insiste.

Paixão e ciúme,

Povoam esta rua;

Escassa de lua,

De luz e perfume.

       *J.L.BORGES...1986

LANTERNAS

LANTERNAS

Eu vi uma lua no céu,
Eu vi uma lua no mar;
Sereia que me envolveu,
Com beijos a me encantar.

Eu vi uma lua no céu,
Eu vi o céu numa lua;
Sorriso que não morreu,
Naquela face tão nua.

Nas luas que sempre vejo,
Me lembro o teu olhar;
Recordo o sabor do beijo,
Teimoso a me envenenar.

Lanternas que me iluminam,
Com luzes do infinito;
Lanternas que me fascinam,
Sereia do olhar bonito.

  *J.L.BORGES---1986

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

TWO HEARTS

TWO HEARTS

Among the red flowers,

Wet with dew of illusion,

The inexorable certainty arises,

The sharp desire of the thorn arises,

Your kisses wetting the way,

Like a trail of light and the heart.

The heart is a crystal bell,

Restoring, slow and rushed,

Calling you in a loud and fiery voice,

In the will of your kisses so wet;

And your image reflects in the mirror,

Two hearts beating side by side.

* J.L.BORGES...1986

DOS CORAZONES

DOS CORAZONES

Entre las flores rojas,

Mojadas con rocío de la ilusión,

En la actualidad,

Se presenta el deseo cortante de la espina,

Tus besos mojando el camino,

Como un rastro de luz y el corazón.

El corazón es una campana de cristal,

Retomante, lento y apresurado,

Te llamo en una voz sonora y ardiente,

En la voluntad de tus besos tan mojados;

Y tu imagen refleja en el espejo,

Dos corazones golpeando lado a lado.

* J.L.BORGES...1986

DUE CUORI

DUE CUORI

Tra i fiori rossi,

Bagnato con la rugiada dell'illusione,

La certezza inesorabile sorge,

Sorge il forte desiderio della spina,

I tuoi baci bagnano la strada,

Come una scia di luce e il cuore.

Il cuore è una campana di cristallo,

Ripristino, lento e affrettato,

Chiamandoti con voce alta e focosa,

Nella volontà dei tuoi baci così bagnati;

E la tua immagine si riflette nello specchio,

Due cuori che battono fianco a fianco.

* J.L.BORGES...1986

DOIS CORAÇÕES

DOIS CORAÇÕES

Entre as flores vermelhas,

Molhadas com orvalho da ilusão,

Surge a inexorável certeza,

Surge o desejo cortante do espinho,

Os teus beijos molhando o caminho,

Como um rastro de luz e o coração.

O coração é um sino de cristal,

Retumbante, lento e apressado,

Te chamando numa voz sonora e ardente,

Na vontade de teus beijos tão molhados;

E a tua imagem reflete no espelho,

Dois corações batendo lado a lado.

 *J.L.BORGES
1986

DIPENDENZA

DIPENDENZA

Tu sei la mia medicina,

Questo farmaco che mi ispira;

Sono affascinato da questa noia,

Intorno dove guardo.

Dodici farmaci allucinogeni,

Una fantastica fantasia;

Le tue carezze mi provocano

Danno calore ed euforia.

Mi sento inzuppato nel tuo fascino

Sono naufrago nei tuoi occhi;

Tra le tue braccia mi perdo,

Nessun desiderio di svegliarsi.

Sono diventato dipendente dai tuoi baci,

Con la tua voce che mi ipnotizza;

Sono prigioniero delle tue braccia,

Dalla tua lingua che mi liscia.

Tu sei il dodici drogato,

Dove devo levitare

Questo male che mi domina,

Non voglio più guarire.

* J.L.BORGES
   1986

COMETA

COMETA

Vai rumo ao infinito,

Segue rumos que não sei,

Levando um olhar bonito,

E um beijo que nunca dei.

Leva um pouco de historia,

Saudades que já senti;

Deixa um pouco de sua gloria,

Sua face que nunca vi.

Com tempo e com muita idade,

Vai partindo este cometa;

Deixando a eternidade,

Numa voz que não comenta...

 *J.L.BORGES
1986

CAMINHADA

CAMINHADA

Eu sou uma pessoa,

Que quer caminhar contigo;

Nas tardes rubras de perfume,

Nas manhas carentes de sol.

Eu quero estar sempre a teu lado,

Sair por ai sem pensar no futuro;

Só vivendo contigo o presente,

Sem pressa de chegar.

Aconteça o que acontecer, não importa,

Estarei sempre caminhando contigo;

Só teus carinhos me interessam,

Na viagem a teu corpo.

  *J.L.BORGES
1986

A FONTE DA JUVENTUDE

A FONTE DA JUVENTUDE

Você é a razão do meu sucesso,
A razão de ser feliz é ter você;
Caminhado lado a lado no caminho,
Minha estrada iluminada por você.

Sua presença me conforta e me anima,
Sua voz é uma musica para mim;
O seu beijo envolvente me enfeitiça,
Me transporta a uma outra dimensão.

Eu só amo você e isto basta,
Você é o meu pão de cada dia;
O meu café da manhã que revigora,
Me transporta a um mundo novo com você.

No infinito dos seus olhos eu viajo,
E no céu da sua boca eu levito;
Eu me perco no universo do seu corpo,
E me encontro na fonte da juventude.

Uma fonte milenar e inesgotável,
Onde a sede não procuro saciar;
Somente para voltar diariamente,
E me afogar neste mundo que é tão nosso.

 *J.L.BORGES
1986

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

NO SILENCIO DA NOITE

NO SILENCIO DA NOITE

No silencio da noite,

Todas as luas são iguais;

Todas as ruas são escuras,

Todas as procuras são banais.

No silencio da noite,

As estrelas sussurram uma canção;

Que explodem dentro de meu peito,

Na boca desta multidão.

No silencio da noite,

A miragem de uma estrela me tonteia;

Cadente imagem de uma luz que vem do céu,

Seu sorriso, seu olhar que em mim passeia.

No silencio da noite,

Esta solidão é uma paz tamanha;

Uma montanha, um abismo, um labirinto,

A complexa ilusão me é tão estranha.

No silencio da noite,

Sinto a falta de seus beijos, seus carinhos;

Na solidão eterna desta noite,

O sono não vem, e eu caminho.

 *J.L.BORGES
1986

domingo, 24 de dezembro de 2017

ASSIM NASCEU O PARAISO

ASSIM NASCEU O PARAISO

Entre campos e entre lírios,

O sol ilumina o paraíso;

Na réstia dos trigais maduros,

A natureza ensaia um sorriso.

Tudo é paz, tudo é encanto,

E as nuvens são testemunhas;

Do amor universal,

Semeado dentro dos campos.

A suave relva espera,

Prelúdios vindos do céu;

Povoado de muitas cores,

Anúncios de primavera.

Entre campos e entre montes,

O rio leve serpenteia,

Como um ser milenar.

Entre vales e entre fontes,

Espia a lua cheia,

Vontade de se doar.

     *J.L.BORGES
1986

NUNCA MAIS

NUNCA MAIS

Nunca mais os teus lábios,

Nunca mais tua boca;

Nunca mais o teu corpo,

Nunca mais toda louca.

Nunca mais tua língua,

Nunca mais os teus beijos;

Nunca mais teus cabelos,

Nunca mais teus desejos.

Nunca mais teus segredos,

Nunca mais teus abraços;

Nunca mais tua voz,

Nunca mais os teus laços.

Nunca mais toda nua,

Nunca mais teu paraíso;

Nunca mais teu inferno,

Nunca mais teu sorriso

Nunca mais teus carinhos,

Nunca mais teu olhar;

Nunca mais tua presença,

Nunca mais te abraçar

Nunca mais, nunca mais,

Nunca mais te encontrarei;

Nunca mais vou sorrir,

Nunca mais amarei.

*J.L.BORGES
1986

FUGA NO SÉCULO XXII

FUGA NO SECULO XXII

Um jovem triste,

Na rua deserta;

Caminha trazendo,

Um futuro hesitante.

Trazendo na face,

Um falso sorriso;

Trazendo nos olhos,

Um falso brilhante.

Lá vem este jovem,

E não sabe o que quer;

Sem passado e sem gloria,

Vem chegando circundo.

Suas aspirações perderam-se,

Em um tempo distante;

Quando a vida era bela,

E o mundo era mundo.

Vem em lentas passadas,

Este jovem menino;

Deixando suas pegadas,

Rubras na calçada.

Trazendo na face,

Os louros do destino;

Esquecidos na historia,

Desta longa jornada.

  *J.L.BORGES
1986

HUMANIDADE

HUMANIDADE

A flor apareceu sob a geada,

Escassa de uma moderna primavera;

Nos gelados ventos alguém espera,

Uma pessoa que caminha embriagada.

Uma canção ecoa de repente,

Entre os paredões das montanhas;

Na garganta da pessoa estranha,

Existe um sino sonoro e ardente.

Tantos monstros povoam as cidades,

Perdidas no vale do passado;

Em galope segue a humanidade,

Segue em frente a um lugar ignorado.

A manhã continua devagar,

Dizendo que voltará um dia;

Noutro dia prateado irá chegar,

Trazendo sua nevoa nostalgia.

As janelas se fecham e se abrem,

No balanço musical que vem do vento;

Deixando no ranger alguns momentos,

Algumas gotas de orvalho que não seguem.

 *J.L.BORGES
1986

FEITIÇO DE PORTO ALEGRE

FEITIÇO DE PORTO ALEGRE

Porto Alegre me fascina,

Com sua igreja e quartel;

Sou amigo da rendeira,

Da velhinha do pastel.

Porto Alegre me intima,

Com meretrizes bonitas;

Com seu balé obsceno,

Com sua musica esquisita.

Porto Alegre me ilumina,

Um farol de duas luas;

Vejo pratas e estrelas,

No corpo da moça nua.

Porto Alegre me estima,

Com seu riso de criança;

Moleca rua da praia,

Trás na ginga uma esperança.

Porto Alegre me domina,

Feitiços e especiarias;

Vejo luzes, vejo vultos,

Lendas da cavalarias.

 *J.L.BORGES
1986

CORAÇÃO NAVEGADOR

CORAÇÃO NAVEGADOR

Lagoas dos Patos,

Arroio dos ratos;

Vontade de navegar,

No rio Camaquã,

Lago itapuã,

Saudade de lá voltar.

Mas na pouca idade,

Desta minha cidade,

Pra lá eu nunca voltei;

Feito um triste idiota,

Fui ai rio Pelotas,

Mas lá eu pouco encontrei.

No oceano Atlântico,

Como um rio atômico,

Molhei minhas tolas magoas;

No olhar da lua,

Num canto da rua,

Escassas de poças dágua.

Neste mar de areia,

Sem ter a sereia,

Sou um tridão aflito;

Meu olhos vermelhos,

Choram no espelho,

Saudade do rio bonito.

 *J.L.BORGES
1986

QUE BUENO ERA

QUÉ BUENO ERA

En mi infancia lo que era divertido,
Noches de lluvia, cielo estrellado;
El tiempo de viento tan raro,
La luna nueva en el infinito.

En mi infancia sabía no,
Si era invierno o era verano;
De noche fría, por la mañana helada,
El sol ardiente quemando la carretera.

Al final de la curva los bambúes,
Búho y sapo, mis animales;
Juego de escupida, piedras en el río,
Caballo y gato, gata en el celo.

En aquel tiempo la primavera,
Hacía flores por toda la tierra;
Y en el otoño tenía la mariquita,
Cuentos de hada, la carochinha.

Tenía una iglesia llena de luz,
Lleno de santo, fantasma y cruz;
Y mi escuela del bê la bá,
Quanta nostalgia que me da.

Mi infancia no vuelve más,
Se partió volando, me quedé atrás;
Sólo quedaba vientos de primavera,
Aquel tiempo, que bueno que era.

* J.L.BORGES
Gravataí.1986

QUE BOM QUE ERA...


QUÊ BOM QUE ERA

Na minha infância oquê era engraçado,
Noites de chuva, céu estrelado;
Tempo de vento tão esquisito,
A lua nova no infinito.

Na minha infância sabia não,
Se era inverno ou era verão;
De noite frio, de manhã geada,
O sol ardente queimando a estrada.

No fim da curva os bambuzais,
Coruja e sapo, meus animais;
Jogo de cuspe, pedras no rio,
Cavalo e gato, gata no cio.

Naquele tempo a primavera,
Fazia flores por toda a terra;
E no outono tinha a joaninha,
Contos de fada, a carochinha.

Tinha uma igreja cheia de luz,
Cheio de santo, fantasma e cruz;
E a minha escola do bê a bá,
Quanta saudade que ela me dá.

A minha infância não volta mais,
Partiu voando, fiquei pra trás;
Só restou ventos de primavera,
Aquele tempo, que bom que era.

*J.L.BORGES
Gravatai.1986