Mostrando postagens com marcador Guaiba 1999. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guaiba 1999. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

PRESENTES QUE LA VIDA OFRECE

PRESENTES QUE LA VIDA OFRECE

El futuro es desconocido,
El desconocido es incierto;
El incierto es el imponderable,
Y esto es lo que lo hace plausible.

El mañana no debe ser desvelado,
Debemos pacientemente esperar su llegada;
Al igual que la luz del sol entra en nosotros,
Hace su morada y se transforma en el presente.

Y todo aquello que para nosotros era desconocido,
Inverso e imponderable, se transforma en realidad;
Algo palpable y ponderable que la vida,
Nos ofrece sin nada cobrar.

                                         
* J.L.BORGES

sábado, 14 de abril de 2018

EL TREN

EL TREN

Rosas blancas en el adiós,

Lagrimas en la despedida;

En el lecho reposa la vida,

Luces que piden paso.

En la curva viene el tren,

Vaya a otro lugar;

Vidas que quieren otras vidas,

Sin tener tiempo para volver.

Veo el rocío en tus ojos,

Suspiros en los labios tuyos;

Una vez más otro viaje,

Otra vez un triste adiós.

El viejo tren va partiendo,

A lo lejos se oye el silbato ...

Parece largo el viaje,

Pero es necesario el paso de vuelta.

* J.L.BORGES

sábado, 17 de fevereiro de 2018

ANJOS

ANJOS

Onde o sol dourado,

Repousa entre as nuvens;

Está o mensageiro,

Anunciando anjos.

Na paz do céu azul,

Estrelas nos contemplam;

Até parecem arcanjos,

Semeando a paz de Deus.


Nas noites de verões,

Nós vemos querubins;

Sementes das estrelas,

A brilharem nos bosques

A onde fadas azuis,

Nos mostram uma estrada,

De sonhos e promessas,

Com anjos a nos guiar.

*J.L.BORGES

TEIMOSO

TEIMOSO

Amar é sofrer muitas vezes,

Romper este amor,

É sofrer muito mais

Andar a procura do amor,

E sofrer outro tanto.

Ser um homem sozinho,

E viver infeliz,

E, na busca da felicidade,

O homem sozinho,

Procura outro amor, e volta a sofrer.

Na condição de tentar ser feliz,

Ao encontrar outro amor,

Este homem teimoso,

Passa a sofrer novamente,

E a chorar outra vez.

*J.L.BORGES

SÓ

SÓ

Naquele canto da praça,

Uma triste pessoa chora;

A saudade lhe devora,

A saudade faz trapaças.

Naquele banco da praça,

Alguém está esquecida;

Tão sozinha, tão perdida,

Ela, a dor e a triste graça.

Mais alem a multidão,

Num mutirão de alegrias;

Da mulher e a ilusão,

A multidão vai embora.

 *J.L.BORGES

SOLIDÃO E SAUDADE

SOLIDÃO E SAUDADE

A solidão somos nós,

Solidão palavra chave;

Companheira da saudade,

Saudade dos meus avós.

Saudade ontem criança,

Hoje apenas solidão;

Amor, dor e ilusão,

Solidão sem esperança.

Onde o que resta é lembrança,

Uma musica, uma triste voz;

A solidão somos nós,

Saudade de ser criança.

Correndo com o futuro,

Sem ter medo do passado;

Solidão, barco encantado,

Singrando em meu mar escuro.

 *J.L.BORGES

SEM VOLTA

SEM VOLTA

A vida passa,

O tempo passa;

Vai o inverno,

A primavera,

Sai o verão;

Resta o outono,

De olhar triste;

A solidão.

Lá na janela,

Bate a saudade,

Da vida bela,

Que vai embora.

A alma implora,

Talvez um riso,

Talvez um beijo,

De despedida.

Sobram as cinzas,

No fim da tarde,

Onde a vontade,

É aqui ficar;

Mas o desejo,

É apenas sonho,

E a vida passa,

Sem retornar.

 *J.L.BORGES

RECOMPENSA

RECOMPENSA

Vamos vencer e veremos,

Casa, comida e crianças;

Cozinha, cama e carinhos,

Sonho, sozinho e lembranças.

Afagos, beijos e bofetadas,

Luar clareando as estradas;

Estrelas, bandeiras e ilusões,

Caldeiras ferventes e paixões.

Num riso desenfreado,

Amores desesperados;

À sombra deste futuro,

Que fotografa o escuro.

Isto é apenas começo,

Inicio de um mero fim;

Onde p amor não tem preço,

Onde o que vale é o sim.

Vamos vencer e veremos,

Onde o primeiro é melhor;

Na busca de um grande nada,

Onde o viver é pior.

*J.L.BORGES

COMPANHEIRO DA TRISTEZA

COMPANHEIRO DA TRISTEZA

Sou tão triste que tenho pena,

Da felicidade que tenta entrar em mim;

Tenho saudade das coisas que mal lembro,

E isto me deixa triste

A musica que toca longe,

O pássaro que voa ao alto;

O vento que beija a fresta

Da janela lá do lado.

Vontade de estar sozinho,

Eu e meus pensamentos;

Pensando nos bons momentos,

Eu, ela e a felicidade.

Hoje triste ando bebendo,

Doses de mil amarguras;

Ouço vozes, ouço lamentos,

Melodias do passado

Assim sigo este caminho,

Sendo triste, pois sou triste;

A tristeza me acompanha,

Ela e a solidão.

*J.L.BORGES


BOA NOITE QUATORZE ANOS

BOA NOITE QUATORZE ANOS

Adeus infância inocente,

Da criança a colher flores;

Num jardim de lindas cores,

Onde o basta é o presente.

Adeus flores dos pomares,

Do pássaro da esperança

Olhar da linda criança;

Sonhando em mil luares,

Criança dos sonhos meus,

Dou-te adeus na boa noite;

Sem teus beijos e açoites,

Sem esquecer os risos teus.

 *J.L.BORGES

                                                

A VIDA

A VIDA

A vida é tão curta,

Que mal vale a pena sonhar,

A vida é tão curta,

Que o próprio prazer da vida,

Esvaísse no ar.

A vida é tão curta,

É tão frágil esta vida,

Que até a porta, outrora aberta,

Hoje fechada é porta deserta,

Esquecida e mais nada.

A vida é tão curta,

Que até os sonhos antes risonhos,

São apenas bolhas no ar,

Que o tolo poeta,

Na sua inocência tenta rimar.

A vida é tão curta,

Que até os lamentos nem dá pra explicar,

A vida é chuva, a vida é vento,

Apenas momento,

É poeira no ar.

 *J.L.BORGES

UM VAGABUNDO TOCANDO EM SURDINA

UM VAGABUNDO TOCANDO EM SURDINA

Doce vida, vida boa,

Vida que me faz sonhar;

Eu delirando e rindo a toa,

Com vontade de estrapolar.

Lá no alto as andorinhas,

Me bombardeiam, que josta!

Eu homem nu e bem quietinho,

Do jeito que o diabo gosta.

Isso sim é ter sossego,

Atrás das moitas, espiando;

Sem tremer e sem ter medo,

Destes mosquitos voando.

Depois saio estrada a fora,

Vadiando e sem ter pressa;

Pra outro lugar vou embora,

Lá onde a vida começa.

*J.L.BORGES

SABEDORIA

SABEDORIA

Uma luz tão pequena a luzir no escuro,

Que o frágil futuro até vale a pena;

E o sonho acende as mil maravilhas,

Que a alma compreende e as vezes nós dá.

*J.L.BORGES

PALOMAS NO MEU CÉU DE INVERNO

PALOMAS NO MEU CÉU DE INVERNO

Lá vai uma pombinha,

Branquinha da paz;

Levando a incerteza,

Que não satisfaz.

A pombinha prossegue,

Sem ver o futuro;

Quer a persegue,

Alem do escuro.

A pombinha da paz,

Leve e inquieta;

Olhando o presente,

Na porta entreaberta.

Ao longe o ruído,

Daquilo que cala;

Na voz juvenil,

De quem nunca fala.

Pombinhas voando,

No céu de inverno;

Levando a certeza,

Que é certo o eterno.

*J.L.BORGES

OLHOS DE SONHOS

OLHOS DE SONHOS

Olhos complexos,

Onde o plausível;

É o inverso,

Do impossível.

Onde o infinito,

Semeia sonhos;

De tempo eterno,

E solidão

Na imensidão,

Da noite em flor;

Talvez nem sabe,

Que sonha amor

Mirando luas,

Nas madrugadas;

Da vida nua,

Desenfreada.

Chega a manhã,

Os olhos dela;

O vento beija,

Lá na janela.

 *J.L.BORGES

O PROFETA

O PROFETA

Nem tudo que é belo é bom,

Nem tudo que é feio é ruim;

Talvez o mistério dom,

Da vida é o eterno fim.

Nem só o amor constrói,

Nem só a guerra destrói;

As vezes a paz que é precisa,

Esconde este paraíso.

Porem a vida consegue,

No retoque de uma pintura;

Magias de um mundo alegre,

Na tela fosca da ternura.

O antigo se completa,

Com o moderno e a criança;

Luz leve desta esperança,

Na dor deste teu profeta.

 *J.L.BORGES