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sábado, 30 de março de 2019

NOSSA CAVERNA INTERIOR

 
    NOSSA CAVERNA VIRTUAL

    

    Não devemos transformar as redes sociais, (ferramentas essas excenciais no nosso século), em nossa caverna virtual, porque presos nela nada agregamos, apenas imaginamos como deve ser o mundo lá fora,(a realidade concreta)

    Estas redes sociais; internet; etc, sendo usada em exageiro acaba tornando-nos prisioneiros de nós mesmos, presos em nossas cavernas interiores, e assim como no “Mito da caverna” de Platão; acabamos vendo o mundo exterior a nosso redor  virtualizado.

    Sendo assim, fatalmente transformamos nossas amizades, nossos amores e até nossas desavenças concretas em amizades virtuais, amores virtuais, e desavenças virtuais, emfim; nossos sentimentos ficam totalmente virtualizados.

    Não devemos transformar as redes sociais em prioridade plena, porque esta nossa atitude pode transforma-la em uma faca de dois gumes; é perigoso e pode ser ireversivel.

    Devemos sim como nos primórdios da civilização libertar-mos desta caverna moderna, que é obscura, fria e sem aconchego realmente humano, caverna esta que atrasa nosso evolução social, cultural e espiritual.

    Escravos das redes sociais não, senhor sim.

    *J.L.BORGES

O ANIVERSARIO DA ONÇA

         
              “O ANIVERSÁRIO DA ONÇA”

    A onça para comemorar seu aniversário, resolve fazer uma festa na floresta e convida alguns animais.

    A galinhola deu o melhor de seus ovos;

    A cabra deu o melhor de seu leite;

    A abelha, o melhor de seu mel;

    E a cobra, o melhor de seu veneno.

    “Moral da história”

    Na vida, cada um dá o que tem de melhor

                      *J.L.BORGES

quinta-feira, 28 de março de 2019

CANÇÃO DA MENINA TRISTE


CANÇÃO DA MENINA TRISTE

Uma paisagem com um só coqueiro...

E o companheiro?

Será que ainda existe?

Uma paisagem com um só coqueiro...

Uma igrejinha com uma torre só;

Sem companheira… que dó!

Um só pássaro a cantar,

E ela presa em sua alma triste

Sozinha sem poder sonhar...

Uma paisagem com um só coqueiro...

O vulto da menina meu amor;

E eu partindo sem olhar pra trás.

                                   
*J.L.BORGES

SOLITÁRIOS


“SOLITÁRIOS”

Jogarei minha rede no mar da conciencia,

Daqueles infelizes solitários,

Que sofrem a falta de amor;

Quem sabe capture mansamente,

Uma sereia encantada,

Ou talves uma bela flor.

Talves eu colha brilhantes,

No mar secreto desses solitários,

E os consiga lapidar;

Depois os levarei placidamente,

E os depositarei nos bobs instantes,

Bom momentos daqueles que querem amar.

*J.L.BORGES

DEVERIA DAR-TE FLORES


“DEVERIA DAR-TE FLORES”

Deveria dar-te flores,

Todas com os beijos meus…

E banhadas com perfumes,

De sonhos...amores...ciúmes;

Cartas, bilhetes e rascunhos,

Onde falo que sou seu.

Mas flores não posso dar-te,

Dar-te-ei os meus poemas…

Meus versos de amor e ternura,

Nesta ansia de adorar-te;

Sei amor que vale a pena,

Não é utópica loucura.

Dar-te-ei um coraçáo,

Apaixonado...pulsante…

Quem sabe contar-te-ei histórias,

De belos amores... memórias;

Que se perderam no vento,

Do tempo...e hoje voltaram.

*J.L.BORGES

ESCRAVOS


“ESCRAVOS”

O fruto de teu suor,

Que é o teu trabalho,

Eles te roubam no fim da jornada;

Quer no risco da pena,

Quer no fio da espada.

E a  recompensa que tanto almejastes,

Se torna emola, mais nada.

O alimento que dás a teus filhos,

No decorrer de tua lida cansada,

Tu repartes com eles,

Quer no risco da pena,

Quer no fio da espada.

E a recompensa que tanto sonhastes,

Apenas migalhas, e mais nada..

*J.L.BORGES

MINHA DOCE PRESSÃO


“MINHA DOCE PRESSÃO”

Quando estou com você tenho sístole,

Quando estou longe tenho diástole;

O que faço meu amor,

Para controlar esta pressão?

Quando estou a seu lado sou vulcão,

Expelindo lava ardente, sempre;

Quando estou na distância de você,

Sou iceberg em um oceano sem amor.

*J.L.BORGES

CORPO E MENTE


“CORPO E MENTE”

O meu corpo

A você tambem pertence,

Mulher que me fascina;

Mas minha mente,

Só a mim pertence;

Ninguem domina.

*J.L.BORGES

quarta-feira, 27 de março de 2019

EXÍLIO A CAMAQUÃ


EXÍLIO A CAMAQUÃ

Estou longe de você,

Camaquã, cidade amada;

Mas em sonhos eu  vejo,

A minha rua estrelada.

Ai passei toda a infância,

Meus sonhos e madrigais;

Gostava dos arvoredos,

Onde tinha laranjais.

Meu colégio, a escolinha,

Que tanto me ensinou;

Meu amor, a deusa minha,

Que um dia por mim chorou.

A igreja da matriz,

A minha linda capelinha;

A professora bondosa,

A doce fada madrinha.

O lindo rio Camaquã,

O suave arroio Duro;

Quero voltar pra minha terra,

Por mim, por você, te  juro.

Tudo que tenho na vida,

Está ai em Camaquã;

Meu passado, meu presente,

E meu incerto amanhã.

Um dia eu irei voltar,

Eu tenho plena certeza;

Aqui sei que não é vida,

É solidão, mágoa e tristeza.

Em Camaquã  tive amor,

Amava o sol, o luar;

Me deitava na varanda,

Onde podia sonhar.

Bela terra cativante,

Meu paraíso, meu lar;

Quando estou em Camaquã,

Ilumina o meu olhar.

Sonho tanto com o dia,

Aos braços dela voltar.

Quero rever meus amigos

E a felicidade  saudar.

Esta canção da tristeza,

Tambem me alegra, eu sei;

Não consigo esquecer,

A terra em que me criei.

                                *J.L.BORGES







SEM CENSURA


                              
 “SEM CENSURA”

Ser teu amigo com intensidade,

Despido de pudor e de censura;

Não é ultraje, não é pecado,

Não é loucura.

É felicidade plena,

É subir aos céus;

Por um breve instante,

Com os pés na terra.

É viver uma vida,

Uma vida inteira;

E sem medo do pecado,

A torna-la eterna.

É ser companheiro,

Na serena amizade;

Onde este vulcão,

Acende a eternidade.

Fazendo esta amizade,

Trasmutar-se em amor,

Livre de censura,

Solidão ou dor.

Ao te conhecer sei que descobri,

Que ainda  existe, a felicidade;

Nós dois nos acolhemos,

Nesta cumplicidade.

Sendo assim te falo,

Que vale tanto apena;

Estar aqui contigo,

Vivendo esta vida plena.

*J.L.BORGES

OS COMETAS

OS COMETAS

Os cometas serão anjos viajantes,

Navegando neste mar universal?

Os cometas serão luzes celestiais,

Presentes que um bom deus nos ofertou?

Ou serão cristais de gelo apenas,

Tola obra de um deus que se enganou?

Se eu pudesse viajaria inocentemente,

Numa cauda de cometa,

Etéra luz celestial,

Ou serão cristais de gelo apenas,

Estes anjos viajantes,

Que navegam neste mar universal?

*J.L.BORGES

NOSSO VIVER ESTRELAR


“NOSSO VIVER ESTRELAR”

Nada é eterno, nada…

As estrelas tambem morrem;

E na sua titânica pequenes,

São como frágeis bolhas,

De sabão neste universo.

Fico aqui me perguntado,

Onde estou, onde iremos,

No transcorrer do tempo,

No decorrer da vida,

No envolver do espaço?

Pergunto a mim, quem sabe a Deus:

Seremos pó das estrelas,

Oriundo de um berçário estrelar,

Ou apenas seremos fragmentos,

De ilusões, e nada mais?

Quem sabe sejamos ténues folhas,

Soltas nos ventos estrelares;

Pequenas moléculas neste sonho cósmico;

Esperando o momento certo,

De eclodir no infinito?

*J.L.BORGES

JESUS


“JESUS”

O sol de mim se escondeu,

A noite escura me envolve;

Mas você, meu bom Jesus,

A  luz da paz me devolve.

O seu brilho me fascina,

Sua luz dá emoção;

Quero ter você agora,

Dentro de meu coração.

Você é o meu amparo,

Nas noites em que estou triste;

Eu me alegro com a certeza,

Que Jesus em mim existe.

*J.L.BORGES

O PESCADOR


“O PESCADOR”

Eu mudei ao encontrar  Cristo,

Agora sou pescador desses homens,

Estes homens que estão longe de Cristo.

Eu lançava minhas redes nas aguas,

Hoje lanço minhas redes na terra;

E procuro aniquilar a semente do joio,

Que transforma o homem em fera.

Esta fera que é o vil egoismo,

O poder que alimenta o cinismo;

Nesta ansia do louco vencer.

Jogo a rede no mar da conciencia,

Daqueles que estão longe do amor;

Acredito na benevolencia,

De Jesus, o meu bom pescador.

Eu mudei, não renego seu nome,

Jesus é meu Messias e Senhor…

*J.L.BORGES

MURMÚRIOS DA NOITE

MURMÚRIOS DA NOITE

Eu ouço murmúrios da noite lá fora,

São vozes confusa, mal dá para ouvir;

O dia chegou, depois foi embora,

Deixou a ilusão, quietinha a dormir.

Serão os murmúrios, demônios da noite,

Ou anjos peraltas? Não sei definir,

Estrelas mundanas em difusos açoites,

São magoas profusas, do céu a cair.

*J.L.BORGES

terça-feira, 26 de março de 2019

O RELÓGIO E O TEMPO

“O RELÓGIO E O TEMPO”

Tu é senhor dos segundos,

E horas de pensamentos;

Teu tic tac moroso,

Não aplaca a voz do tempo.

Tu és o senhor das horas,

Jamais senhor dos momentos;

És cria do louco homem,

Os deuses criaram o tempo.

Teu reino são catedrais,

Palácios e metódicos templos,

Marcando querras e paz.

Teu pêndulo é implacável,

Badala seu nunca mais,

Jamais a volta do tempo.

*J.L.BORGES

O RELÓGIO

“O RELÓGIO”

O relógio engole as horas,

Devora o tempo;

Os momentos vão embora,

Com o vento...

O relógio não dá tréguas, é implacável,

Torna a eternidade pequena;

Fera insana e insaciável,

Nem dos segundos tem pena.

Solitário viajante,

Este monstro de metal;

A sorver os nossos instantes,

Deus fatal...

Não respeita o criador,

Qual cruel criatura;

Seu tic-tac de dor,

Dá alegria e loucura.

*J.L.BORGES