sábado, 18 de abril de 2026

UM SONHO SURREAL


UM SONHO SURREAL  

Saí de Guaíba num dia qualquer, talvez em um domingo com cara de sábado.
Cheguei a Porto Alegre como se fosse pela primeira vez e larguei displicente o meu carro em uma rua qualquer.  
Entrei num grande prédio, tipo um centro comercial,estação rodoviária, estação de trem, tudo junto misturado.
Tinha restaurante a beira das escadas, jovens mulheres vendendo sonhos, crianças vendendo esperança e alguns velhos senhores vendendo experiencia, tinha elevadores panorâmicos mostrando janelas flutuando junto as nuves cor de papel, estes elevadores subiam e desciam num vai e vem frenético, a minha frente vi corredores que não tinham fim. 
Tinha de tudo, do imaginável ao inimaginável.
Na hora de voltar pra casa, me perdi, o prédio virou rotatória, rodava, rodava, e eu não achava a saída. 
Das janelas transparentes olhei para a rua, meu tinha carro sumido,cr assim fiquei preso naquele estranho prédio vendo ônibus, trens e carros passarem lá fora, correndo bolidamente por todas as direções indo a todos os lugares.
Falei com algumas pessoas. “Quem é você?”, perguntaram. Tive que assinar o nome pra provar que eu era eu.
Então o céu abriu. 
Nuvens brancas viraram um dragão espacial talvez e dele sauram uns seres estranhos e começaram a separar as crianças dos idosos “Experiência para cá, inocência para lá “ diziam aqueles seres estranhos,
Uns fugiram a 100 por hora, tentei fugir também, não consegui, meus passos tornaram-se passos de chumbo.
Me levaram pra uma escada caracol muito estreita, que subia sem fim, tentei escapulir. 
“Sobe andando ou sobe pendurado nestes ganchos”, disseram, que sensação horrível e impotente.  
Tentei levar minha mala, eles ão deixaram.  
Comecei a subir sem a minha bagagem.
O que tinha lá em cima eu não sei,porque acordei deste sonho surreal

*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/04




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