Nos finais das madrugadas
Quando o sono vai embora;
E nestas horas que converso,
Com o meu velho travesseiro.
Travesseiro ! Travesseiro !
Meu conselheiro de fato;
A ele revelo os fatos
Da minha vida passageira.
Bom conselheiro que me ouve
Sem resmungos, sem suspiros;
Falo a ele meus delirios,
Sonhos não realizados.
A madrugada se vai,
E vem o sol da manhã;
Esqueço o meu travesseiro,
E pego a realidade pela mão.
J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba 2026/04
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