REDES DE LEMBRANÇAS
Cada vez que eu fujo,
Destas redes de lembranças,
Eu volto ao mesmo lugar,
Naquele eu tresloucado da criança,
Que queria intensamente voar.
Voar ao rumo de um sem fim,
Onde o começo sem ter preço,
Sempre era uma promessa;
Aquela vontade de sonhar,
Eternidade que jamais cessa.
A meu Deus! quizera eu fosse,
Apenas senhor de mim
Quem sabe ai eu até me encontraria,
Na calmaria tremulante
Do meu eu sem fim.
*J.L.Borges.do Brasil ®
Guaiba…12/2025
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