Era verão, a cigarra muito da folgada, passava os dias, enquanto a formiga trabalhava.
O verão partiu depressa, e depois do curto outono, com a cigarra ainda cantando, veio o longo e duro inverno.
A cigarra com fome e frio pediu abrigo a formiga, que se fez de desentendida e ficou em seu abrigo abarrotado de alimento, descansava ela enquanto o inverno passava.
A cigarra que só cantava, acabou morrendo de frio e de fome.
O inverno partiu, veio a primavera e logo um novo verão; e eis que surge uma nova cigarra, afinando seu violão.
A formiga depois de um longo inverno volta a trabalhar enquanto a cigarra canta
Esse elo não quebra nunca.
*J.L.Borges do Brasil
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