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quarta-feira, 18 de julho de 2018

RETRATOS

RETRATOS

Sou o homem da manchete de jornal,

Que entregou o próprio irmão;

Sou delator,

O traidor, pois sou ator,

Faço parte de um complô especial.

Sou eu o homem da crônica policial,

O estuprador que na insônia,

Seviciou a jovem bela,

Sou eu o anjo negro, a fera,

Faço parte de um mundo tão normal.

Sou eu o vagabundo, eu sou atoa,

Sou eu o pedinte a implorar amor e pão,

O indiferente a caminhar sem ter um rumo,

Sou eu as tuas mentiras, tuas verdades,

Sou eu cacos de paz na explosão.

Sou eu a fome que está em cima de tua mesa,

Sou eu a solidão do jovem, o vicio, a droga,

O álcool incandescente em que você se afoga;

Sou eu tua doença, teu remédio, tudo enfim,

Sou aquele que não gosta mais de mim.

                                             
   *J.L.BORGES

terça-feira, 17 de julho de 2018

ANTI-MATÉRIA

ANTI-MATÉRIA

Eu sou aquele que fica,

Quando o teto em implosão,

Se retrai como uma pulga,

Esmagada a contra mão.

Sou um farol que tomba,

No meio da tempestade;

Polar de um novo tempo,

Sou este tédio que arde.

Sou ais na sociedade,

Sou motim numa prisão;

Espacial sem futuro,

Nos confins do meu plutão.

Eu sou aquele que fica,

Depois da terceira guerra;

Sou a fera acuada,

Sugando o sangue da terra.

Eu sou a fome do fraco,

Sou a voz do delator;

Sou o negro que sucumbi,

Pela saga do opressor.

Sou no infinito esta poeira,

Atômica dentro de mim;

Sou um conjunto vazio,

Talvez, inicio do fim.

*J.L.BORGES

AINDA RESTA UMA ESPERANÇA

AINDA RESTA UMA ESPERANÇA

O povo cansado de braços cruzados,

Caminha excitante a lugar nenhum;

Um rosto suado e sorriso apagado,

Uma vida que leva a lugar algum.

São passos de chumbo arrastando no chão,

Uma vida apagada quase sem esperança;

Levando na luz da memória o pão,

Migalhas de paz é o que vem na lembrança.

O povo cansado tropeça na estrada,

E quase sem forças, já prestes a cair;

Relembra o passado de uma gloria atrasada,

Relembra e levanta pra não sucumbir.

Na luz da manhã apagam-se os sonhos,

De uma noite povoada de vis pesadelos;

Sorriso no rosto, forçado e tristonho,

Mau hálito na boca, e os olhos vermelhos.

Retornam então em sua longa jornada,

Levando o passado e buscando o futuro;

Uma paz que talvez possa ser alcançada,

Uma luz a brilhar e a rasgar este escuro.

*J.L.BORGES

domingo, 8 de julho de 2018

AINDA RESTA UMA ESPERANÇA

AINDA RESTA UMA ESPERANÇA

O povo cansado de braços cruzados,

Caminha excitante a lugar nenhum;

Um rosto suado e sorriso apagado,

Uma vida que leva a lugar algum.

São passos de chumbo arrastando no chão,

Uma vida apagada quase sem esperança;

Levando na luz da memória o pão,

Migalhas de paz é o que vem na lembrança.

O povo cansado tropeça na estrada,

E quase sem forças, já prestes a cair;

Relembra p passado de uma gloria atrasada,

Relembra e levanta pra não sucumbir.

Na luz da manhã apagam-se os sonhos,

De uma noite povoada de vis pesadelos;

Sorriso no rosto, forçado e tristonho,

Mau hálito na boca, e os olhos vermelhos.

Retornam então em sua longa jornada,

Levando o passado e buscando o futuro;

Uma paz que talvez possa ser alcançada,

Uma luz a brilhar e a rasgar este escuro.

 *J.L.BORGES

quinta-feira, 5 de julho de 2018

A CHAVE DO TAMANHO

A CHAVE DO TAMANHO

Fui fazer um disco voador,

Disseram-me que para voar,

Tinha que ter motor,

Direção e asas.

Azar do soldado ateu,

Que levou um tiro pela retaguarda;

O guarda apitou,

E o casal de namorados se desabraçou.

Sou meio daqui,

Sou de lá talvez;

Bem perto dali, alem de Bagdá;

E a chuva cai vez por outra fina,

Uma garoa, um vento, uma cerração,

São vocês que tocam o meu coração,

Dando esta vontade,

De achar que o mundo,

É uma grande cidade;

E que o homem traz,

A necessidade nesta multidão,

De ficar em paz.

Na minha bagagem meio universal,

Tem uma chave estrela,

Que faz tudo enfim,

Vou gravar um disco,

Voador pra mim.

 *J.L.BORGES

sexta-feira, 1 de junho de 2018

ETERNIDADE

ETERNIDADE

Mesmo que plutão faça mil voltas

No sol, meu nome ainda será lembrado

Por você, pois sou a luz do infinito.

Todas as coisas que faço,

São dedicadas unicamente a você,

E feitos em sua homenagem.

Esta chuva que cai derepente,

Este silencio que retumba na noite;

Este sol que acende a vida,

Este vácuo profundo que acalma a alma;

O sorriso da criança inocente,

Esta paz tão imensa e serena,

Isto tudo é em homenagem a você.

Onde você se encontra eu me encontro a seu lado,

Sou companheiro teu de todo o momento.

Olhe para o alto e verá minha imagem,

Pois eu sou o amor infinito;

Toda a paz passeando em você.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Mesmo que plutão de mil voltas no sol,

Meu nome ainda será lembrado...

  *J.L.BORGES

segunda-feira, 21 de maio de 2018

ETERNIDADE

ETERNIDADE

Mesmo que plutão faça mil voltas

No sol, meu nome ainda será lembrado

Por você, pois sou a luz do infinito.

Todas as coisas que faço,

São dedicadas unicamente a você,

E feitos em sua homenagem.

Esta chuva que cai derepente,

Este silencio que retumba na noite;

Este sol que acende a vida,

Este vácuo profundo que acalma a alma;

O sorriso da criança inocente,

Esta paz tão imensa e serena,

Isto tudo é em homenagem a você.

Onde você se encontra eu me encontro a seu lado,

Sou companheiro teu de todo o momento.

Olhe para o alto e verá minha imagem,

Pois eu sou o amor infinito;

Toda a paz passeando em você.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Mesmo que plutão de mil voltas no sol,

Meu nome ainda será lembrado...

*J.L.BORGES

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A CASA DAS QUATRO LUAS EM CAMAQUÃ

A CASA DAS QUATRO LUAS EM CAMAQUÃ.

             Eu ainda lembro da casa da minha infância, uma grande casa amarela, sem forro e de chão batido, com seu telhado de zinco, todas as noites no meu quarto eu aspirava pelos buracos das telhas de zinco o cheiro indecifrável da noite.

             Na sala da minha casa, a casa da minha infância, tinha um grande quadro verde que pertencia a minha avó, este quadro me mostrava os fragrantes de uma batalha ocorrida em 1923, lá pelas bandas de Camaquã, no sul, na frente do batalhão estava meu avô, montado em um grande cavalo niger, com seu mosquetão mosqueado, impaciente em seu ombro, e, sua espada de prata pendurada a cintura.

             Ainda lembro as janelas da casa da minha infância, que nas tardes de novembro batiam azuis na parede, eram janelas de estilo vitoriano, muito antigas para a época, madeira de louro verde com quase duas polegadas, e um arco milímetro em forma de lua nova, formando noventa graus.

             Nos fundos da minha casa, tinha muitos bambuzais, onde eu passava as minhas tardes, eram de um verde total, contrastando com o céu pincelado de azul, pareciam pernas sinuosas e enormes de monstros imaginários, e lá no fundo do quintal deslizava silencioso igual serpente, um riacho vulnerável, fronteira imaginaria de meus sonhos.

             Na minha mente ainda vejo a casa imensa e orgulhosa em meio das verdes e altas gramas que ondulavam como um mar insano a rugir ventanias e aquela estrada careca que se perdia lentamente...

             Ainda ontem passei por lá. E vi uma montanha de concreto quase furando o céu cinzento, e cuspindo fuligem para o incrédulo sol amarelo que tentou esconder-se atrás de uma nuvem chorosa.

                                                                                 *J.L.BORGES

                                                                                                    

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

PRIMEIRA DIMENSÃO

PRIMEIRA DIMENSÃO

A complexa eternidade é tão estranha,

A imensidão imparcial do infinito;

A pureza da criança é a paz tamanha,

O brilho de um olhar calmo e bonito.

No tocante da beleza existe a luz,

Das estrelas a brilhar no firmamento;

A saudade é uma dádiva que seduz,

Nos transporta no pais do pensamento.

Todo o dia trás um novo começar,

Um novo motivo para viver;

Caminhando na estrada do saber,

Aprendendo a sorrir e a amar.

A historia sempre tem um bom motivo,

Para ser lida ou ser contada por alguém;

Que tenha na vida o bom sentido,

De perdoar, de amar e querer bem.

O coração é tão simples e complexo,

Imparcial no infinito desta vida;

Cultivado com pureza e com nexo,

Flori mais e mais esta avenida.

Plena avenida do prazer e da consciência,

Ser consciente e ser feliz sem magoar;

Sem manchar esta luz, esta inocência,

A pureza de levitar e de sonhar.

                                          *J.L.BORGES


A CASA DAS QUATRO LUAS EM CAMAQUÃ

A CASA DAS QUATRO LUAS EM CAMAQUÃ.

             Eu ainda lembro da casa da minha infância, uma grande casa amarela, sem forro e de chão batido, com seu telhado de zinco, todas as noites no meu quarto eu aspirava pelos buracos das telhas de zinco o cheiro indecifrável da noite.
             Na sala da minha casa, a casa da minha infância, tinha um grande quadro verde que pertencia a minha avó, este quadro me mostrava os fragrantes de uma batalha ocorrida em 1923, lá pelas bandas de Camaquã, no sul, na frente do batalhão estava meu avô, montado em um grande cavalo niger, com seu mosquetão mosqueado, impaciente em seu ombro, e, sua espada de prata pendurada a cintura.
             Ainda lembro as janelas da casa da minha infância, que nas tardes de novembro batiam azuis na parede, eram janelas de estilo vitoriano, muito antigas para a época, madeira de louro verde com quase duas polegadas, e um arco milímetro em forma de lua nova, formando noventa graus.
             Nos fundos da minha casa, tinha muitos bambuzais, onde eu passava as minhas tardes, eram de um verde total, contrastando com o céu pincelado de azul, pareciam pernas sinuosas e enormes de monstros imaginários, e lá no fundo do quintal deslizava silencioso igual serpente, um riacho vulnerável, fronteira imaginaria de meus sonhos.
             Na minha mente ainda vejo a casa imensa e orgulhosa em meio das verdes e altas gramas que ondulavam como um mar insano a rugir ventanias e aquela estrada careca que se perdia lentamente...
             Ainda ontem passei por lá. E vi uma montanha de concreto quase furando o céu cinzento, e cuspindo fuligem para o incrédulo sol amarelo que tentou esconder-se atrás de uma nuvem chorosa.

                                                                  *J.L.BORGES

                                                                                                    

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

LA LLAVE DEL TAMAÑO

LA LLAVE DEL TAMAÑO

En este caso,

Me dijeron que para volar,

En este caso,

Dirección y alas.

Azar del soldado ateo,

Que llevó un tiro por la retaguardia;

El guardia apito,

Y la pareja de novios se desabrochó.

Soy medio de aquí, Soy de allí tal vez;

Muy cerca de allí, además de Bagdad;

Y la lluvia cae otra vez por otra fina,

Una garona, un viento, una cerradura,

Son ustedes que tocan mi corazón,

Al dar esta voluntad,

De creer que el mundo,

Es una gran ciudad;

Y que el hombre trae,

La necesidad en esta multitud,

De estar en paz.

En mi equipaje medio universal,

Tiene una llave estrella,

Que lo hace todo en fin,

Voy a grabar un disco,

Volador para mí.

* J.L.BORGES
1987

LA CHIAVE DELLA TAGLIA

LA CHIAVE DELLA TAGLIA

Sono andato a fare un disco volante,

Mi hanno detto che per volare,

Doveva avere un motore,

Direzione e ali.

Ateo Soldato's Azar,

Chi è stato colpito da dietro;

La guardia fischiò,

E la coppia di fidanzati si è divisa.

Vengo da qui, forse vengo da lì;

Proprio lì, oltre Baghdad;

E la pioggia cade una volta per sempre sottile,

Una pioggerellina, un vento, una nebbia,

Sei tu che tocchi il mio cuore,

Dando questa volontà,

Pensare che il mondo,

È una città fantastica;

E quell'uomo porta,

Il bisogno in questa folla,

Stare in pace

Nel mio bagaglio semi-universale,

Ha una chiave stellare,

Questo fa tutto, comunque,

Ho intenzione di registrare un disco,

Volando a me.

* J.L.BORGES

MEU LABIRINTO PARTICULAR

MEU LABIRINTO PARTICULAR

Longe... Bem longe,

Alem de Aldebaram eu estou;

Meu mundo é este vazio em que flutuo,

Perto do buraco negro do meu coração.

Um pneu estoura de repente,

Em alguma curva da estrada vazia;

Será que foi apenas um pneu,

Ou foi um coração magoado?

Hoje eu estou aqui esperando,

Te esperando e tu não vens;

Talvez um dia eu te encontre por ai,

Só não sei amor, quando.

Eu te procuro todo o dia,

E não sei a onde tu estas;

Eu preciso te encontrar de novo,

E talvez me encontrar.

Uma luz acendeu neste meu túnel,

Este labirinto que eu fiz só para mim;

E eu andei... Andei até perceber,

Que eu não vivo uma vida sem amor.

Hoje eu estou bem longe... Bem longe,

Mas bem próximo de teu coração;

Sou eu o homem que te quer,

O homem que precisa de ti.

 *J.L.BORGES
Ano 1987




quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

DEPOIS DO POR DO SOL


DEPOIS DO PÔR DO SOL

Como este pôr do sol é indefinido,
Até parece ser uma arvore,
Salpicada de azulejos
Repousando na consciência deste céu.

A consciência deste povo onde está?
Será que ela se escondeu atrás de uma arvore?
E a arvore carregada de maçãs,
Sugere um pecado nesta noite.

Uma luz que vem trazendo a luz,
A visão do teu corpo cadenciado;
Então neste corpo tão miúdo,
A tatuagem de um pôr do sol.

E a noite espontânea repousou,
Neste corpo atrevido e imprevisível;
Então sem pressa eu sai a procurar,
Uma estrela para doar a você.

 *J.L.BORGES
1987

DEPOIS DO POR DO SOL


DEPOIS DO PÔR DO SOL

Como este pôr do sol é indefinido,
Até parece ser uma arvore,
Salpicada de azulejos
Repousando na consciência deste céu.

A consciência deste povo onde está?
Será que ela se escondeu atrás de uma arvore?
E a arvore carregada de maçãs,
Sugere um pecado nesta noite.

Uma luz que vem trazendo a luz,
A visão do teu corpo cadenciado;
Então neste corpo tão miúdo,
A tatuagem de um pôr do sol.

E a noite espontânea repousou,
Neste corpo atrevido e imprevisível;
Então sem pressa eu sai a procurar,
Uma estrela para doar a você.

 *J.L.BORGES
1987

LEVA-ME


LEVA-ME

Nas noites de solidão,
No céu uma lua fria;
Menina meu coração,
Tua saudade judia.

Leva-me sempre a teu lado,
Até o fim da madrugada;
Com teu sorriso encantado,
Com tua alma lavada.

Não quero ficar aqui,
Esperando teu olhar;
Muita dor eu já senti,
Já não consigo chorar.

Como é triste estar sozinho,
Esperando algum momento;
Para ganhar um carinho,
Algum beijo solto ao vento.

Leva-me comigo agora,
Leva-me e não diga nada;
Com teu sorriso de fada,
Até o fim da madrugada.

 *J.L.BORGES
1987


ALMA ATA

ALMA ATA

Sexta feira santa sempre foi um dia triste,
Hoje a exceção não o torna o contrario;
Lembranças de um passado vagueiam em mim,
Uma estrela flutuando num mundo ilusório.

Lembranças da escola, da menina mais bonita,
E também a mais rica, que me fez sonhar;
Me fez depois chorar e então partiu,
Eu parti para nunca mais voltar

Do menino sem camisa, pés descalços que eu sou,
Um adulto quase velho a relembrar;
Do barzinho da esquina, meus amigos,
Que partiram em um passado, estranho barco a navegar.

Hoje lembro dos amores que eu não tive,
A tristeza escaldada encravada em meu peito;
Da saudade, da maldade desta gente,
Uma dor inacabada em meu ego insatisfeito.

Minha mente em ebulição lembra o começo,
Do pecado que entrou com a solidão;
Uma sala tão vazia este catre e uma cela,
Esta tela de uma negra escravidão.

Do menino sem camisa restam traços,
De um sorriso hoje lento e esquecido;
A onde estou eu sigo divagando,
Numa estrada tão carente de amigos.

Tão sozinho desejando um novo amor,
Um alguém para comigo chorar;
Para rir dos meus gestos atrevidos,
A meu Deus. Eu queria me casar.

Ter a amante sempre a minha espera,
Na janela, nesta porta ou no portão;
Correndo de braços abertos ao meu encontro,
Afastando do meu lado a solidão.

Mas são tudo lembranças neste dia
Que não passa, que me cansa e já passou;
Vem a noite, sem a lua e sem estrelas,
Alcançar em meu peito o que calou.

Um começo de um fim que não se acaba,
Uma partícula de saudade e de dor;
Sigo lento pelos cantos da calçada,
Tropeçando na minha falta de amor.

Só a chuva e que inunda minha alma,
Trazendo uma saudade inerte e fria;
Uma vontade de chorar em um ombro amigo,
De galgar esta vida tão vazia.

Uma vida que se levaria sem lembranças,
Pois são memórias de um tempo que não volta;
Vou seguindo nesta sexta feira santa,
Levando sonhos dentro desta minha alma ata.

*J.L.BORGES
1987

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

LEVA-ME

LEVA-ME

Nas noites de solidão,
No céu uma lua fria;
Menina meu coração,
Tua saudade judia.

Leva-me sempre a teu lado,
Até o fim da madrugada;
Com teu sorriso encantado
Com tua alma lavada

Não quero ficar aqui,
Esperando teu olhar;
Muita dor eu já senti,
Já não consigo chorar.

Como é triste estar sozinho,
Esperando algum momento;
Para ganhar um carinho,
Algum beijo solto ao vento.

Leva-me comigo agora,
Leva-me e não diga nada;
Com teu sorriso de fada,
Até o fim da madrugada.

 *J.L.BORGES
Cachoeirinha.1987


CREPÚSCULO*

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

ETERNIDADE


ETERNIDADE

Mesmo que plutão faça mil voltas
No sol, meu nome ainda será lembrado
Por você, pois sou a luz do infinito.

Todas as coisas que faço,
São dedicadas unicamente a você,l
E feitos em sua homenagem.

Esta chuva que cai derepente,
Este silencio que retumba na noite;
Este sol que acende a vida,
Este vácuo profundo que acalma a alma;
O sorriso da criança inocente,
Esta paz tão imensa e serena,
Isto tudo é em homenagem a você.

Onde você se encontra eu me encontro a seu lado,
Sou companheiro teu de todo o momento.

Olhe para o alto e verá minha imagem,
Pois eu sou o amor infinito;
Toda a paz passeando em você.
... ... ... ... ... ... ... ... .. ... ... ... ... ... ... ..

Mesmo que plutão de mil voltas no sol,
Meu nome ainda será lembrado...

 *J.L.BORGES
Gravatai.1987