CÁRCERE TEMPORAL
Saudade dos bons momentos,
em que outrora eu vivi,
e por amor quase morri:
saudade dos belos tempos.
Saudade dos frescos ventos
beijando os cabelos dela;
em sonhos abro a janela
e flutuo à luz do tempo.
Tempo onde estou preso,
neste presente incerto,
que me deixa indefeso.
Tempo de efêmera ilusão,
erguendo um enorme deserto
entre o sonho e a razão.
*Jorge Luis Borges.do Brasil ®
2026/06
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