MEIO DIA
O dia passa lentamente,
Pesado e sem inspiração;
Levando a chama pumblea,
De um sol encardido de ilusão.
Vislumbro no horizonte a fina tarde,
Nas lagrimas das nuvens chorosas;
Sinto a transpiração dos astros,
Nesta solidão silenciosa que em mim arde.
Solidão de um cotidiano passageiro,
Anunciando outros sonhos esquecidos;
Ouço ao longe trovejar de tempestades,
Na inocência desta manhã adormecida.
*J.L.BORGES
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