quarta-feira, 23 de maio de 2018

EFÊMERA

EFÊMERA

Minha esperança é apenas,

                                               Feixe de luz, ilusão.

Fragmentos cósmicos,

Flutuando na imensidão.

Esta saudade é apenas,

Plumas leves de algodão;

Em sua dança serena,

Muito alem da multidão.

Esta tristeza parece,

Fraterno cantar das águas;

Preces, prantos e suspiros,

Lamentos que vem das almas.


Mas tudo passa na vida,

Veloz igual o trovão;

O eterno se torna efêmero,

Brisas na palma da mão.

 *J.L.BORGES

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