quinta-feira, 5 de abril de 2018

INSÔNIA

INSÔNIA

Um cão vadio e rouco,

Uivando para a lua,

Um gato vagabundo,

Passeia nos telhados;

Um ébrio cambaleia,

No escuro vão da rua,

Caminha lentamente,

Seus passos são pesados.

Lamurios de uma criança,

Eu ouço na distancia,

Também um violão,

Chorando de saudade;

Me dá uma vontade,

De compor uma canção,

Que fale de amor,

Distante da maldade.

E neste instante eu penso,

U pouco nesta vida,

Tão densa e distraída,

Teimando em ir embora;

A minha alma chora,

Oh! Alma tão querida,

Que quer aqui ficar,

Ao longo destas horas.

São horas de insônia,

E um tanto de abandono,

Eu tento em vão dormir,

Sorrir, mas não consigo;

E ela a meu lado,

Envolta em plácidos sonhos,

Alheia a minha insônia,

Está aqui comigo.

 *J.L.BORGES

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