terça-feira, 6 de março de 2018

DOCE AMADA

DOCE AMADA

Doce amada desta ingrata vida,

Quero-te tanto e muito minha querida;

Que até a saudade e este cruel pranto,

Tornou meu mundo, triste e sem encanto.

Doce amada de um perdido tempo,

De paz e luz, sem magoa e sem lamentos;

A onde estavas? Eu tanto te queria,

Mas quanto mais sonhava mais eu te perdia.

E assim eu te perdi, minha doce amada,

Tornei-me então nesta vida desgraçada;

Um triste ser a percorrer caminhos,

De dor e saudade, um homem sozinho.

Sozinho e divagando nesta vida ingrata,

Com esta melancolia que carrego e que me mata;

Sempre com saudade desta doce amada,

Que me deixou perdido nesta longa estrada.

Estrada que agora solitário percorro,

Sem ter a doce amada em meu socorro;

Sem ter ninguém, pois sou um moribundo,

Andando triste e só por este mundo.

    *J.L.BORGES

Nenhum comentário:

Postar um comentário