CHIMBEIRO
Sou chimbeiro de vocação,
Levo na mala meu violão.
No velho pala meio sesteiro,
Levo a saudade do meu chineiro.
Sou da fronteira, simples e sem luxo,
Guapo e amigo, velho gaúcho.
A minha pátria é este Rio grande,
De norte a sul, por onde ande.
Por estas estradas lentas da vida,
Levo tropeadas e despedidas.
Eu sou chimbeiro de coração,
Levo na mala a solidão.
No velho pala meio mosqueado,
Levo esperança e um mate amargo.
Sou da fronteira, sou gaucheiro,
Mui desconfiado, pois sou chimbeiro.
*J.L.BORGES
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