sexta-feira, 9 de março de 2018

CHIMBEIRO

CHIMBEIRO

Sou chimbeiro de vocação,

Levo na mala meu violão.

No velho pala meio sesteiro,

Levo a saudade do meu chineiro.

Sou da fronteira, simples e sem luxo,

Guapo e amigo, velho gaúcho.

A minha pátria é este Rio grande,

De norte a sul, por onde ande.

Por estas estradas lentas da vida,

Levo tropeadas e despedidas.

Eu sou chimbeiro de coração,

Levo na mala a solidão.

No velho pala meio mosqueado,                                                                                                                         

Levo esperança e um mate amargo.

Sou da fronteira, sou gaucheiro,

Mui desconfiado, pois sou chimbeiro.

*J.L.BORGES

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