O DOIDINHO
A juventude correndo solta por ai,
Soltando pandorgas contra o vento;
Carrinhos de lomba e patinetes,
Bolinhas de gude, peões de repente.
Soltando palavras da boca inocente,
O medo do escuro no quarto quieto;
Pensar no futuro? Isto nem pensar,
Brincar de menino no pátio deserto.
Tambor preso ao corpo fingindo desfile,
Pois este setembro ainda não chegou;
E com seu tam tam no fim do quintal,
Aquele doidinho faz seu carnaval.
*J.L.BORGES
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