quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O DOIDINHO

O DOIDINHO

A juventude correndo solta por ai,

Soltando pandorgas contra o vento;

Carrinhos de lomba e patinetes,

Bolinhas de gude, peões de repente.

Soltando palavras da boca inocente,

O medo do escuro no quarto quieto;

Pensar no futuro? Isto nem pensar,

Brincar de menino no pátio deserto.

Tambor preso ao corpo fingindo desfile,

Pois este setembro ainda não chegou;

E com seu tam tam no fim do quintal,

Aquele doidinho faz seu carnaval.

   *J.L.BORGES

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