quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A BANDA PODRE DA MAÇÃ

BANDA PODRE DA MAÇÃ

Sou a banda podre da maçã,

Sou a parte podre desta sociedade;

Busco terra e encontro feras,

Que devoram-me aos pouquinhos.

Semeio lavouras e minha colheita e espinho,

Nada ganho, nem mesmo promessas;

Que outrora eles faziam,

Sou a banda podre da tua maçã.

Minha mesa é vazia,

Minha noite é uma insônia só;

Que será de mim,

De meus filhos e esposa?

Sou a banda podre da tua maçã,

Me corta e joga fora;

Pois sou a parte podre,

Da tua mesa nobre, nem tenho amanhã.

*J.L.BORGES

Nenhum comentário:

Postar um comentário