NA PONTA DO PONTO
Naquele canto do canto,
Um canto que encanta o canto;
Levando a todo canto,
Um canto de qualquer canto.
E o conto que encanta o canto,
Me leva leve ao canto;
Levando o resto do conto,
Que guardo naquele canto.
Não tendo mais nada em conta,
A conta relembra o pranto;
São hinos, rezas e cantos,
Naquele canto de canto.
Lá onde a ponta do ponto,
Por conta relembra prantos;
Pontos de fé e de cantos,
Naquele encanto que aponta.
E o ponto desperta o canto,
O riso sufoca o pranto;
Na imagem de um belo conto,
Daquele canto do ponto.
*J.L.BORGES
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