TEMPO DE SAUDADE
São dez horas da manhã,
O tic-tac moroso do relógio,
Não para de bater,
Estou aqui pensando em ti,
Com esta vontade inexplicável de te ver.
Meu doce amor, esta saudade,
Loucamente invade meu peito,
E deixa sem jeito meu coração;
Ando sozinho sempre a procura,
De teus carinhos... minha paixão.
Passam das dez e o relógio,
A testemunhar os meus tormentos,
Engole o tempo, não para mais;
Quanta saudade... quanta saudade,
Quanta tristeza, perdi a paz.
O tempo passa... o dia passa,
E esta distancia a aumentar;
Quisera um dia tu retornasse,
Me encontrasse na porta aberta,
Teimosamente a te esperar.
*J.L.BORGES
1993
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