quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

TEMPO DE SAUDADE

TEMPO DE SAUDADE

São dez horas da manhã,

O tic-tac moroso do relógio,

Não para de bater,

Estou aqui pensando em ti,

Com esta vontade inexplicável de te ver.

Meu doce amor, esta saudade,

Loucamente invade meu peito,

E deixa sem jeito meu coração;

Ando sozinho sempre a procura,

De teus carinhos... minha paixão.

Passam das dez e o relógio,

A testemunhar os meus tormentos,

Engole o tempo, não para mais;

Quanta saudade... quanta saudade,

Quanta tristeza, perdi a paz.

O tempo passa... o dia passa,

E esta distancia a aumentar;

Quisera um dia tu retornasse,

Me encontrasse na porta aberta,

Teimosamente a te esperar.

*J.L.BORGES
1993


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