quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

TEMPESTADE

TEMPESTADE

Fada dourada no bosque azul,

A onde duendes me jogam luzes;

São tantas flores, são tantas cruzes,

Ventos tangentes de norte a sul.

Raios na noite rasgam minha alma,

É tanto açoite que não termina;

Se sou teu também és minha,

Entra em minha vida e lava a calma.

Se sou teu homem, tu tempestade,

Paixão que invade meu denso mundo;

Te quero sempre minha tempestade,

Imaculada e vagabunda

*J.LBORGES
1995

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