TEMPESTADE
Fada dourada no bosque azul,
A onde duendes me jogam luzes;
São tantas flores, são tantas cruzes,
Ventos tangentes de norte a sul.
Raios na noite rasgam minha alma,
É tanto açoite que não termina;
Se sou teu também és minha,
Entra em minha vida e lava a calma.
Se sou teu homem, tu tempestade,
Paixão que invade meu denso mundo;
Te quero sempre minha tempestade,
Imaculada e vagabunda
*J.LBORGES
1995
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