sábado, 20 de janeiro de 2018

ODETE

ODETE

Aquele lugar que parece um campo,

És tu Odete, o meu lugar;

A onde a relva veste o pranto,

O onde o pranto veste o olhar.

Perco-me um tanto em teu sorriso,

E outro tanto em teu olhar;

Teu corpo meu paraiso

Odete, meu bom lugar.

A onde repouso mansamente,

Sem esta pressa de te beijar;

Teus lábios, tua língua ardente,

Odete! Meu bom lugar

*J.L.BORGES
1994

Nenhum comentário:

Postar um comentário