ODETE
Aquele lugar que parece um campo,
És tu Odete, o meu lugar;
A onde a relva veste o pranto,
O onde o pranto veste o olhar.
Perco-me um tanto em teu sorriso,
E outro tanto em teu olhar;
Teu corpo meu paraiso
Odete, meu bom lugar.
A onde repouso mansamente,
Sem esta pressa de te beijar;
Teus lábios, tua língua ardente,
Odete! Meu bom lugar
*J.L.BORGES
1994
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