CLEMENTINA
Cada beijo que dou em tua boca,
É uma forma de desnudar teu pudor;
A paixão que te sinto é tão louca,
Em teus braços me sinto teu senhor.
Minha querida mulher, como te quero,
Eu te espero a todo o momento;
Se não tenho teu corpo me desespero,
Teu conforto é pandorgas ao vento.
Tu és tudo para mim, oh! Clementina,
Mas minha sina será te servir;
Eu serei teu duende minha menina,
Tu minha fada de sonhos a sorrir.
Sempre quis estar a teu lado,
Meu pecado será sempre te amar;
Clementina do amor maculado,
Adorada me fazendo pecar.
*J.L.BORGES
1994
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