sábado, 20 de janeiro de 2018

CLEMENTINA

CLEMENTINA

Cada beijo que dou em tua boca,

É uma forma de desnudar teu pudor;

A paixão que te sinto é tão louca,

Em teus braços me sinto teu senhor.

Minha querida mulher, como te quero,

Eu te espero a todo o momento;

Se não tenho teu corpo me desespero,

Teu conforto é pandorgas ao vento.

Tu és tudo para mim, oh! Clementina,

Mas minha sina será te servir;

Eu serei teu duende minha menina,

Tu minha fada de sonhos a sorrir.

Sempre quis estar a teu lado,

Meu pecado será sempre te amar;

Clementina do amor maculado,

Adorada me fazendo pecar.

  *J.L.BORGES
1994

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