ELO DE LIGAÇÃO
Foi-se meu ultimo elo,
Inicio da ligação;
Da vida restou o nada,
Estrada da evolução.
Perdi sois e madrugadas,
E a vida seguiu veloz;
Somente ouvi a voz,
De um povo desesperado.
Porem nada aconteceu,
Depois que a vida partiu;
Nem a arvore floresceu,
Nem a boca mais sorriu.
Sou tudo e tão errado,
Sem meu elo de ligação;
Voz da própria ilusão
No povo desenganado.
Talvez nesta despedida,
Eu ainda sinta a voz;
Da minha mãe tão querida,
Que ontem partiu veloz.
Adeus réstias de uma vida,
Sangue no meu coração;
Sei que a minha solidão,
Serás tu mamãe querida.
*J.L.BORGES
1993
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