quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

AS BORBOLETAS

AS BORBOLETAS

Com a chegada do outono,

Melodia imposta ao vento;

A beijar tantos jardins,

As borboletas.

Dedicadas violetas,

Nos jardins de tantas praças;

Rosas frágeis e violentas,

A flutuar no azul do céu.

Sem tatuagens nos braços,

E sem pulseiras de pratas;

Do espaço jogam pétalas,

Brincam de eterno bailar.

Na voz difusa dos ventos,

Na voz confusa das flores;

Serão gnomos ou fadas,

Com sua orquestra de cores.

 *J.L.BORGES
1992

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