“SINDROME DE PLUTÃO”
Queria te aprisionar,
No inferno do meu coração;
Te trancar a sete chaves,
Dentro da minha solidão.
Queria te dar o sétimo céu,
O paraíso que pouco desfrutei;
Te guiar nesta estrada,
Onde pouco caminhei.
Te levar ao infinito,
Este louco paraíso;
Te envenenar com meus beijos,
O meu mel, este absinto.
No profano cativeiro,
Te torturar com meu amor;
Num jeito doce e insensato,
Derreter-me em teu calor.
O calor de teus carinhos,
Que sangram meu coração;
Sou Tristão, teu marinheiro,
Tenho inveja de plutão.
*J.L.BORGES
1986
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