VULTOS DA NOITE
Vultos da noite que nascem,
De uma mente perturbada;
Crescendo e criando forma,
Tosca e oriunda do nada.
São vultos irreais,
Criados por um demente;
Que vem perturbando a mim,
A você, a esta gente.
Crescendo na noite escura,
De um relâmpago, de um clarão;
E morrendo na penumbra,
Do sol, esta ilusão.
Sumindo assim por encanto,
Quando o sol está nascendo;
Vão sumindo, vão sumindo,
Pouco a pouco vão morrendo.
*J.L.BORGES
P.Alegre.1978
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