UMA RUA CHAMADA SOLIDÃO
Minha rua é tão monótona,
Minha rua é a porta da vida;
Eu queria você a meu lado,
Ajudando a abrir esta porta.
Minha rua é cheia de espinhos,
É cheia de flores também;
Na minha rua passa o rio da saudade,
Com mistérios, muita dor e aventura.
Meu vizinho mais antigo,
É amigo da solidão;
Certo dia me ofertou o sol,
E dele ganhei o céu e a lua.
A serpente é a vizinha do lado,
E na frente quem mora é adão;
Que anda triste e sofrendo sozinho,
Pois a Eva fugiu dele a pouco.
*J.L.BORGES
Camaquã.1980
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