sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A ETERNA NOITE DE SÃO LOURENÇO

A ETERNA NOITE DE SÃO LOURENÇO

O cantar dos pirilampos,
Vaga-lumes que flutuam;
Do espaço jogam luzes,
Brincam de eterno luzir.

Sons na negra escuridão,
Ventos que batem em meu rosto;
Esvoaçar das corujas,
Com seu macabro cantar.

Silencio, muitos ruídos,
Sorrisos num quase nada;
Amor perdido num medo,
Um medo de se perder.

A musica etérea no ar,
A dançar, fadas, duendes;
Eu de gravata e paletó,
Perdido entre a multidão.

Tento então me esconder,
Entre as arvores desta vida;
Percebo não muito longe,
Uma luz na escuridão...

*J.L.BORGES
SÃO LOURENÇO DO SUL.1978

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