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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

NUDITÀ

NUDITÀ

Sono ai tuoi piedi, mia cara,

Senza sapere più chi sono;

Molte illusioni artificiali,

Mi feriscono costantemente.

Ogni centimetro del mio corpo,

È macerato da notti insonni;

Ti do in questa insonnia i miei pensieri osceni,

Misto con questa volontà di trovarti.

L'incertezza dei miei abbracci,

Si confondono con questo desiderio di cercarti;

Il vuoto dei miei passi,

Lo rende audace,

Sii il punto del mio aspetto.

Quei baci caldi hanno trasformato la mia vita,

Senza di loro, so che impazzirò,

La mia gioia ora è triste,

Perché non ho più sorriso e il mio corpo

È una bomba atomica pronta a esplodere.

Le mie mani invano vogliono toccarti,

Per tenerti nel mio cuore,

Il mio essere si è arreso per il dolore,

Voglio nutrire questa passione e tenerti,

Nel mio amore per non morire.

* J.L.BORGES

DESNUDEZ

DESNUDEZ

Me diste a tus pies querida,

Sin saber más quién soy;

Un montón de ilusiones artificiales,

Dame en mí constantemente.

Cada milímetro de mi cuerpo,

Está macerado por las noches sin dormir;

Te entrego en este insomnio mis pensamientos obscenos,

Mezclados con esta voluntad de encontrarte.

La incertidumbre de mis abrazos,

Se confunden con esta voluntad de buscarte;

El vacío de mis pasos,

Hace que esta voluntad atrevida,

Sea el arbol de mi mirada.

Aquellos cálidos besos transformaron mi vida,

Sin ellos sé que me volveré loco,

Mi alegría ahora es triste,

Porque ni la sonrisa más tengo, y mi cuerpo,

Es una bomba atómica lista para explotar.

Mis manos en vano quieren tocarte,

Te guardo dentro de mi corazón,

Mi ser se rindió en el dolor,

Quiero alimentar esta pasión, y guardarte,

En mi amor para no morir.

* J.L.BORGES

terça-feira, 21 de agosto de 2018

CREPÚSCULO...

crepúsculo

Lentamente vi el sol ponerse,

En el universo estrellado de tu cuerpo;

La primavera entró por la ventana,

Entreabierta en el fondo de sus labios.

Me dio una voluntad de amarte un poco,

Sin compromiso y sin tiempo para llegar;

Me dio ganas de tomar su mano,

Y correr sin nostalgia por ahí.

Mansamente vi el sol ponerse,

En las bruscas olas de mi corazón;

Mi sentido se ahoga en su sentido,

Y mis sueños se poblaron de ti.

Vi mil sonrisas floreciendo en sus labios,

Como pétalos brillantes de cristales;

Su voz parecía una canción,

Regida por duendes a la luz de la luna.

Suavemente vi el sol ponerse,

En el misterio profundo de su ser;

La primavera entró sin avisar,

En mi alma que soñaba contigo.

Acorde y vi su cuerpo desnudo y suave,

Aconsejado sin temor al mío;

Y con la certeza de esta nueva realidad,

Vi el sol ponerse en el crepúsculo de sus ojos.

* J.L.BORGES

quarta-feira, 25 de julho de 2018

LABIRINTOS

LABIRINTOS

Enquanto a vida escoa silenciosa,

Pela ampulheta imperdoável do impassível tempo,

O dia sai de mansinho,

Deixando cacos e uma noite.

A noite vem devagar e sem avisar,

Amassando e amansando a esperança;

Plantando no coração de alguém muitos sonhos,

Muita vontade de correr solto na ventania.

Enquanto a noite estende seu manto sem pressa,

Eu estou com muita pressa de chegar;

Pois tenho vontade de caminhar contigo, amor,

Nos labirintos onde nunca caminhei.

                                                   
*J.L.BORGES

terça-feira, 17 de julho de 2018

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Somos nós mesmos, feitos cães na lama,

Protagonizando uma comedia eterna,

Sem ter a luz lucubre de uma caverna,

E carregando a cruz de levar a fama.

Somos nós mesmos, massa desvairada,

Com sede, frio, dor e fome,

Figuras incógnitas e sem nome,

Perdidos na noite sem ter madrugada.

Somos nós mesmos nesta vida ingrata,

Sem os aplausos efusivos de um bom futuro;

Sem a luz da aurora que afasta o escuro,

Indo contra a maré nesta corrente errata.

Somos nós mesmos, perdidos numa cama,

De prego a fazer amor desvirtuado,

Mas o demônio da gula se inflama,

Pune assim a vida de nós, seres abusados.

Somos nós mesmos a perder os trilhos,

Para sementes: os filhos foram contratados,

Pelas línguas torpes a viver sem brilho,

Só de sorte e auxilio, somos condenados.

Somos nós mesmos a fazer caretas,

A amargar a morte expulsando o fado;

Somos nós a raça deste mal agrado,

Últimos heróis a abrir as pernas.

Somos nós mesmos a peste bubônica,

Destruindo este gasto e pobre mundo,

Somos eremitas, sem achar cavernas,

Esta raspa reles do tacho sem fundo.

Somos nós mesmos nesta solidão,

Hoje  estamos aqui só com a muda voz,

Para lembrar soldados, tolos mutilados,

E depois consagrados na condenação.

                                                 
 *J.L.BORGES



sábado, 9 de junho de 2018

SÉTIMO PARAISO

SÉTIMO CÉU

Você amanheceu no horizonte,

Deixando meu caminho florido

Deixou alguma coisa no ar,

Para perfumar a minha vida.

Você iluminou meu cotidiano,

Me fez sair de mim mesmo;

Abriu a porta emperrada,

E entrou no meu coração

Você me deixou com ar de poeta,

Me fez sonhar e sorrir;

Você me fez sentir contente,

Me sentir mais eu.

Você para mim é tudo,

Pois estás presente na minha existência;

Você me deixou radiante,

Com seu jeito de ser

Você me ensinou a gostar da vida,

Com seu sorriso;

Você é meu sol,

Meu sétimo paraíso.

 *J.L.BORGES

segunda-feira, 4 de junho de 2018

PORTO ALEGRE MENINA

PORTO ALEGRE MENINA

Porto Alegre menina,

Que me seduz;

Sorriso que me fascina,

Me enche de luz.

Menina suave e delicada,

Que me faz sentir saudade;

Me faz voar nesta estrada,

Louco de ansiedade.

Porto Alegre do sorriso,

Alegria com tristeza;

Eu te quero, eu te preciso,

Vem com tua graça e beleza.

Vem afogar minhas magoas,

De estar longe de ti;

Com meus olhos rasos dàgua,

Olhar que nunca esqueci.

Eu te amo Porto Alegre,

Lindo porto dos casais;

Menina moça alegre,

Sorriso azul e lilás.

*J.L.BORGES

terça-feira, 29 de maio de 2018

A CARRETA

A CARRETA

Lá vai a carreta,

Da vida pela estrada,

São quatro rodas,

Eternos elos,

Que levam a nada.

Lá vai a carreta,

Buscando na vida,

Uma interrogação

Seu destino segue em frente,

Na busca da solidão.

Lá vai a carreta,

Para um nunca mais voltar,

Segue vagarosamente,

Abrindo caminhos,

Na porta fechada.

Com seus velhos bois,

Lá vai a carreta,

Em seu trajeto cego,

E o tempo carreteiro,

O guia assobiando uma canção.

    *J.L.BORGES

segunda-feira, 28 de maio de 2018

TROPEIRO

TROPEIRO

A tropilha vem chegando,

Vem mugindo campo a fora;

O tropeiro vem cantado,

Vem rompendo com a aurora.

Na cancela quase aberta,

O guaipeca a me esperar;

Na varanda tão discreta,

A chinoca a me espiar.

Tudo é paz quando aqui chego,

Sem vontade de partir;

Na chinoca me aconchego,

Dá vontade de sorrir.

Sou feliz neste rincão,

Sou feliz mas já vou indo;

Vou voltar noutra ocasião,

A boiada está mugindo.

Adeus chinoca querida,

Brevemente voltarei;

Nas tropeadas desta vida,

Outros beijos ganharei.

    *J.L.BORGES

sábado, 26 de maio de 2018

ROSA ATÔMICA

ROSA ATÔMICA

A vida não era tão ruim,

Pois ainda existia flores,

Com perfumes e com colores,

Mas eu não posso sentir o perfume,

Então sinto as belas cores,

Das flores que não perfumam.

Plantei um dia a semente,

De uma rosa artificial,

No fundo do meu quintal,

Lixo atômico nuclear.

Sem ninguém no mundo sigo,

Com saudades do sorriso,

Da criança sem camisa,

Que um dia aqui correu.

Sem ninguém no mundo sigo,

Com saudades da mulher,

Que um dia me beijou.

A onde esta o perfume

Daquela rosa incolor,

Que eu plantei no meu quintal?

*J.L.BORGES

PAZ NA GUERRA

PAZ NA GUERRA

A paz nasceu do sorriso,
Das rosas na primavera;
A paz trás o paraíso,
Azul de futuras eras.
No fundo de um pano escuro,
Espreita a hedionda fera;
A guerra espera o futuro,
A paz a certeza espera.
Bem longe os canhões trovejam,
Assustando o alegre povo;
A paz e a guerra festejam,
Na busca de um ano novo.
Um ano de paz na guerra,
Sem dores e falsidades;
Com os pés descalços na terra,
Caminha a humanidade.

*J.L.BORGES

sexta-feira, 25 de maio de 2018

A VIDA

A VIDA

É uma montanha russa traiçoeira,

Uma faca cega a nos rasgar;

É uma bolha de sabão, leve e ligeira,

Flutuando para nunca mais voltar.

É o inocente riso da criança,

O sonhar acordado do caduco;

Velho a bocejar numa esperança,

E o jovem inocente e maluco.

Ele vem e depois sai devagar,

Anunciando o futuro que virá,

Para fazer outro sonho acordar.

E no passado inerte ficará,

Para nunca mais voltar,

Nunca voltará...

       *J.L.BORGES

VIAJANTE

VIAJANTE

Eu vim alem de plutão,

Passei por netuno e urano;

Caminhos de tantos anos,

Promessas de solidão.

Alem de júpiter e saturno,

Vi mil mundos diferentes;

Vi asteróides ardentes,

Nos meus diferentes rumos.

Vi em marte duas luas,

Só uma lua na terra;

Vi restos de primaveras,

Sobras de uma guerra crua.

Eu vim alem deste lugar,

Depois de Vênus e mercúrio;

Há mil anos luz eu procuro,

Um lugar pra repousar.

O sol reflete em meu corpo,

Raios que me fragmentam;

Radiações me desorientam,

Perco-me sem teu conforto.

O meu eu é viajante,

Pouco tempo irei ficar;

Neste sistema solar,

Pois sou eterno e errante.

                                    *J.L.BORGES




MEIA NOITE EU NA CALÇADA

MEIA NOITE NA CALÇADA

Meia noite eu na calçada,

Ando tonto e embriagado,

E você amor, não está.

Eu me encontro sozinho,

Faz me falta seus carinhos,

Sem você amor, não dá.

Meia noite e a escura lua,

Desenha a imagem sua,

Pronta a me alucinar.

Me embriago em sua imagem,

Arisca, doce e selvagem,

Que não posso nem tocar.

Meia noite e a tonta lua,

Reflete sua imagem nua,

Bailando em meu pensamento.

Vou caindo e flutuando,

Fico tristonho e sonhando,

Com ela a todo o momento.

Meia noite sem estrelas,

No céu eu procuro vê la,

Procuro vê la na estrada.

Minha voz fica pastosa,

Eu fico calado e prosa,

Meia noite, eu na calçada.

            *J.L.BORGES

quinta-feira, 24 de maio de 2018

BURACO NEGRO

BURACO NEGRO

Num reflexo eficaz e patogênico,

Os caminhos se abriram paracelso;

Uma luz segue vagar entre as estrelas,

Jovens loiras que povoam o universo.

Na tela cibernética e nuclear,

Segue vibrante o vulto de uma luz;

Rabiscando desenhos pirogenicos,

Brancos que em minha face mais reluz.

Me encontro alem das nebulosas,

Vagando entre o abstrato e o concreto;

Um buraco negro me convida pra ficar,

Iluminar e colorir o que é secreto.

   *J.L.BORGES

sexta-feira, 4 de maio de 2018

SARA

SARA

 

Lá vem a Sara,

Com sua tara;

Baton nos lábios,

Rouge na cara.

Lá vem a Sara,

Toda molhada;

Sempre dengosa,

Sara tarada.

Virgem mulher,

Talvez não virgem;

Sempre me quer,

Me dá vertigem.

Lá vem a Sara,

Dizer bobagens;

Me faz feliz,

Na sacanagem.

Sara menina,

Sexi e rara;

Onça selvagem,

Cheia de tara.

Anjo infernal,

Que me é cara;

Tão sensual,

Lá vem a Sara...

                                    *J.L.BORGES