PAI VELHO
Meu pai, meu velho pai,
Tantas primaveras passaram por ti;
Hoje estou a te relembrar,
A te recordar estou aqui.
Este amor paternal que tanto escondestes,
Hoje é uma pagina aberta a me mostrar;
Que esta amizade não tem preço,
Só tem recomeço, basta acreditar.
Olha velho, eu acho que te amo,
Às vezes em sonho te chamo bem querer;
Aquele bem fraterno que está no pensamento,
Enraizado em mim, teu filho que te quer.
São tantos aniversários, vitórias e comedias,
Que até te afirmo, tu es o meu herói;
Um deus feito em tragédias, também feito de glorias,
Erguidas na memória que a alma nunca roí.
Meu velho pai de ontem, meu velho pai de agora,
Não sei te afirmar, mas sei, gosto de ti;
Agora estas presente, bem mais do que outrora,
E assim, a tua presença, está brilhando aqui.
*J.L.BORGES
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