ABRIL
As janelas desbotadas refletem cores,
São meus amores em devaneio a velejar;
Ao vento, um tempo farto de ventania,
Perto do dia de um mês de abril a clarear.
Abrem-se as flores dominicais da nostalgia,
A alegria, esta vontade de continuar;
E a porta aberta reabre o dia,
E me convida para entrar.
São sons, são sonhos que o dia traz,
Trazendo a paz, junto a vontade;
De continuar a caminhada,
No rumo certo a eternidade.
E o eterno é o tempo, um tempo bom,
O dom preciso dos bons momentos;
Me ligo a vida na doce brisa,
Que me alisa na voz dos ventos.
*J.L.BORGES
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