MANHÃ
Nuvens de algodão,
Povoam os sonhos,
Do inquieto viajante,
Nos caminhos,
Que amanhece,
Num rompante,
De ternura.
Um lençol de cristal,
Encobre os campos,
No bocejo inocente,
A pausa vã;
Da saudade sou apenas,
A semente,
A vertente que renasce,
Na manhã.
*J.L.BORGES
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