segunda-feira, 5 de março de 2018

NUVENS

MANHÃ

Nuvens de algodão,

Povoam os sonhos,

Do inquieto viajante,

Nos caminhos,

Que amanhece,

Num rompante,

De ternura.

Um lençol de cristal,

Encobre os campos,

No bocejo inocente,

A pausa vã;

Da saudade sou apenas,

A semente,

A vertente que renasce,

Na manhã.

  *J.L.BORGES

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