NO BOTECO DO JORGE
“ -Tô com o pé que é um leque,
Diz o sobrancelhudo,
Tomando pileque,
No bar do cunhudo.
E a bola de bilhar,
Corre no canto da mesa;
Seu Maneca vai taquear,
Rebater esta tristeza.
Lá num canto do balcão,
Muquirana se afoga,
Sente nesta solidão,
Saudade que a tantos logra.
O bodegueiro se assanha,
Com aquele movimento;
Serve o trago bem na manha,
Ceva lerdo estes momentos.
Nestes instantes faceiros,
Momentos de agitação;
Bebem em goles ligeiros,
A caninha tentação.
*J.L.BORGES
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