BORBOLETA DE FOGO
Beijando a face de tantas almas,
Desavisadas neste jardim;
Tu és o verso da minha calma,
Nesta estrada que não tem fim.
Na voz das flores teu pensamento,
Reflete sonhos e nostalgias;
O vento beija neste momento,
Um anjo leve de ventania.
Tantos rompantes de alegria,
Nestes instantes que a vida faz;
De flor em flor tu alumias,
O cotidiano que o tempo trás.
Enxergas cruzes e luzes alvas,
No azul brilhante da solidão;
O vento passa, mas nunca falta,
Teu fogo ardente no coração.
Tua calma em chamas vela esta gente,
Numa mutação que satisfaz;
O teu passado rege o presente,
A um futuro de amor e paz.
*J.L.BORGES
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